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Ark de Bucara

A Ark de Bucara é uma cidadela cuja origem remonta pelo menos século VII d.C. em Bucara, no Usbequistão. É a edificação mais antiga da cidade, tão antiga como a própria cidade. Além de ser uma fortaleza militar, é também uma pequena cidade palaciana que ao longo da história foi a sede de várias cortes reais que existiram em Bucara e na região em volta. Foi usada como fortaleza até ser tomada pelos soviéticos em 1920 e atualmente é uma atração turística onde há vários museus que mostram a sua história, da cidade e da região.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/07/2026
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História

Não se sabe ao certo quando foi construída a primeira fortaleza ou cidadela antecessora da que existe atualmente. Parece certo que foi na Antiguidade e segundo algumas fontes haverá vestígios arqueológicos da existência duma cidadela no local da atual no século IV a.C. A colina com cerca de 20 metros de altura onde se encontra é artificial e foi formada pelas sucessivas reconstruções ao longo dos séculos. Segundo alguns autores, a menção histórica mais antiga, de fontes locais, fala numa fortaleza construída no século VII d.C. pelo Bukhar Khudat (rei) Bidun, que se desmoronou pouco depois e foi reconstruída, seguindo os conselhos de adivinhos, para imitar a forma da "constelação do Grande Urso". Segundo outros, há fontes sassânidas (séculos III a VII) e soguedianas (séculos III a VIII) que atestam a existência da fortaleza no século VII. Desde essa altura que a cidadela tem a si associadas histórias lendárias. Segundo Maomé ibne Jafar Narshakhi, o historiador de Bucara da primeira metade do século X, a Ark teria sido construída pelo príncipe lendário persa Siauascis (Siyâvash), que segundo a lenda está sepultado onde antigamente existia a Porta Kalon, junto à Mesquita Juma (ou Kalyan ou Kalon). No épico persa Šāhnāme ("Épica dos Reis"), de Ferdusi, cerca de meio século depois, o fundador da cidadela é Shiri-Kishvar, um vassalo do grão-cã goturco do final do século VI Kara-Çürin (Tardu). No museu da Ark conserva-se um chicote que teria pertencido ao herói lendário persa Rustã, outro herói do Šāhnāme.

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Descrição

A cidadela ergue-se numa colina artificial, que se acredita ser resultante das diversas camadas de entulho das construções anteriores. É rodeada por uma muralha de adobe com ameias, inclinadas para o interior. Cinco baluartes circulares e salientes dão uma proteção adicional. No interior, a rua principal, orientada na direção leste-oeste, constitui o eixo da cidadela, que liga a Bab as-Sahl (Porta Ocidental) à Bab al Djum (Porta Oriental), também chamada Darvaza Guriyan ou Porta do Vendedor de Feno. Este última porta, atualmente fechada, dava acesso à Mesquita Juma, situada fora da cidadela. As restantes construções históricas estão agrupadas no bairro noroeste da cidadela, perto do portal ocidental principal. A Porta Ocidental atual foi construída em 1742 pelo xá persa afexárida Nader Xá. É flanqueada por duas torres-baluarte ligadas por uma varanda com janelas com pórticos por cima do portal. Por cima do portal está aquilo que até ao final do século XIX foi o único relógio mecânico do mundo com números em árabe. O relógio foi construído em 1851 por Giovanni Orlandi um relojoeiro italiano cativo que para salvar a sua vida construiu o relógio e um telescópio para o emir Nasrulá Cã, que adorava gadgets.[nt 1] Até 1920, ao lado de relógio estavam expostos um enorme chicote khamcha de seis cordas, símbolo do poder punitivo do emir, e uma cimitarra valiosa. A porta é acessível por uma rampa íngreme, que no passado serviu como naqqar khana (coreto) e como varanda cerimonial sobre a Praça Registan. Após a rampa há um dalon (corredor) coberto e estreito que sobre até ao terreiro principal da cidadela. O corredor é tem piso em pedra e é flanqueado por doze ob khanas (nichos de celas de prisão). O complexo superior inclui a mesquita da corte, instalações administrativas, armazéns, tanques de água, casa do tesouro, chancelaria do emir, salão de receções ceremoniais e aposentos privados. Os diversos edifícios estão organizados hierarquicamente em redor de pátios com arcadas. O status social do visitante e a proximidade com o emir determinavam as rotas de circulação e os níveis de acesso individuais.

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Fontes consultadas

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