Juiz de Fora
Juiz de Fora é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Localiza-se na Zona da Mata Mineira, estando situado a cerca de 260 km a sudeste da capital do estado. Ocupa uma área de aproximadamente 1 440 km², sendo que 97 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada em 567 730 habitantes em 2025, posicionando-se como o quarto mais populoso do estado mineiro. A cidade faz parte do eixo industrial das cidades próximas à BR-040 e das próximas à BR-116.
O local onde hoje existe Juiz de Fora permaneceu intocado até o século XIX, exceto pelos índios puris e coroados. Com a construção do Caminho Novo em 1707, ligando a rota do ouro entre Vila Rica (Ouro Preto) e o Porto do Rio de Janeiro, diversos grupos surgiram às margens da estrada, entre eles, o arraial de Santo Antônio do Paraibuna, criado em 1713, e que veio posteriormente a se tornar Juiz de Fora. As origens de Juiz de Fora remontam a época do Ciclo do Ouro, portanto confundem-se com a história de Minas Gerais. Devido à dificuldade de acesso à região do atual município, o lugar permaneceu praticamente intocado até o século XIX. A Zona da Mata, então habitada apenas pelos índios puris e coroados, foi desbravada com a abertura do Caminho Novo, estrada construída em 1707, para o transporte do ouro da região de Vila Rica (Ouro Preto) até o porto do Rio de Janeiro. Diversos povoados surgiram às margens do Caminho Novo estimulados pelo movimento das tropas que ali transitavam, entre eles, o arraial de Santo Antônio do Paraibuna, povoado por volta de 1713.
História recente
Em 6 de setembro de 2018, o então candidato a Presidente da República, Jair Bolsonaro, sofreu um atentado enquanto caminhava na Rua Batista de Oliveira, esquina com a Rua Halfeld. Em fevereiro de 2026, a cidade foi atingida por enchentes e deslizamentos de grandes proporções, deixando dezenas de mortos e centenas de desabrigados.
A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 1 435,749 km², sendo que 96,7 km² constituem a zona urbana. Situa-se a 21°41′20″ de latitude sul e 43°20′40″ de longitude oeste e está a uma distância de 255 quilômetros a sudeste da capital mineira. De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Juiz de Fora. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Juiz de Fora, que por sua vez estava incluída na mesorregião da Zona da Mata. O município limita-se ao norte com Santos Dumont e Ewbank da Câmara; a nordeste, com Piau e Coronel Pacheco; a leste, com Chácara e Bicas, Pequeri; a Sudeste, com Santana do Deserto; ao sul com Matias Barbosa e Belmiro Braga; a sudoeste, com Santa Bárbara do Monte Verde; a oeste, com Lima Duarte e Pedro Teixeira e a noroeste com Bias Fortes.
Hidrografia
O município de Juiz de Fora está localizado na Bacia do Médio Paraibuna, pertencente à bacia do Rio Paraíba do Sul, e seu perímetro urbano é drenado por 156 sub-bacias de diversas dimensões. Os principais rios que banham o município são o Paraibuna, seus afluentes Rio Cágado e Rio do Peixe, e os rios Monte Verde e Grão-Mogol, afluentes do rio do Peixe. O Rio Paraibuna recebe o lançamento in natura de esgotos domésticos e de efluentes industriais produzidos na cidade. A Bacia do Médio Paraibuna possui tributários com perfis longitudinais relativamente acentuados, que desembocam no rio principal com gradiente um pouco baixo. O Rio Paraibuna possui declividade média bastante diferenciada ao longo de seu curso, sendo que no trecho urbano de Juiz de Fora é bastante moderada, da ordem de 1,0m/km. A última retificação de aproximadamente 30 km, na região do Distrito Industrial I, foi dimensionada de modo a compatibilizar a função regularizadora da Barragem Chapéu D’Uvas, recentemente concluída. A barragem foi construída com o objetivo de amortizar enchentes e ampliar o potencial de abastecimento de água para a cidade.
Clima
O clima de Juiz de Fora é caracterizado tropical de altitude (tipo Cwa segundo Köppen), com chuvas concentradas no verão e temperatura média compensada anual em torno dos 19 °C. A umidade do ar relativamente elevada e tempo aproximado de insolação é de 1 820 horas/ano. As precipitações ocorrem principalmente sob a forma de chuva e, em algumas ocasiões, de granizo. Segundo dados da estação convencional do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) de Juiz de Fora disponíveis a partir de 1961, a menor temperatura registrada ocorreu no dia 9 de junho de 1985, com mínima de 3,1 °C, contudo o recorde absoluto foi registrado antes desse período, em 9 de junho de 1933 (0,4 ºC). Já a maior temperatura atingiu 37,4 °C em 19 de outubro de 2016. O maior acumulado de precipitação em 24 horas alcançou 147,4 mm em 12 de março de 2001.
Ecologia e meio ambiente
A vegetação nativa do município pertence ao domínio florestal Atlântico (Mata Atlântica), onde destacam-se diversas espécies da fauna e flora. Em Juiz de Fora existem unidades de conservação ambiental. As principais são a Reserva Biológica Municipal do Poço D'Anta (com 277 hectares, entre os bairros São Benedito, Bom Retiro e Linhares); Reserva Biológica Municipal Santa Cândida (133 hectares, bairros Monte Castelo, São Pedro e Carlos Chagas); Parque da Lajinha (45,5 hectares, bairros Aeroporto e Teixeiras); Área de Proteção Ambiental do Krambeck (291 hectares, bairros Eldorado e Remontas) e Área de Preservação Permanente Bosque do Bairu (0,5 hectares, bairro Bairu).
No ano de 2022, a população do município foi contada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 540 756 habitantes, mantendo o título de quarto mais populoso do estado e apresentando uma densidade populacional de 376,64 hab./km2. Segundo o censo de 2010, 47,30% da população eram homens (244 932 habitantes), 52,70% (272 940 habitantes) mulheres, 98,86% (511 973 habitantes) vivia na zona urbana e 1,14% (5 879 habitantes) na zona rural. De acordo com o IBGE, Juiz de Fora possuía 354 929 eleitores em 2004. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Juiz de Fora é considerado elevado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Seu valor é de 0,828, sendo o nono maior de todo estado de Minas Gerais (em 853), o quadragésimo nono de toda a Região Sudeste do Brasil (em 1666 municípios) e o 145° de todo o Brasil (entre 5 507 municípios). Considerando apenas a educação o valor do índice é de 0,920, enquanto o do Brasil é 0,849. O índice da longevidade é de 0,784 (o brasileiro é 0,638) e o de renda é de 0,781 (o do Brasil é 0,723). A cidade possui a maioria dos indicadores elevados e todos acima da média nacional segundo o PNUD. A renda per capita é de 2 012,75 reais, a taxa de alfabetização adulta é 95,30% e a expectativa de vida é de 72,03 anos. O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social é de 0,41, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor. A incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 12,86%, o limite inferior da incidência de pobreza é de 5,82%, o superior é de 19,91% e a incidência da pobreza subjetiva é de 9,45%.
Religião
Juiz de Fora é uma cidade de tradição cristã, mas com grande diversidade de crenças, assim como no resto do país. As crenças convivem bem. O campo religioso da cidade é composto majoritariamente pelo catolicismo, seguido do protestantismo. Há também um forte movimento espírita-kardecista, tal como diversas religiões afro-brasileiras. Recentemente, houve o surgimento do new age, de grupos orientais e dos muçulmanos. Mais afastados da cidade, há também grupos como o do Santo Daime e do Vale do Amanhecer. Esta grande diversidade é atribuída à proximidade da cidade em relação a grandes centros urbanos, o que fortalece a circulação de ideias, costumes e crenças.
A partir de 1850, a elite agrária da cidade estabeleceu seu centro de poder no centro da cidade, agrupando em torno da Praça Central as Repartições Públicas e a Igreja. Entretanto, a cadeia, mesmo fazendo parte do centro, não estava neste núcleo. O poder executivo do município de Juiz de Fora é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal. O primeiro representante do poder executivo e prefeito do município foi Pedro Marques de Almeida (1888–1934). Em vinte e nove mandatos, onze prefeitos passaram pela prefeitura de Juiz de Fora. O poder legislativo é constituído pela câmara. Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias). O município de Juiz de Fora se rege por leis orgânicas. A cidade é ainda a sede de uma comarca. De acordo com o TRE-MG (Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais) o município possuía, em 2006, 354 929 eleitores.
Câmara Municipal
A Câmara Municipal, na época após a fundação da cidade, era composta majoritariamente por donos de fazendas, profissionais liberais e comerciantes. Havia muitas ocorrências de parentesco e compadrio entre vereadores, o que causava permanência constante das famílias mais influentes da região no poder. De 1860 a 1880, quase todas as sessões da Câmara Municipal tiveram por objetivo decisões relativas a obras de urbanização, fazendo a maior parte do dinheiro gasto pela cidade neste período ser usado nestas obras. Sete anos após a emancipação do município, em 1857, foi aprovada na Câmara Municipal a primeira edição do Código de Posturas Municipaes, com o objetivo de ordenar o desenvolvimento da cidade. O Código estabeleceu normas de organização social, urbanização e embelezamento do município.
A cidade foi originalmente subdividida em 81 regiões urbanas. Porém, de acordo com o plano diretor municipal, foram adotados 111 bairros, segundo consultado em 2010, cuja divisão é a unidade territorial que o habitante da cidade tem mais facilidade de reconhecer. Outra subdivisão oficial criada pela prefeitura são as Regiões de Planejamento. O município estava dividido em doze regiões em 2010. Eram elas: Barreira, Benfica, Cascatinha, Centro, Grama, Igrejinha, Linhares, Lourdes, Santa Cândida, Santa Luzia, São Pedro e Represa. No interior de cada Região de Planejamento existem áreas de distintas conformações topográficas e configurações quanto ao tipo e densidade de ocupação, facilidades de infraestrutura, traçado dos lotes e características arquitetônicas das construções. Por esta razão, cada região de planejamento foi considerada como sendo composta de um número variável de unidades de planejamento, definidas por uma condição de homogeneidade relativa das tipologias referidas.
Em maio de 2018, os principais setores da economia da cidade eram: Embora a cidade possua muitas instituições de ensino técnico e superior, não são oferecidas alternativas para reter estes talentos. Comércio e serviço são setores que requerem baixa qualificação. Segundo o SEBRAE, existiam 22 725 MEIs na cidade em 2017. A agricultura não possui tanta relevância em Juiz de Fora. De todo o PIB da cidade 40 493 mil reais é o valor adicionado bruto da agropecuária. Segundo o IBGE em 2008 o município possuía um rebanho de 46 499 bovinos, 46 400 suínos, 470 equinos, 140 mulas, 80 caprinos, 70 búfalos, 25 asnos, 20 ovelhas e 808 000 aves, dentre estas 2 000 galinhas, 800 000 galos, frangos e pintinhos e 6 000 codornas. Em 2008 a cidade produziu 164 mil litros de leite de 156 vacas. Foram produzidos 28 mil dúzias de ovos de galinha e 14 850 quilos de mel-de-abelha. Na lavoura temporária são produzidos principalmente a cana-de-açúcar (7 750 toneladas), o milho (2 800 toneladas) e o feijão (195 toneladas).
No ano de 2000, a cidade possuía 132 465 domicílios, entre apartamentos, casas, e cômodos. Desse total, 93 824 eram imóveis próprios, sendo 86 719 próprios já quitados (65,47%), 7 105 próprios em aquisição (5,36%), 29 357 eram alugados (22,16%), 8 639 imóveis foram cedidos sendo que 1 649 haviam sido cedidos por empregador (1,24%), 6 990 foram cedidos de outra maneira (5,28%) e 645 eram de outra forma (0,49%). Em 2010, o número avançou para cerca de 229 309 endereços – sendo 200 720 domicílios, 7808 edificações em construção e 22 351 estabelecimentos. O município conta com água tratada (porém praticamente nenhum esgoto tratado), energia elétrica, esgoto, limpeza urbana, telefonia fixa e telefonia celular. Em 2000, 95,30% dos domicílios eram atendidos pela rede geral de abastecimento de água, 97,05% das moradias possuíam coleta de lixo e 93,69% das residências possuíam escoadouro sanitário. Seu Índice de Gini é de 0,41.
Saúde
Em 2011, 60% dos idosos da cidade (que eram quase 66 000) dependiam do SUS, de acordo com a Secretaria de Saúde da Prefeitura. Em 2016, Juiz de Fora era a 3ª cidade do país, com mais de 500 000 habitantes, em concentração de idosos. Destes, segundo pesquisa desenvolvida pela UFJF, 95% usavam o SUS, mesmo 60% tendo plano de saúde particular. As especialidades de maior demanda pelo público idoso eram oftalmologia e ortopedia. Um dos equipamentos de saúde específicos para atendimento ao público idoso é o Departamento de Saúde do Idoso (DSI), no centro da cidade. Porém, segundo a ouvidora de saúde do município, a cidade ainda estava aquém do desejável, com 30% das reclamações sendo relativas ao atendimento feito a este público: falta de médicos especializadas, filas, ausência de priorização, baixo diagnóstico, e pouca abrangência do DSI. Além do quê, as metas da Política Nacional de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa (de 2009) ainda não tinham sido cumpridas em 2016.
Educação
Localiza-se no município de Juiz de Fora, 12 faculdades credenciadas pelo MEC, sendo 10 privadas e 2 públicas federais. As duas faculdades federais, são a Universidade Federal de Juiz de Fora, fundada em 1960 e considerada a segundo melhor universidade do estado de Minas Gerais e 14ª posição entre as universidades brasileiras segundo ranking internacional em 2018 e o Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais, além de 10 outras privadas. Entre elas o Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF), Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde de Juiz de Fora (Suprema), faculdade católica fundada em 1972, Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, Instituto Vianna Júnior, Faculdade Doctum, Faculdade Machado Sobrinho, Universidade Presidente Antônio Carlos, Faculdade do Sudeste Mineiro (FACSUM), Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), entre outras.
Transportes
Juiz de Fora foi a primeira cidade de Minas Gerais a possuir um sistema de bondes. Aberto em 15 de março de 1881, pela empresa "Ferrocarril Bonds de Juiz de Fora". Os veículos, de tração animal (puxados por burros), partiam dos arredores da estação ferroviária da Central do Brasil na cidade para os bairros de Bonfim, Passos, São Mateus, Tapera, Santa Teresinha, Vitorino Braga e Eduardo Weiss. Após a construção da Usina Hidrelétrica de Marmelos pela Companhia Mineira de Eletricidade (CME), Juiz de Fora passou a contar com um excesso de eletricidade. Após incorporar a Ferrocarril, a CME contratou a General Electric (GE) através do seu representante brasileiro Eduardo Guinle. A GE projetou e implantou uma rede de bondes de tração elétrica, que chegou a ter 17 quilômetros de extensão. Em 1954, a prefeitura de Juiz de Fora municipalizou a empresa de bondes e continuou operando o sistema até sua desativação ocorrida entre 1964 e 1969. No dia 14 de abril de 1969, foi desativada a última linha de bonde.
Segurança pública
O índice de óbitos por arma de fogo, após apresentar um grande aumento de 2002 para 2003, apresentou queda entre os anos de 2004, 2005 e 2006, sendo de 3,4 neste ano. Entretanto estudos mais recentes revelam que a criminalidade na cidade vem diminuindo. Em 2006 foram registradas 892 ocorrências graves e em 2009 esse número já era de 47, o menor índice nos últimos dez anos no município. Um estudo revelou que grande parte dos registros acontecem entre 8 horas da noite e 2 horas da madrugada. Segundo estudiosos essas melhorias são consequências de diversas ações de prevenção tomadas pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). A taxa de óbitos por acidentes de trânsito, que era de 15,5 em 2002, cresceu para 17,2 em 2006.
Serviços e comunicações
O abastecimento de água e a coleta de esgoto são realizadas pela Companhia de Saneamento Municipal (CESAMA), instituída em 1990, em substituição ao DAE (Departamento de Água e Esgoto). No município, assim como em todo o estado de Minas Gerais, o serviço de abastecimento de energia elétrica é feito pela Companhia Energética de Minas Gerais - Cemig. No ano de 2003 existiam 193 355 consumidores e foram consumidos 1 411 021 528 KWh de energia. Existe acesso ao 3G e ao 4G. O código de área (DDD) de Juiz de Fora é 32 e o Código de Endereçamento Postal (CEP) da cidade é 36000-000. No dia 3 de novembro de 2008 o município passou a ser servido pela portabilidade, juntamente com toda a Zona da Mata, Campo das Vertentes e outras cidades de DDD 28 (ES), 32 (MG) e 68 (AC). A portabilidade é um serviço que possibilita a troca da operadora sem a necessidade de se trocar o número do aparelho.
A cultura da cidade é constituída por uma mistura das culturas de diferentes povos que vieram compor a população, como os portugueses, os negros, os imigrantes alemães, italianos, sírios e libaneses. A cidade foi o centro cultural do estado até a década de 1920. Na cidade localiza-se a Biblioteca Redentorista Padre Jaime Snoek, junto à Igreja da Glória, no bairro Morro da Glória. De entrada gratuita, é aberta ao público e funciona de segunda a sexta (9h às 17h), e no sábado (9h às 14h). Tal biblioteca possui cerca de 70 mil livros, 6 mil periódicos, e abrange várias áreas do conhecimento, como filosofia, religião, psicologia, história, artes, e literatura.
Turismo
O município possui diversas atrações turísticas. Entre os pontos mais visitados estão seus museus, como o Museu Mariano Procópio e o Museu de Arte Moderna Murilo Mendes. De acordo com a prefeitura, existem na cidade 41 pontos turísticos (como fazendas, trilhas, cachoeiras); 10 museus; sete teatros e três cinemas. Igreja Matriz Entre as principais atrações turísticas da cidade estão:
Costumes, artes e eventos
Uma das principais manifestações culturais de Juiz de Fora, assim como no Brasil, é o Carnaval. O evento teve seus primórdios na época da emancipação da cidade. Ao final da década de 1930, até a década de 1960, o auge do Carnaval mudou de foco e a festa nos clubes pairou sobre Juiz de Fora. Além dos tradicionais Club Juiz de Fora, Sport, Clube Bom Pastor e Dom Pedro II, os bailes carnavalescos se expandiam para todo o lado, incluindo o Clube dos Planetas, dos Grafos, do Elite, Tupynambás, Tupi, Associação do Empregados do Comércio e o Círculo Militar. O teatro e o cinema também possuem relevância no município. Como já dito acima, Juiz de Fora possui sete teatros e três cinemas. Conta também com trinta bandas e/ou corais; dezoito orquestras; treze entidades e Centros Culturais; seis grupos de capoeira e seis grupos de teatro. São algumas das mais importantes entidades com sede na cidade: Academia de Poetas e Prosadores de Minas Gerais; Centro Cultural Bernardo Mascarenhas; Sociedade de Belas Artes Antônio Parreiras; Espaço Cultural Banco do Brasil; Centro Musical Sustenidos & Bemóis e Corporação Musical Artistas Amadores da Sociedade Filarmônica de Juiz de Fora. A cidade sedia o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, um dos mais importantes e prestigiados do Brasil em seu gênero. O Museu Mariano Procópio, construído em 1915 por Alfredo Ferreira Lage, abriga um dos principais acervos do país, com aproximadamente 50 mil peças, que refletem em quase toda sua totalidade as influências culturais do século XIX e princípio do século XX.
Esportes
A secretaria municipal de esporte e lazer realiza em parceria com a prefeitura diversos projetos estimulando a prática de esportes, especialmente nas escolas das periferias ou áreas mais pobres. Os principais são: o Projeto Nadar, que oferece às comunidades atividades de natação e hidroginástica; Projeto Caminhada Orientada, que envolvem principalmente adultos e idosos que são orientados na prática de caminhada, atendendo principalmente a grupos de hipertensos, diabéticos e obesos; Projeto Esporte Adaptado, que oferece esportes para pessoas com deficiência física, visual, auditiva e mental, sendo oferecidas atividades de natação, hidroginástica, futsal, basquete, vôlei, goalball, atletismo, dança e ginástica; e o Projeto Dança e Ginástica, que estimula a prática da ginástica (aeróbica, localizada, postural) e dança como uma atividade física.
Feriados
Em Juiz de Fora há, oficialmente, apenas um feriado municipal e onze feriados nacionais, além dos pontos facultativos. O feriado municipal, definido pela lei nº 8 733 de 21 de setembro de 1995, é o do dia de Santo Antônio, padroeiro municipal, que é comemorado dia 13 de junho. De acordo com a lei Nº 9 093 de 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais, já incluída a Sexta-Feira Santa.


