Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro
A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no Brasil. É a Sé Metropolitana da Província Eclesiástica de São Sebastião do Rio de Janeiro. Pertence ao Conselho Episcopal Regional Leste I da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Em 1565, quando a cidade do Rio de Janeiro foi fundada por Estácio de Sá, o território era de jurisdição espiritual da Bahia. Dez anos depois, em 19 de julho de 1575, o papa Gregório XIII, por meio da bula In supereminenti militantis Ecclesiae, criou a Prelazia de São Sebastião do Rio de Janeiro, continuando sob a administração do então Bispado de São Salvador da Bahia. O território da nova prelazia estendia-se desde a Capitania de Porto Seguro até o Rio da Prata. Já em 16 de novembro de 1676, o Papa Inocêncio XI elevou a prelazia à categoria de diocese, com a bula Romani Pontificis pastoralis sollicitudo, sendo sufragânea da Sede Metropolitana da Bahia, criada na mesma data, também sendo a ela subordinada à nova Diocese de Olinda. Ao longo da História do Brasil, da Diocese do Rio de Janeiro foram desmembradas 131 arquidioceses, dioceses e prelazias. O papa Leão XIII elevou a diocese à categoria de Arquidiocese e Sé Metropolitana por meio da bula Ad universas orbis Ecclesias de 27 de abril de 1892, sendo desta forma reorganizada a hierarquia eclesiástica brasileira, agora com duas sedes metropolitanas: Bahia e Rio de Janeiro. Nessa mesma data foi criada a diocese de Niterói, desmembrando-a daquela do Rio de Janeiro.
Catedral
A Arquidiocese do Rio de Janeiro nunca possuíra uma catedral própria, utilizando, ao longo dos séculos, igrejas cedidas para sediar suas atividades. Nos primeiros 58 anos, funcionou na Igreja de São Sebastião do Morro do Castelo, construída no século XVI, e, em 1734, transferiu-se para a Igreja de Santa Cruz dos Militares. Três anos depois, mudou-se novamente, desta vez para a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, onde permaneceu até 1808, quando da chegada da Família Real Portuguesa. Nesse momento, Dom João VI determinou que os carmelitas desocupassem seu convento, elevando a Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé à dignidade de Capela Real.
Desde 27 de abril de 1892 com a perda do território para a criação da diocese de Niterói, a recém-criada arquidiocese do Rio de Janeiro passou a ter apenas o território do atual município do Rio de Janeiro. Em 2004 a arquidiocese contava com uma população aproximada de 5 857 895 habitantes, com 60,7% de católicos. O território da diocese é de 1 721 km.2, organizado em mais de 290 paróquias. Atualmente a Arquidiocese tem sua organização principal gerada nos Vicariatos, todos unidos ao governo do Arcebispo. Os Vicariatos territoriais são os seguintes: Vicariato Episcopal Anchieta, Barra, Campo Grande, Cascadura, Jacarepaguá, Leopoldina, Madureira, Norte, Oeste, Santa Cruz, Sul, Tijuca e Urbano. Além deles, existem os finalísticos Vicariato Episcopal para Comunicação Social, Vicariato Episcopal para a Educação, Vicariato Episcopal para as irmandades, ordens terceiras e confrarias e o Vicariato para a Caridade Social.
Seminário São José
O Seminário de São José, fundado em 5 de setembro de 1739 pelo bispo do Rio de Janeiro, Dom Antônio de Guadalupe, OFM, carrega o título de seminário mais antigo do Brasil. Suas primeiras instalações foram erguidas na encosta do histórico Morro do Castelo, no início do acesso que, anos mais tarde, ficaria conhecido como Ladeira do Seminário. Ao longo dos séculos, a instituição passou por importantes transformações em sua gestão e estrutura. No ano de 1869, Dom Pedro Lacerda transferiu a administração do seminário para os Padres Lazaristas. Décadas depois, em 1907, o seminário teve suas atividades interrompidas devido a questões internas da Igreja no Brasil, que na época buscava centralizar a formação sacerdotal nos seminários de São Paulo e Mariana. O hiato durou até 24 de maio de 1924, quando o seminário foi finalmente reaberto na Ilha de Paquetá por iniciativa de Dom Sebastião Leme, então arcebispo coadjutor e, posteriormente, arcebispo metropolitano, consolidando a importância histórica da instituição na formação do clero nacional.
Seminário Propedêutico Rainha dos Apóstolos
O Seminário Propedêutico Rainha dos Apóstolos foi inaugurado em 2003, inicialmente no bairro da Tijuca, durante o governo pastoral do então arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Eusébio Scheid. A criação da instituição atendeu às modernas orientações da Igreja, que preconizavam a necessidade de um ano propedêutico estruturado, período este dedicado exclusivamente à sólida formação espiritual, humana e comunitária dos candidatos antes do início dos estudos acadêmicos de Filosofia e Teologia. No ano de 2012, impulsionado pelo expressivo aumento no número de vocacionados, o Seminário Propedêutico foi transferido para instalações mais amplas. A nova sede foi estabelecida no complexo do tradicional Seminário de São José, localizado no bairro do Rio Comprido, integrando e fortalecendo a estrutura de formação sacerdotal da arquidiocese.


