Maria Barroso
Maria de Jesus Simões Barroso Soares GCL • GCIP • GCSI foi uma atriz, professora e ativista política e social portuguesa, tendo sido uma das fundadoras do Partido Socialista (PS), na Alemanha, em 1973. Como esposa do 17.º presidente de Portugal, Mário Soares, foi primeira-dama do seu país entre 1986 e 1996.
Filha de Alfredo José Barroso (Alvor, Portimão, 15 de abril de 1887 — Campo Grande, Lisboa, 14 de janeiro de 1970), oficial do Exército, e de sua mulher Maria da Encarnação Simões (Sé Nova, Coimbra, 3 de janeiro de 1890 — Campo Grande, Lisboa, 26 de abril de 1970), casados em Alvor em 1912. Neta paterna de José Barroso de Sousa e de sua mulher Maria de Jesus Barroso, também naturais de Montes de Alvor, e neta materna de Manuel Maria dos Santos e de sua mulher Maria da Rainha Santa, naturais de Coimbra. Era tia paterna do jornalista e político Alfredo Barroso e tia materna do cineasta Mário Barroso, do médico cirurgião Eduardo Barroso e da bailarina Graça Barroso.[carece de fontes?]
De uma família numerosa — foi a quinta de sete irmãos — Maria de Jesus Barroso acompanhou na infância as mudanças da família, da Fuseta para Setúbal e, em seguida, de Setúbal para Lisboa. O pai, opositor à ditadura, esteve preso na Penitenciária de Lisboa e foi deportado para os Açores, onde foi encarcerado no Forte de Angra do Heroísmo. Depois da instrução primária, que fez em Setúbal e em Lisboa, frequentou os liceus D. Filipa de Lencastre e Pedro Nunes. Na adolescência interessa-se pelo teatro e pela arte de dizer poesia, o que a levará a frequentar o Curso de Arte Dramática da Escola de Teatro do Conservatório Nacional. Terminou esse curso em 1943, com a classificação mais elevada do seu ano. Foi encenadora e professora de Arte de Dizer no Colégio Moderno, em substituição de Manuel Lereno. Em 1944, estreia-se no teatro profissional na peça Sua Excelência, o Ladrão, da Companhia Brunilde Júdice-Alves da Costa, levada à cena no Teatro Gymnasio. Por intermédio do ator Assis Pacheco entra na prestigiada companhia de teatro Rey Colaço-Robles Monteiro, sediada no Teatro Nacional D. Maria II, em substituição de Maria Lalande, onde se estreia também em 1944, na peça Auto da pastora perdida e da velha gaiteira, de Santiago Prezado. No Teatro Nacional, integrou o elenco de Aparências, de Jacinto Benavente, encenada por Palmira Bastos, e teve uma interpretação destacada em Benilde ou a Virgem Mãe, de José Régio, em 1947. Em 1948, após representar em Coimbra A Casa de Bernarda Alba, de Federico García Lorca, é impedida de continuar naquela companhia por interferência da PIDE. Participou nas campanhas presidenciais de José Norton de Matos (1949) e Humberto Delgado (1958).


