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Assíria

A Assíria, também chamada Império Assírio, foi um reino mesopotâmico e um império do Antigo Oriente Próximo e do Levante. Existiu como um Estado talvez desde o século XXV a.C. até seu colapso entre 612 e 609 a.C. — abrangendo os períodos do início ao meio da Idade do Bronze até o final da Idade do Ferro. Desde o final do século VII a.C. até meados do século VII, ele sobreviveu como uma entidade geopolítica, em sua maioria governada por potências estrangeiras, como o Império Parta e o Império Sassânida entre meados do século II a.C. e final do século III d.C., a parte final do período em que a Mesopotâmia se tornou um importante centro do cristianismo sírio e o local de nascimento da Igreja do Oriente.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/07/2026
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Geografia

A Assíria é o antigo reino de Assur (Aššur), país da Ásia, localizado ao norte da Mesopotâmia a partir da fronteira norte do atual Iraque, que surge juntamente com Elão e Mari no alto Tigre, quando obtêm, em 1 950 a.C., a independência de Ur III.[carece de fontes?] O Império Assírio estava localizado na região leste da Alta Mesopotâmia, entre o rio Tigre e a cordilheira de Zagros. Seus domínios se estenderam de Elão até as fronteiras do Egito. Seu ápice foi com o rei Sargão II (r. 722–705 a.C.). Com seu forte exército dominou os hebreus, babilônios e egípcios, mas não resistiu à pressão de um levante em Elão, juntamente com um na Babilônia, dando a oportunidade para os egípcios recuperarem sua liberdade. Logo em seguida, os medos, povo aliado aos caldeus e aos citas, tomaram a capital Nínive e a destruíram. Os assírios formaram o maior império, até então criado, antes do Império Persa.[carece de fontes?]

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História

Assurbanípal (r. 669–631 a.C.), não conseguiu evitar que o Egito, em 653 a.C., efetivasse sua emancipação. À independência do Egito, seguiram-se rebeliões na Fenícia, na Babilônia e no Elão. No entanto, sabe-se que Assurbanípal criou a biblioteca real que leva seu nome, com obras em escrita cuneiforme, muitas delas preservadas até os dias atuais, que permitiram aos arqueólogos descobrir muitos aspectos da vida política, militar e intelectual desta grande civilização, bem como a investigação dos textos bíblicos.[carece de fontes?] Em 625 a.C., os caldeus tomaram a Babilônia e conquistaram sua independência. Ciaxares, rei da Média, em aliança com o rei dos caldeus, invadiu Assur em 615 a.C. e, em 612 a.C., tomou Nínive, pondo fim ao Estado assírio.[carece de fontes?]

Origem

O primeiro sítio neolítico na Assíria é o de Tel Hassuna, centro da Cultura de Hassuna, no atual Iraque. Da história arcaica do reino da Assíria pouco se sabe com segurança. De acordo com algumas tradições judaico-cristãs, a cidade de Assur (Aššur) teria sido fundada por Assur, filho de Sem, que foi deificado por gerações posteriores como o deus padroeiro da cidade. O vale do alto rio Tigre parece ter sido dominado pela Suméria, pela Acádia e pela Babilônia, em seus estágios iniciais. O Império Acádio de Sargão, o Grande alegava abranger os "quatro quartos"; as regiões ao norte da terra de origem acádia eram conhecidos como Subartu. Foi destruída por bárbaros gútios durante o chamado período Gútio, depois foi reconstruída e acabou sendo governada como parte do império da terceira dinastia de Ur.

Império Antigo

O Antigo Império Assírio é o primeiro dos três períodos no qual a História da Assíria está dividida. Seu primeiro registro escrito data de cerca de 2 050 a.C., quando os assírios livraram-se do domínio Acádio. Ele vai até 1 378 a.C., quando o império foi conquistado pelo Reino de Mitani. É marcado pela fundação de diversas cidades, entre elas a capital Assur.

Cidade-Estado de Assur

A cidade-Estado de Assur teve grande contato com as cidades do planalto da Anatólia. Os assírios fundaram "colônias mercantis" na Capadócia, como por exemplo em Canés (atual Cultepe), de 1 920 a.C. a 1 840 a.C. e de 1 798 a.C. a 1 740 a.C. Estas colônias, chamadas karum ("porto", em acádio), eram ligadas a cidades anatólias, embora estivessem separadas fisicamente, e mantivessem um status especial de impostos. Especula-se que teriam surgido com uma tradição comercial longe entre Assur e as cidades anatólias, porém não existem registros arqueológicos ou epigráficos que comprovem este fato. O comércio consistia de metal (talvez chumbo ou estanho, a terminologia usada não é clara) e produtos têxteis da Assíria, que eram trocados por metais preciosos na Anatólia.[carece de fontes?]

Médio Império

O Médio Império Assírio se estabeleceu no período de 1 363 a 1 000 a.C., em que vários reis fortes reconquistaram a independência assíria e, então, começaram a invadir os impérios vizinhos. Os assírios evitaram destruição durante a catástrofe de 1 200 a.C., talvez porque já estivessem adotando novas técnicas militares e armas que os velhos reinos não utilizavam. No vácuo político da Idade das Trevas da Antiguidade, os assírios prosperaram. Em 1 076 a.C., Tiglate-Pileser III alcançou o Mediterrâneo, a oeste. Já no século XIII a.C., os assírios, sob Tuculti-Ninurta I (r. 1242–1206 a.C.), libertaram-se da Babilônia.[carece de fontes?]

Invasão

Por volta de 1 200 a.C., ocorreu um novo grande movimento migratório de indo-europeus. No Egito, foram contidos pelos faraós Merneptá (r. 1235–1224 a.C.) e Ramessés III (r. 1198–1166 a.C.). Na Grécia, geraram um grande processo de dispersão. Na Ásia Menor, causaram o declínio dos hititas. Na Mesopotâmia, geraram a agitação dos arameus, que terminaram por invadir a Babilônia e a Assíria por volta de 1 047 a.C. Relatos da época dizem-nos que os assírios refugiavam-se em "terras inimigas" escapando "da míngua, da fome e da miséria". Os templos ficaram em ruínas, e a interminável guerrilha contra os nômades teria alterado o caráter da Assíria, transformou-a em uma nação de guerreiros cruéis e bem adestrados, com um poderoso exército, que, em pouco tempo, abalou todo o Oriente Médio.[carece de fontes?]

Ascensão

O Império Neoassírio, de 1 000 a 600 a.C., representou o auge das suas conquistas. O império ia da ponta do golfo Pérsico, passando ao redor do Crescente Fértil por Damasco, Fenícia, Palestina, e entrava no Egito até Tebas. Sua fronteira norte eram os montes Tauro da atual Turquia. Com exceção do que tinha sido as culturas minoica (Creta), micênica (Grécia) e hitita (Turquia), todas as áreas de civilizações pré-catástrofe ao Oeste foram governadas pelos assírios. Por volta de 830 a.C., no reinado de Salmanaser III, os arameus foram subjugados e a eles foi imposta uma cobrança tributária.[carece de fontes?] Em 729 a.C., no reinado de Tiglate-Pileser III (r. 746–727 a.C.), os assírios conquistaram a Babilônia. Tiglate-Pileser III também conteve a expansão da Média no oriente e tentou sem sucesso conquistar o reino de Urartu, situado no Ararate. Israel foi conquistada no primeiro ano do reinado de Sargão II (r. 721–705 a.C.). Cerca de 27 000 hebreus foram deportados. Em 715 a.C., foi a vez da Média ser conquistada. Sargão II ainda conquistou a Síria.[carece de fontes?]

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Governo

Formou-se na Assíria, ao longo do tempo, um corpo burocrático bastante eficiente. Muitos deles eram epônimos, e, portanto, davam nome ao ano. O rei era, em geral, o epônimo do primeiro ano. Seguia-se a ele, assim, uma série de epônimos, em critério de hierarquia. Tal sistema constitui um elemento de grande importância para os historiadores no processo de datação. Assim, como na maioria dos estados que se desenvolveram no Crescente Fértil, os reis assírios exerciam um poder autocrático, sendo considerados inclusive intermediários entre os deuses e o povo. A partir do reinado de Tiglate-Pileser III, foram instaladas guarnições permanentes nos países dominados.[carece de fontes?] A política externa assíria era conhecida por sua brutalidade para com os inimigos. Em muitos casos, atos de selvageria por parte do império assírio foram empregados com o fim de persuadir seus inimigos a se entregarem sem luta. Registros escritos da época demonstram o temor dos povos adjacentes ao terror assírio. Os governantes assírios caracterizaram-se também pelo tratamento despendido aos povos conquistados. Para evitar movimentos rebeldes nas regiões conquistadas, os povos vencidos eram capturados, removidos de suas terras, e distribuídos entre as cidades do império, diluindo seu poder. Nativos assírios e inimigos capturados de outras regiões eram encorajados a ocupar as áreas conquistadas. Esta prática mostrou-se particularmente eficiente, e foi mantida pelos babilônicos no período subsequente.[carece de fontes?]

Militares

Os militares assírios formaram o primeiro exército organizado e o mais poderoso até então. Desenvolveram armas de ferro e carros de combate puxados por cavalos, além de cavalaria pesada individual. O controle das áreas conquistadas era mantido pelas tropas e por práticas cruéis, como a deportação e a mutilação dos vencidos. Os guerreiros e sacerdotes desfrutavam de grandes privilégios: não pagavam tributos e eram grandes proprietários de terra.[carece de fontes?] Ao longo de sua história, o poder da Assíria dependeu quase que inteiramente de sua força militar. O rei era o comandante-chefe do exército e dirigia suas campanhas. Embora em teoria fosse monarca absoluto, na realidade os nobres e cortesãos que o rodeavam, assim como os governadores que nomeava para administrar as terras conquistadas, tomavam frequentemente decisões em seu nome. As ambições e intrigas foram uma ameaça constante para a vida do governante assírio. Essa debilidade central na organização e na administração do Império Assírio foi uma das responsáveis por sua desintegração e colapso.[carece de fontes?]

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Cultura

Artes e arquitetura

A principal contribuição cultural assíria ocorreu no campo da arte e da arquitetura, especialmente no período neoassírio (1117–612 a.C.) Sargão II (r. 722–705 a.C.) ergueu palácios, templos e residência de alto luxo e esmerado padrão artístico. Os grandes zigurates foram a principal forma de arquitetura religiosa assíria, com tijolos coloridos e vitrificados. Posteriormente, Senaqueribe, filho de Sargão II, que reinou de 705 a 681 a.C., mudou a capital para Nínive em 701 a.C..[carece de fontes?]

Religião

A religião seguia as bases dos cultos realizados pelos sumérios. Cada cidade era devota de um deus específico (ao qual se associava a sua criação e proteção), e os deuses mais importantes do panteão assírio dependiam do grau de influência de suas cidades na política interna. Assur era o principal deus assírio. Os zigurates permaneceram como o centro cultural, religioso e político das cidades assírias.[carece de fontes?]

Escrita

A literatura assíria era praticamente idêntica à babilônia, e os reis assírios mais cultos, principalmente Assurnasirpal II, se gabavam de armazenar em suas bibliotecas cópias de documentos literários das culturas que os antecederam, bem como dos países vencidos. A vida social ou familiar, os costumes matrimoniais e as leis de propriedade de assírios e babilônicos também eram muito parecidos. Suas práticas e crenças religiosas eram semelhantes.[carece de fontes?]

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Legado

Os descendentes dos assírios ainda habitam a região nos dias de hoje, formando uma minoria cristã no Iraque.

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Fontes consultadas

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