Arroz
O arroz é uma planta da família das gramíneas e gênero Oryza, que alimenta mais de metade da população humana do mundo. É a terceira maior cultura cerealífera do mundo, apenas ultrapassada pelas de milho e trigo. É rico em hidratos de carbono. A maior parte do arroz provém da espécie Oryza sativa, mas o chamado arroz africano provém da espécie Oryza glaberrima.
O arroz é uma das culturas mais importantes a serem domesticadas a nível mundial, sendo a Ásia (Oryza sativa L.), a África (Oryza glaberrima Steud) e a América (Oryza sp.) discutidas como os berços da domesticação.
Ásia
A visão comumente aceita é que o arroz foi cultivado primeiramente na região do vale do Rio Yangtzé na China. Estudos morfológicos de fitólitos de arroz no sítio arqueológico Diaotonghuan mostram claramente a transição da coleta de arroz selvagem para o cultivo de arroz plantado. O grande número de fitólitos de arroz silvestre no nível de Diaotonghuan que data de 12 000−11 000 AP indica que a coleta de arroz selvagem fazia parte dos meios locais de subsistência. Mudanças na morfologia de fitólitos de Diaotonghuan datados de 10 000−8 000 AP mostram que o arroz existente por este tempo era cultivado. Logo depois, as duas principais variedades de arroz asiático e arroz japonês foram sendo cultivadas na China Central. No final do 3,º milênio a.C., houve uma rápida expansão do cultivo de arroz no território continental do sudeste da Ásia e em direção oeste para a Índia e Nepal.
Américas
O arroz foi introduzido nas Américas durante o período colonial. Enquanto muitas vezes se atribui a introdução do arroz ao esforço europeu, estudos recentes destacam a contribuição significativa dos escravos africanos para o cultivo do arroz no hemisfério ocidental. Essa contribuição é fundamentada no conhecimento de que o arroz foi domesticado independentemente na África Ocidental há cerca de 3.000 anos.
Mundial
A produção mundial de arroz concentra-se, quase exclusivamente, na Ásia, com cerca de 90 % da produção nesta área, essencialmente na China e na Índia.
Brasil
O primeiro colocado no ranking nacional é o município de Uruguaiana, com uma produção de 590 329 toneladas, equivalente a 5,1% da produção orizícola do país, superando o segundo colocado (Itaqui) em cerca de 132 mil toneladas. Uruguaiana também é apontada como maior produtora do grão na América Latina Em 2018, o Brasil produziu 11,7 milhões de toneladas de arroz, sendo o 9º maior produtor do mundo. Os estados que mais produzem são, principalmente, Rio Grande do Sul (onde está a maior parte da produção nacional, perto de 7,3 milhões de toneladas em 2020), seguido por Santa Catarina (1,1 milhão de toneladas em 2020). Tocantins é o 3º maior produtor, com safras chegando perto de 1 milhão de toneladas por ano. O Maranhão é o 4° maior produtor brasileiro, mas sua produção vem caindo nos últimos anos: passou de 500 mil toneladas em 2014 para 153 mil toneladas em 2020.
Produção em Portugal
A produção de arroz em Portugal começou a ser documentada nos primeiros anos do século XVIII. Embora se cultivasse muito antes nas regiões do Sul e como herança dos Muçulmanos, só a partir desta data houve registos da presença do cereal nas zonas limítrofes do estuário do Tejo. Em Portugal, actualmente, a produção de arroz é feita apenas em 5 rios (Mira, Sado, Sorraia, Tejo e Mondego); a cultura mais a norte é impedida pelo frio. A produção de arroz ronda as 1 250 mil toneladas/ano. Portugal é o maior consumidor de arroz da Europa com valores superiores a 15 kg/capita/ano.
Arroz dourado
O arroz dourado é uma variedade do Oryza sativa produzida por engenharia genética para que biossintetizasse o betacaroteno.
Arroz da Ásia Central
A melhor variedade de arroz para fazer plov chama-se “devzira”, criada por seleção ao longo de muitos séculos no Uzbequistão. Existem registos dos séculos X e XI, na época dos samânidas, em que este arroz era usado para o plov servido na corte. Este arroz é cultivado no vale de Fergana, principalmente por agricultores individuais, uma vez que industrialmente é considerado de pouca produção. Mas os seus grãos rosados, longos e estriados, contêm menos amido e mais vitamina B2 e colina que outras variedades.
A sequência genética da Zostera marina revela ideias inovadoras para as perdas e os ganhos envolvidos na realização das adaptações estruturais, fisiológicas e genômicas necessárias para plantas com flores terrestres mudarem o seu estilo de vida para a vida marinha, indiscutivelmente a mudança de habitat mais severa realizada por algumas plantas com flores Pesquisadores, usando tecnologia CRISPR/Cas, estão tentando transferir os genes responsáveis pela tolerância ao sal para outras plantas, em especial, o arroz.


