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Amazônia

Amazônia(pt-BR) ou Amazónia(pt-PT?) é uma floresta latifoliada úmida que cobre a maior parte da Bacia Amazônica na América do Sul. Esta bacia abrange 7 milhões de quilômetros quadrados distribuído por nove países: Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname, dos quais 5 milhões e meio de quilômetros quadrados são cobertos pela esta floresta tropical.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/06/2026
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Etimologia

Entre 1540 e 1542, Francisco de Orellana desceu o rio Amazonas em toda sua extensão, a partir dos Andes. O rio foi batizado de rio Orellana, também chamado entre outros nomes. Alguns trabalhos indicam também os nomes rio de la Canela, rio Grande de La Mar Dulce e rio Marañon. Orellana, através do frei Gaspar de Carvajal, seu cronista, relatou ter encontrado em um lugar ao longo do curso do rio, possíveis guerreiras indígenas que, através dele, as relacionou com as mitológicas Amazonas, em referência a lendária tribo de mulheres guerreiras da mitologia helênica. A partir daí, o rio seria chamado rio das Amazonas, hoje Rio Amazonas, do qual derivou-se o termo Amazônia. Em 1808, Humboldt usaria o termo Hileia (Hylaea) para denominar a região. Silva (1833) a chamaria de país das Amazonas (termo popularizado pelo barão Santa Anna Néri, 1899), e Rugendas (1835) de região do Amazonas. Martius (1858) a chamaria de Nayades. Wappäus (1884) usaria os termos "zona equatorial", "mata tropical" ou "Hylaea do Amazonas".

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Subdivisões

A conceito de Amazônia pode variar dependendo do ponto de vista (fisiográfico, geomorfológico, biogeográfico, político, de planejamento territorial, etc.), Da mesma maneira, variam sua extensão, suas subdivisões e a terminologia utilizada. A floresta de várzea é uma área inundada sazonalmente por rios de água branca, ricos em nutrientes e com pH neutro. Essas florestas abrigam alta diversidade biológica, com até 140 espécies de árvores por hectare, influenciada pelo pulso de inundação que regula os ciclos ecológicos. A várzea é classificada em baixa, alta, chavascal e matupá, cada uma com características específicas de solo, flora e fauna. Peixes utilizam as áreas alagadas como abrigo e fonte de alimento durante as cheias. As plantas exibem adaptações estruturais às inundações. Herbáceas aquáticas e macrófitas desempenham papéis importantes na sucessão ecológica e na cadeia alimentar. A várzea possui maior diversidade florística do que os igapós. Também há tipos especiais como várzeas de maré e páleo-várzeas, que ampliam a diversidade de habitats. As florestas de várzea são essenciais para a biodiversidade e economia amazônica.

Por País

O Brasil aproximadamente 60% da área da bacia hidrográfica do rio Amazonas (Solimões/Amazonas), mas a maior parte do território peruano está coberto por florestas amazônicas, cobrindo mais de 60% do país andino-amazônico (782,880.55 km²).

Por biogeografia

Divisão fitogeográfica de Ducke e Black (1954): Divisão fitogeográfica proposta por Rizzini (1963): Esquema biogeográfico, por Morrone (2001):

Por ecologia da vegetação

Em termos de vegetação, Martius (1824) já citava a distinção, na região amazônica, entre "mato virgem" (florestas), "gabós" (igapós) e "campinas". Spruce (1908) elencou os seguintes tipos de vegetação na Amazônia: *É importante ressaltar que essa classificação foi realizada de acordo com Spruce, porém atualmente é possível observar que savanas e campos não são sinônimos, sendo classificadas como fisionomias distintas. Ducke e Black (1954) usaram as seguintes categorias: Braga (1979) adotou um esquema e nomenclatura ligeiramente diferentes: Tipos de vegetação presentes na região florística amazônica, segundo o IBGE (2012):

Floresta ombrófila

Essas regiões contam com uma vegetação chamada de floresta de montanha e ocorrem desde o extremo oeste da Amazônia, no Peru e na Colômbia, em alguns locais da Bolívia, no estado brasileiro do Acre e na divisa do Brasil com a Venezuela. Nesse último local, é onde encontramos o Monte Roraima e o Pico da Neblina, considerado o ponto mais alto do Brasil.

Manguezais

Os mangues propriamente ditos, chamam a atenção por suas raízes, que ficam expostas acima do solo lodoso e formam redes complexas capazes de sustentar os altos troncos e as copas cheias.

Savana

O termo “savana amazônica” foi sugerido por Pires e Prance (1985) para agrupar as formações abertas encontradas na floresta amazônica. "É uma formação campestre, com vegetação de porte baixo, como gramíneas, e árvores tortuosas mais esparsas entre si", explica Viana. As savanas amazônicas ocorrem de forma disjunta por toda a extensão da floresta, formando manchas esparsas, totalizando uma área de 267,164 km² em todos os países que abrangem a Amazônia, como Bolívia, Brasil, Guiana, Venezuela e Suriname. No Brasil, há a segunda maior extensão de savanas amazônicas, atrás somente da Bolívia, com 112,961 km². O surgimento desta formação se deu antes do quaternário, indicando que essa fisionomia já ocorria naturalmente (origem autóctone) em conjunto a floresta. Porém, durante o quaternário, onde climas frios e secos se alternavam com climas quentes e úmidos, havia um ciclo onde o cerrado central adentrava e recuava da região amazônica, o que possivelmente influenciou a ocorrência de espécies generalistas de ambas fisionomias.

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História

Formação

A floresta amazônica provavelmente surgiu durante o período Eoceno (aproximadamente há 55 milhões de anos antes do presente), após a redução das temperaturas tropicais do Oceano Atlântico, quando alargou-se para proporcionar um clima quente e úmido para a bacia amazônica. A floresta tropical existe no mínimo há 55 milhões de anos e, a maior parte da região teve biomas do tipo savana até a Era do Gelo Atual (aproximadamente há 110 mil anos), quando o clima era mais seco e as savanas generalizadas. Após o evento da Extinção Cretáceo-Paleogeno, a subsequente extinção dos dinossauros e o clima mais úmido permitiram que a floresta tropical se espalhasse por todo o continente. No período de há 65 a 34 milhões de anos, a floresta se estendia a sul do Paralelo 45 S. Flutuações climáticas durante os últimos 34 milhões anos têm permitido que as regiões de savana se expandam para os trópicos. Durante o período Oligoceno, por exemplo, a floresta tropical atravessou a faixa relativamente estreita que ficava em sua maioria acima da latitude 15 °N. Expandiu-se novamente durante o Mioceno Médio e, em seguida recolheu-se a uma formação na maior parte do interior no último máximo glacial. No entanto, a floresta ainda conseguiu prosperar durante estes períodos glaciais, permitindo a sobrevivência e a evolução de uma ampla diversidade de espécies.

Presença humana

Com base em evidências arqueológicas de uma escavação na Caverna da Pedra Pintada (município brasileiro de Monte Alegre) habitantes humanos se estabeleceram na região amazônica pelo menos há mais de 11 mil anos; populações paleoamericanas (última glaciação no período Pleistoceno tardio). O desenvolvimento posterior levou a assentamentos pré-históricos tardios ao longo da periferia da floresta em 1250 a.C., o que induziu a alterações na cobertura florestal. Durante muito tempo, pensou-se que a floresta amazônica havia sido sempre pouco povoada, já que seria impossível sustentar uma grande população através da agricultura, devido à pobreza do solo da região. A arqueóloga Betty Meggers foi uma importante defensora desta ideia, tal como descrito em seu livro "Amazônia: Homem e Cultura em um paraíso falsificado". Ela alegou que uma densidade populacional de 0,2 habitante por quilômetro quadrado era o máximo que poderia ser sustentado pela floresta tropical através da caça, sendo a agricultura necessária para acolher uma população maior. No entanto, recentes descobertas antropológicas têm sugerido que a região amazônica realmente chegou a ser densamente povoada. Cerca de 5 milhões de pessoas podem ter vivido na Amazônia no ano de 1500, divididos entre densos assentamentos costeiros, tais como em Marajó, e moradores do interior (em 1900, a população tinha caído para 1 milhão e, no início dos anos 1980, era inferior a 200 mil pessoas).

Estudos científicos

Os conhecimentos sobre a Amazônia tiveram seu início com um longo período de observações empíricas por parte dos povos indígenas, em especial tupis e aruaques (Colômbia). Nesta fase, foram identificados os principais padrões florísticos e ecológicos da região, além de selecionadas diversas plantas medicinais e madeiras úteis. Nos séculos XVI a XVIII, deu-se a conquista da Amazônia por portugueses e espanhóis, com o arrasamento de populações locais. Tal processo foi atenuado por missões religiosas, que recuperaram parcialmente os conhecimentos indígenas. Nesta época, foram feitas as explorações de Orellana (1540 a 1542) e Pedro Teixeira (1638 a 1639), registradas pelos freis Gaspar de Carvajal e Cristóbal de Acuña, respectivamente. Também ocorreram as expedições de La Condamine (1743) e a "Viagem Filosófica" de Alexandre Rodrigues Ferreira (1783 a 1792).

Biotecnologia

O enorme potencial de biodiversidade no bioma resultou na implementação do Centro de Biotecnologia da Amazônia. A iniciativa, composta por investimento público e privado, visa o desenvolvimento de novas tecnologias através do estudo do patrimônio biológico e cultural amazônico, além de soluções para problemas da indústria local. Um exemplo seria a pesquisa conduzida pelo Instituto Transire, transformando itens de descarte de peixarias em biodisel. O resultado é a economia de gastos com o consumo de energia elétrica pela empresa e a diminuição de resíduos orgânicos jogados nos rios, diminuindo a poluição dos corpos d'água. A energia mais barata permite aos frigoríficos, inclusive, estocar os produtos pescados durante o período permitido por lei, possibilitando que funcionem o ano todo. Iniciativas similares também são pesquisadas em estados do nordeste do Brasil para viabilizar a produção de energia local para cidades e comunidades.

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Geografia

A Amazônia é uma das três grandes florestas tropicais do mundo e a maior floresta delas, enquanto perde em tamanho para a taiga siberiana que é uma floresta de coníferas, árvores em forma de cones, os pinheiros. A Floresta Amazônica possui a aparência, vista de cima, de uma camada contínua de copas largas, situadas a aproximadamente 30 m acima do solo. A maior parte de seus cinco milhões de quilômetros quadrados, ou 42 por cento do território brasileiro, é composta por uma floresta que nunca se alaga, em uma planície de 130 a 200 m de altitude, formada por sedimentos do lago Belterra, que ocupou a bacia Amazônica há entre 1,8 milhão e 25 mil anos. Ao tempo em que os Andes se erguiam, os rios cavaram seu leito.[carece de fontes?]

Clima

No Pleistoceno o clima da Amazônia alternou-se entre frio-seco, quente-úmido e quente-seco. Na última fase frio-seca, há cerca de 18 ou 12 mil anos, o clima amazônico era semiárido, e o máximo de umidade ocorreu há sete mil anos. Na fase semiárida, predominaram as formações vegetais abertas, como cerrado e caatinga, com "refúgios" onde sobrevivia a floresta. Atualmente o cerrado subsiste em abrigos no interior da mata.[carece de fontes?] Atualmente, o clima na floresta Amazônica é equatorial, quente e úmido, devido à proximidade à Linha do Equador (contínua à Mata Atlântica), com a temperatura variando pouco durante o ano. As chuvas são abundantes, com as médias de precipitação anuais variando de 1 500 mm a 1 700 mm, podendo ultrapassar 3 000 mm na foz do rio Amazonas e no litoral do Amapá. O principal período chuvoso dura seis meses. A Amazônia colombiana é a região mais extensa e menos povoada do território, que apresenta elevada umidade, pluviosidade e, calor, assim como a Amazônia equatoriana, localizada no lado leste das montanhas, que também compartilha o clima das outras zonas da bacia amazônica.

Hidrografia

Na Amazônia, há inúmeros rios caudalosos, devido à elevada pluviosidade na área, sendo que as mudanças nas vazões também sofrem efeitos das variações climáticas. Na Amazônia colombiana o rio Catatumbo tem 450 km de comprimento, compreendendo os rios San Miguel, Zulia, Sardinata, Orú, Tarra e, os riachos Urugmita, Labranza, Seca, Cargamenta e, San Calixto/Maravilla. O Catatumbo desemboca no lago de Maracaibo (maior da América do Sul), na Venezuela. Na Amazônia peruana, semelhante ao rio Amazonas brasileiro, esta região possui cachoeiras, sendo um atrativo turístico formado, onde se destaca: o bosque nublado, a Fortaleza de Kuélap e, a catarata de Gocta.

Biodiversidade

Florestas tropicais úmidas são biomas muito biodiversos e as florestas tropicais da América são consistentemente mais biodiversas do que as florestas úmidas da África e Ásia. Com a maior extensão de floresta tropical da América, as florestas tropicais da Amazônia têm inigualável biodiversidade. Uma em cada dez espécies conhecidas no mundo vive na Floresta Amazônica. Esta constitui a maior coleção de plantas vivas e espécies animais no mundo. A região é o lar de cerca de 2,5 milhões de espécies de insetos, dezenas de milhares de plantas e cerca de 2 000 aves e mamíferos. Até o momento, pelo menos 40 000 espécies de plantas, 3 000 de peixes, 1 294 aves, 427 mamíferos, 428 anfíbios e 378 répteis foram classificadas cientificamente na região. Um em cada cinco de todos os pássaros no mundo vivem nas florestas tropicais da Amazônia. Os cientistas descreveram entre 96 660 e 128 843 espécies de invertebrados só no Brasil.

Produção de oxigênio

A alegação de que a Amazônia seria o "pulmão do mundo" é bastante usada na mídia e em postagens de políticos e celebridades nas redes sociais. No entanto, quase todo o oxigênio respirável da Terra se origina de fitoplânctons que vivem nos oceanos do planeta e existe em quantidade suficiente para durar milhões de anos. A afirmação de que a Amazônia produz 20% de oxigênio é fisicamente impossível, visto que simplesmente não há dióxido de carbono suficiente na atmosfera da Terra para que as árvores fotossintetizem em um quinto do oxigênio do planeta. Na realidade, cálculos baseados em um estudo de 2010 estima-se que as florestas tropicais são responsáveis por 34% da fotossíntese que ocorre em terra e a Amazônia representaria cerca de metade disso. Isso significaria que a Amazônia gera cerca de 16% do oxigênio produzido em terra. Essa porcentagem cai para 9% quando se leva em consideração o oxigênio produzido pelo fitoplâncton no oceano. O Project Drawdown, que pesquisa soluções de mudanças climáticas, chegou a uma estimativa mais conservadora de 6%. A fotossíntese das plantas é, em última análise, responsável pelo oxigênio respirável, apenas uma fração muito pequena do crescimento da planta realmente contribui para a reserva de oxigênio no ar. Mesmo que toda a matéria orgânica na Amazônia fosse queimada de uma só vez, menos de 1% do oxigênio do mundo seria consumido.

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Conservação e degradação

A Amazônia boliviana possui a maior área úmida protegida do mundo na Llanos de Moxos. Foi um acordo firmado na Convenção de Ramsar sobre Áreas Úmidas em celebração ao Dia Mundial das Áreas Úmidas (2 de fevereiro). Um área com quase sete milhões de hectares, situado perto da fronteira da Bolívia, Peru e, Brasil. E possui na biodiversidade: 131 espécies de mamíferos identificados, 568 diferentes aves, 102 de répteis, 62 de anfíbios, 625 de peixes e, aproximadamente mil espécies de plantas. A planície é pouco povoada, com sete territórios indígenas e oito áreas protegidas e algumas comunidades camponesas baseada na agricultura. Que foi habitada por povos pré-colombianos de 800 a.C. a 1200 d.C., como por exemplo a "Cultura Hidráulica de Moxos” (gestão inteligente da água na agrícola intensiva). Uma das principais fontes de desmatamento na Amazônia foi o resultado do uso da terra insustentável; nas fazendas estabelecidas durante a década de 1960 que faziam o método de queima, somado aos solos pobres região, que levaram os agricultores a mudarem para outras áreas, desmatando mais florestas e casando extensos danos ambientais. Atualmente existe a preocupação com a perda de biodiversidade na destruição da cobertura florestal, pois a vegetação da Amazônia possui cerca de 10% das reservas de carbono mundiais e, o desmatamento leva à mudanças climáticas, prejudicando também a agricultura brasileira e a economia. Uma das entidades que promove a conservação da Amazônia é a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), organizado por bispos da Igreja Católica Latino-Americana dos países com presença no bioma amazônico.

Mineração

Em agosto de 2017, foi publicado no Diário Oficial da União do Brasil (DOU) a decisão do presidente Michel Temer de extinguir a Reserva Nacional do Cobre e seus associados (Renca), liberando uma área com 47 mil metros quadrados para mineração privada. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que "O decreto é o maior ataque à Amazônia dos últimos 50 anos. Nem a ditadura militar ousou tanto. Nem a Transamazônica foi tão ofensiva. Nunca imaginei que o governo tivesse tamanha ousadia". A modelo e empresária Gisele Bundchen também criticou a decisão dizendo: "VERGONHA! Estão leiloando nossa Amazônia! Não podemos destruir nossas áreas protegidas em prol de interesses privados". O diretor-executivo da World Wide Fund for Nature (WWF) no Brasil, Maurício Voivodic disse que "É uma tragédia realmente anunciada. Vai resultar em desmatamento, contaminação dos rios e o perigo da atividade mineira é associado a outras atividades ilegais, como garimpo. É uma visão antiga de desenvolvimento, da Amazônia como provedora de recursos naturais". Voivodic citou como exemplo o desastre de Mariana e do rio Doce envolvendo a mineradora Samarco.

Risco de colapso ecológico

Devido às mudanças climáticas, há um alto risco de que o ecossistema amazônico entre em colapso nos próximos anos, especialmente porque a estação seca foi estendida em até um mês por ano nas últimas décadas. Além disso, o desmatamento continua a ser um dos fatores destrutivos mais importantes na Amazônia. Até 2017, o desmatamento acumulado foi estimado em cerca de 800 000 hectares, aproximadamente 20% da floresta amazônica. Outro fator destrutivo importante são os incêndios. Um estudo de dados de satélite constatou que, de 2003 a 2020, a maior ocorrência de incêndios na Amazônia não ocorreu em épocas de seca prolongada, mas dependeu mais das atividades agrícolas. De acordo com o estudo, cerca de 20% das queimadas agrícolas se espalharam para áreas de floresta primária. Dados de satélite mostraram que as queimadas são muito menos frequentes em áreas classificadas como territórios indígenas.

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Fontes consultadas

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