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Oiampis

Os oiampis, também chamados de guarampis, Wajãpi, Wayãpi ou Waiãpi, são um povo indígena do norte da América do Sul cuja língua pertence à família linguística tupi-guarani.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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Demografia

Nos últimos 25 anos, os oiampis têm tido um crescimento populacional constante, sendo que, depois de 1973, quando se deu o contato com a Funai, a taxa de natalidade aumentou significativamente. Na época do contato, havia, no Brasil, 151 indivíduos. Quinze anos depois, somavam 310 indivíduos. No início dos anos 1990, eram 498 indivíduos no Brasil (censo de 1994) e 412 na Guiana Francesa (censo de 1992), totalizando uma população de aproximadamente 910 pessoas. Em 2009, eram cerca de 956 pessoas, segundo a Funasa. Hoje, segundo os próprios índios, são cerca de 1.300 pessoas.

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Cultura

Os oiampis destacam-se pela beleza de suas festas: a festa do milho (no inverno), a festa do mel, as danças dos peixes e, principalmente, as festas coletivas que são feitas para agradar o herói civilizador Ianejar, que, segundo suas crenças, ameaça destruir a humanidade. A arte gráfica dos oiampis do Amapá foi declarada obra-prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela Unesco: os índios desenvolveram a arte kusiwa, "que sintetiza seu modo particular de conhecer e agir sobre o mundo". Eles a utilizam como adorno para o corpo e decoração de artefatos. Os oiampis desenvolveram uma linguagem única, que une a forma verbal à arte gráfica e à pintura e através da qual transmitem conhecimentos e significados culturais, estéticos e religiosos. Seus ornamentos, designados pelo termo Kusiwa, são aplicados com tinturas vegetais em cuja composição estão presentes sementes de urucum, gordura de macaco, suco de jenipapo verde e resinas perfumadas.

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Demarcação de terras e ameaças

Os oiampis só conseguiram demarcar suas terras legalmente em 1996, graças ao apoio de pesquisadores e instituições internacionais. Atualmente, distribuem-se por uma área de 607.017 ha (cerca de 6.000 km²), dentro do Estado do Amapá. Apesar da demarcação das terras, os oiampis são constantemente acossados por madeireiros e garimpeiros ilegais. Diante disso, decidiram descentralizar suas aldeias, como estratégia de defesa de suas fronteiras. "Decidimos há muito tempo ocupar os limites da Terra Indígena Wajãpi porque assim podemos proteger nossa terra das invasões dos não índios. Fica fácil fazer a vigilância se moramos junto dos limites. E ali temos muita caça e lugares bons para abrir nossas roças. Nós já sabemos há muito tempo que a mudança de aldeias melhora nossa saúde, porque os lugares novos têm muita fartura e nossas famílias vão se alimentar bem." Mas, recentemente o governo brasileiro extinguiu a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), uma área de aproximadamente 46.450 km² onde está incluída metade da reserva Oiampi. Isso deixou os índios furiosos. O decreto governamental acabou tendo seus efeitos suspensos, pelo menos até o final de 2017, mas o Governo ainda espera que a medida seja acatada, de modo que possa franquear às mineradoras o acesso à floresta. Os oiampis não querem nem ouvir falar do assunto, mesmo com a promessa de que suas terras serão preservadas.

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Fontes consultadas

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