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Design gráfico

Design gráfico é a área de conhecimento e a práticas profissionais específicas relativas ao ordenamento estético-formal de elementos textuais e não-textuais que compõem peças gráficas destinadas à reprodução com objetivo expressamente comunicacional. É uma forma de comunicar visualmente um conceito, uma ideia, por meio de técnicas formais. Podemos ainda considerá-lo como um meio de estruturar e dar forma à comunicação impressa, em que, no geral, se trabalha o relacionamento entre ‘imagem’ e texto. No início do século XXI, a participação do design gráfico expandiu-se para os meios digitais, sendo utilizado na criação de sites, portais eletrônicos, softwares e diversas outras áreas relacionadas ao design digital.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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Etimologia

Design é uma palavra inglesa originária de designo, que em latim significa designar, indicar, representar, marcar, ordenar. O sentido de design lembra o que em português tem a palavra desígnio: projeto, plano propósito (Ferreira, 1975). Há assim uma diferença em inglês entre os termos design (desígnio) e drawing (desenho), o que não ocorre na Língua Portuguesa. A palavra portuguesa "desenho", ao contrário da palavra inglesa design e da espanhola diseño significa especificamente a representação figurativa de formas sobre uma superfície. Considerando a definição da profissão e suas atribuições, a palavra design foi a escolhida pela comunidade acadêmica e pelas associações profissionais.

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História do design gráfico

O surgimento da impressão

O desenvolvimento das técnicas de fabricação de papel ao longo de séculos possibilitou a invenção da impressa. Em 105 d.C., os chineses desenvolveram o papel de farrapos, fabricado com fibras vegetais e trapos velhos, constituindo uma alternativa econômica. Os segredos desta técnica foram revelados aos árabes por prisioneiros chineses no século VIII, sendo posteriormente introduzidos na Europa nos séculos XII e XIII. Ao chegar ao continente europeu, seu impacto cultural se fez efetivamente sentir. O uso de caracteres móveis na xilogravura com o alfabeto latino foi facilmente adotado, diferentemente na China, onde se emprega milhares de ideogramas e se exigia esforço e mais recursos materiais. Desde a sua introdução na Europa, o papel foi uma alternativa mais viável ao vellum e ao sargaminho. O papel de farrapo foi-se tornando cada vez mais barato e abundante e, simultaneamente, a alfabetização expandia-se. Essa expansão criou a necessidade de um sistema de ensino que passasse a diante as técnicas de impressão.

Artes e Ofícios

O industrialismo trouxe no seu bojo uma série de problemas e desafios que foram se avultando desde cedo e o design passou a ser visto como uma área fértil para a aplicação de medidas reformistas. A mesma abundância de mercadorias baratas que era percebida pela maioria como sinônimo de conforto, logo passou a ser condenada por alguns como indicativa do excesso e da decadência dos padrões de bom gosto. A partir da década de 1830, surgem na Inglaterra as primeiras manifestações daquilo que viria a ser um fenômeno constante na história do design: os movimentos para a reforma do gosto alheio. John Ruskin, educador inglês, apontava o modo de organização de trabalho como o principal fator pelas deficiências projetuais e estilísticas. Não era o mau gosto do público consumidor que gerava a má qualidade, mas a desqualificação e a exploração do trabalhador que produzia a mercadoria. Ruskin também foi um dos primeiros a se dar conta dos limites do crescimento industrial em termos ambientais.

Vanguardas Europeias

As Vanguardas europeias surgiram em um cenário caótico de pós-guerra e sua principal característica era a crítica e a negação de tudo que se referia ao passado. A Belle Epoque caiu junto com a guerra, e as formas de arte associadas a ela perderam o significado. A influência das vanguardas artísticas foi mais ampla e profunda na área do design gráfico. Partindo principalmente da confluência de ideias e de atores em torno do Construtivismo russo, do movimento de Stijl na Holanda e da Bauhaus na Alemanha emergiu uma série de nomes fundadores do design gráfico moderno, dentre os quais, Alexander Rodchenko, El Lissitzky, Herbert Bayer. De modo geral, o estilo gráfico desenvolvido por esses designers dava preferência ao uso de formas claras, simples e despojadas.

Bauhaus

A Bauhaus foi uma escola estatal sediada inicialmente em Weimar, na Alemanha, fundada em abril de 1919, sob direção do arquiteto Walter Gropius. Seu objetivo era formar artistas, designers e arquitetos mais responsáveis socialmente, além de almejar o progresso da vida cultural da nação e o aperfeiçoamento da sociedade. Após o curso preliminar, os estudantes passavam a frequentar oficinas, onde recebiam ensinamentos de um artista e de um artesão experiente. Apesar desses esforços, pouco se avançou em direção a um relacionamento mais íntimo de trabalho e indústria. A raiz do problema estava no fato de que alguns dos primeiros professores apregoavam o conceito da arte como atividade espiritual, separada do mundo exterior. A arte havia se fundido com o artesão, mas não com a indústria.

Art Déco

Art Déco surgiu como uma expressão cultural complexa e diversa, em inúmeras formas expressivas e oriunda de uma vontade de exteriorizar um espírito moderno por meio da arte decorativa. Suas características mais recorrentes eram os jogos volumétricos e geométricos; pesquisas de cor e de materiais; uso de tecnologias construtivas modernas; tendência à abstração; exaltação da tecnologia como tema; valorização dos acessos e portarias e respeito a alinhamentos e massas edificadas. Quanto à tipografia, o maquinismo foi um dos grandes temas iconográficos justamente por remeter à modernidade tecnológica e ao progresso. Linhas quebradas ou em zigue-zague transmitiam bem a sensação de dinamismo e da velocidade próprias dos novos tempos.

O Pós-modernismo

O design pós-modernista surgiu para se contrapor ao movimento modernista. Negava todas as regras impostas pelo modernismo. Os designer adeptos do movimento resgataram a estética da primeira metade do século, o que ficou conhecido como Design Retrô. Também valorizavam o Design Vernacular, que remete às formas gráficas de uso corriqueiro, como cartões de beisebol, caixas de fósforos e ilustrações. Algumas das características do Design Psicodélico era o uso de cores saturadas e tipografia ilegível. Alguns designers usavam drogas como LSD para a criação de peças gráficas psicodélicas. A expressão subjetiva nas criações era o objetivo desses designers.

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