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Zico

Arthur Antunes Coimbra, mais conhecido como Zico, é um dirigente esportivo, ex-treinador e ex-futebolista luso-brasileiro que atuava como meio-campista. Amplamente considerado um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro, também é reconhecido por muitos especialistas, profissionais do esporte e, em especial, pelos torcedores do Flamengo, o maior jogador da história do clube, sendo um dos maiores futebolistas brasileiros desde Pelé, tendo ganhado a alcunha de Pelé Branco.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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Biografia

Arthur Antunes Coimbra, caçula dos seis filhos do imigrante português de Tondela, José Antunes Coimbra[nota 1] — que era um fervoroso torcedor do Flamengo e foi goleiro amador na juventude — com a brasileira Matilde da Silva Coimbra, nasceu às 7h do dia 3 de março de 1953. Pequeno e franzino, não foi difícil Arthur virar Arthurzinho e depois Arthurzico. Até que uma prima, chamada Ermelinda, reduziu carinhosamente para Zico. Sobre a carreira do pai, o próprio Zico afirmou: "Ele era goleiro e na época tinha o futebol amador e o profissional. E ele sagrou-se tricampeão pelo Clube Municipal, de 1939 a 1941. Quando foi chamado para treinar no Flamengo, o patrão dele, torcedor do Vasco, ameaçou o emprego dele. Com isso, meu pai indicou Jurandyr, que era seu reserva no Municipal e acabou campeão carioca pelo Flamengo pouco tempo depois." Além do pai, outros irmãos do Zico até chegaram a se tornar jogadores. Antunes e Nando, os mais velhos, não tiveram tanto destaque. As estrelas da família viriam depois. Primeiro com Edu, que teve seu talento descoberto pelo America-RJ, onde se profissionalizou em 1966.

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Carreira como jogador

Início

Zico deu seus primeiros passos num pequeno time de futebol de salão formado por amigos e familiares, o Juventude de Quintino, do bairro de Quintino Bocaiuva, na zona norte do Rio de Janeiro. Além do Juventude, passou a praticar o esporte conhecido hoje como futsal no River Futebol Club, tradicional clube da Piedade, onde um dos professores era Joaquim Pedro da Luz Filho, mais conhecido como Seu Quinzinho. No River, mesmo ainda menino, o garoto já chamava a atenção. Seu primeiro clube de futebol de campo foi o Flamengo, para onde se transferiu aos catorze anos de idade. Em 1967, o radialista Celso Garcia, vizinho e amigo da família Coimbra, assistiu uma partida de Zico em um torneio no River. Vestindo a camisa do Santos na ocasião, Zico marcou dez gols na goleada do seu time por 15–3. Torcedor do Flamengo, Garcia logo o levou para a escolinha de futebol do clube carioca.

Flamengo

Zico só estreou no time principal em 1971, em uma partida contra o rival Vasco da Gama, cujo placar terminou 2–1 para o time rubro-negro, em que o debutante deu o passe para Fio Maravilha marcar o gol da vitória. Se firmaria como titular na equipe apenas em 1974, depois de passar por uma intensa preparação física que incluía dedicação de boa parte de seu dia, desde quando chegou ao clube, em 1967 (quando ainda estava na escola), a um trabalho de fortalecimento muscular, à base principalmente de esteroides anabolizantes (de duas a três injeções, segundo o próprio Zico), devido ao corpo antes franzino. Em 1969, aos 16 anos, Zico foi mandado para a Bahia com um grupo de jogadores cariocas para realizar uma avaliação no Fluminense de Feira, mas foi reprovado por seu porte físico voltando ao Flamengo logo em seguida. E devido ao seu franzino corpo de início de carreira e de seu bairro de origem (Quintino), ganhou o carinhoso apelido de "Galinho de Quintino". Ainda atuando pelo time juvenil, participou de duas partidas pela equipe principal do Flamengo no Campeonato Carioca de 1972, o bastante para conquistar seu primeiro título como profissional. Ainda demoraria, entretanto, dois anos para firmar-se no elenco e enterrar a imagem de um jogador de físico fraco, que sucumbia à primeira pancada dos adversários.

Udinese

Cobiçado por clubes mais tradicionais do país, como Roma e Juventus, sua ida à modesta equipe de Friul causou escândalo no resto da Itália. A Federação chegou a suspender a compra, orçada em 4 milhões de dólares (em valores da época) — o maior valor pago até então no país por um jogador —, o que revoltou os moradores de Údine, que começaram a disparar mensagens de separatismo. O lema era "ou Zico ou Áustria!", uma referência à época em que a região pertencia ao Império Austríaco. A ameaça foi levada a sério pelo presidente do país, Sandro Pertini, que enfim autorizou a compra de Zico. O Galinho chegou a Údine tratado desde logo como um rei. Mesmo assim, manteve sua postura humilde e profissional, procurando deixar todos à vontade: um dos reservas do time, Pradella, chegara a ter calafrios e desarranjos intestinais na primeira vez em que foi escalado para jogar ao lado do brasileiro. Dedicado a ajudar o clube a conseguir o título na Serie A, Zico fez sua parte, liderando um time fraco a uma honrosa nona colocação na temporada 1983–84, a quatro pontos do time que ficou na quarta (a Internazionale), que daria vaga para a Copa da UEFA.

Retorno ao Flamengo

Após duas temporadas na Itália, Zico voltou no segundo semestre de 1985 ao seu clube do coração. O retorno foi possibilitado por uma operação organizada pela agência de publicidade Estrutural, financiada pela SulAmérica Seguros e com apoio da Rede Manchete, chamado Projeto Zico, que incluiu a criação de um filme publicitário em que seis garotos fanáticos pelo Flamengo — Cebola, Gênio, Pulga, Bochecha, Limão e G/18 — iam à Itália buscar de volta o ídolo. O primeiro jogo na volta para o Brasil, no dia 12 de julho de 1985, foi um amistoso contra um combinado de craques internacionais, como Paulo Roberto Falcão, Karl-Heinz Rummenigge, Cerezo e Diego Maradona. O Flamengo venceu os Amigos de Zico por 3–1. Zico marcou um gol de falta. Jacozinho, ponta-esquerda do CSA de Alagoas, marcou o gol dos Amigos de Zico. O primeiro jogo oficial, em 14 de julho, foi uma vitória rubro-negra por 3–0 sobre o Bahia, com gols de Zico, Tita e Chiquinho.

Sumitomo Metals/Kashima Antlers

Em 1991, Zico retornou ao futebol, mas para disputar o ainda incipiente futebol japonês. No Japão, o meio-campista atuou pelo Sumitomo Metals e pelo clube originado deste, o atual Kashima Antlers, de 1991 a 1994, quando deixou definitivamente os gramados. Sua passagem pelo Japão, junto com outros jogadores famosos já em fim de carreira ou em via de se aposentar, foi apontada como uma das maiores razões para a popularização e profissionalização do futebol no país, que finalmente promoveria a primeira edição profissional do Campeonato Japonês em 1993. Na final contra o Verdy Kawasaki (atual Tokyo Verdy), Zico recebeu uma das raras expulsões na carreira, ao cuspir na bola por sua irritação com a atuação do árbitro, que estaria favorecendo o adversário (que acabou ficando com o título). Os gols da final, de qualquer forma, saíram de jogadores inspirados por Zico a jogar no então recém profissionalizado futebol nipônico: pelo Kashima, seu ex-colega de Flamengo Alcindo; pelo Verdy, o ex-adversário de Vasco Bismarck e também Kazu, japonês que jogava no Brasil. Zico aposentou-se após o término da segunda edição da J-League, com o Kashima ficando em terceiro na classificação geral. Mesmo não tendo conseguido o título do Campeonato Japonês, o brasileiro ficou bastante reverenciado no país, que aprendeu a gostar de futebol muito por conta do carisma e das atuações do veterano ídolo, que inclusive ganhou uma estátua em sua homenagem por lá. Oswaldo de Oliveira, que treinaria o Kashima, resumiu a importância de Zico para o clube:

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Seleção Nacional

Seleção Brasileira Olímpica

Pela Seleção Pré-Olímpica, Zico foi durante o torneio classificatório para as Olimpíadas de 1972 um dos destaques da Seleção, tendo inclusive feito o gol da classificação. Porém, de maneira inexplicada, foi cortado da equipe que foi aos Jogos em Munique. Sua decepção com a ausência lhe fez pensar em parar de jogar, na época. Mais tarde, a imprensa noticiou que sua não convocação se deu por conta de um problema que seu irmão Nando teve com a ditadura militar. Dois anos depois, Zico deu uma entrevista em que informava que pensa que a origem do problema é outra:

Seleção Brasileira principal

Descontado seu jogo de despedida em 1989, em Údine, e partidas por seleções inferiores, Zico atuou por dez anos pelo Brasil, marcando 66 gols em 89 partidas, tendo saído como segundo maior artilheiro da Seleção, atrás apenas de Pelé (posteriormente, seria ultrapassado por Romário). Disputou três Copas do Mundo, não tendo experimentado o sabor do título mundial. Suas únicas taças pela Seleção foram conquistadas no ano de seu debute, 1976: a Copa Rio Branco, a Copa Roca, a Taça Oswaldo Cruz, a Taça do Atlântico e o Torneio Bicentenário dos Estados Unidos (em que marcou, nos 4–1 contra a Itália, um de seus gols mais bonitos, driblando três adversários e chutando de pé esquerdo na meta de Dino Zoff). Ganhou também a taça Inglaterra-Brasil, disputada num jogo único em Wembley no ano de 1981, quando marcou o gol da vitória de 1–0 contra o English Team. Seu debute ocorreu numa partida contra o Uruguai, em Montevidéu, válida pela Copa Rio Branco. Com o jogo empatado em 1–1 e com Rivellino e Nelinho expulsos, coube a Zico marcar o gol da vitória em cobrança de falta no final da partida. Apenas em 2009 o Brasil voltaria a vencer a Seleção Uruguaia na casa dela.

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Estilo de jogo

Zico é reconhecido mundialmente pela sua precisão nas cobranças de falta. Em uma entrevista, revelou que costumava treinar de 70 a 100 cobranças de falta duas vezes por semana. De acordo com o site goal.com, o jogador teria marcado 101 gols de falta em jogos oficiais, sendo o recordista na história do futebol em gols marcados desta forma. No entanto, esse número foi desmentido pelo próprio Zico no canal Charla Podcast, do YouTube. Considerando sua contagem (que conta jogos amistosos), o Galinho de Quintino teria marcado 84 gols de falta. Muito por conta disso, em 2001 foi eleito pela revista Placar o maior cobrador de faltas do futebol brasileiro no século XX. Já em 2016, em uma pesquisa promovida pelo portal ge, foi eleito por jogadores e por internautas como o maior batedor de faltas brasileiro da história. Segundo a IFFHS, que considera apenas os gols marcados em torneios nacionais de primeira divisão e por seleções principais, Zico é o 18.º maior artilheiro da história do futebol, com 556 gols em 777 partidas oficiais. Chegou a marcar 89 gols em 1979, porém 73 foram contabilizados oficialmente. Apenas em partidas válidas pelo Campeonato Brasileiro, balançou as redes 137 vezes. Zico é, também, o maior artilheiro da história do Estádio do Maracanã, com 334 gols em 435 partidas.

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Pós-aposentadoria

Carreira política

Durante a presidência de Fernando Collor, Zico foi Secretário Nacional de Esportes. Ocupou o cargo nos anos de 1990 e 1991. Seu projeto mais conhecido foi a "Lei Zico", que modificou a estrutura do futebol brasileiro, reduzindo o poder dos clubes em relação aos jogadores. Dentre os temas regulamentados pela lei Zico, figuram, por exemplo, a criação do Conselho Superior de Desportos — entidade destinada a fazer cumprir a própria lei — e a organização da Justiça desportiva. A "Lei Zico", que é como ficou conhecida a Lei no 8 672, foi promulgada em 6 de julho de 1993, e promoveu e concretizou a modernização da legislação desportiva. Acerca desta Lei, o Professor Álvaro Melo Filho, esclarece os aspectos inovadores trazidos pela normaː

Futebol de areia

Depois de pendurar as chuteiras dos gramados, em 1994. Zico foi jogar futebol de areia. Ele defendeu a Seleção Brasileira de Futebol de Areia entre 1995 e 1996. Nesse período, fez 41 gols com a camisa da Seleção e foi bicampeão do Campeonato Mundial, da Copa América e do Torneio Internacional do Japão.

Ações sociais

Além de ser conhecido pelas grandes contribuições dentro de campo, Zico é apontado como um cidadão de respeito, com influência em diversas áreas e ativo em ações sociais. Em 2009, o Galinho criou seu primeiro projeto social próprio, a "Escola Zico", com o intuito de dar aulas de futebol a cerca de 500 crianças matriculadas na rede pública de ensino. Em 2011, o ex-jogador também lançou o projeto "Zico 10 - Rio 2016", com a ideia de levar crianças de favelas ocupadas pela UPP no RJ para escolinhas de futebol. Todos os beneficiados ganharam uniformes e chuteiras, e Zico não escondeu a emoção com o projeto: "Não estamos preocupados em formar jogadores de futebol, mas cidadãos para que nossa cidade volte a ser de novo realmente maravilhosa".

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Carreira como treinador

Em 25 de agosto de 2011, Zico embarcou rumo ao Iraque para assumir a Seleção Iraquiana, com o principal objetivo de classificar o país para a Copa do Mundo FIFA de 2014. O contrato assinado tinha validade até 2014, mas a ideia era permanecer até 2018. No dia 27 de novembro de 2012, Zico anunciou, através de uma nota em seu site, o desligamento da Seleção Iraquiana por descumprimento de algumas questões contratuais pela Federação Iraquiana de Futebol. Em agosto de 2013, após quase um ano desempregado, Zico foi anunciado como novo técnico do Al-Gharafa, do Catar, sendo esta sua segunda experiência no futebol asiático. O brasileiro foi demitido após três derrotas consecutivas, deixando o Al-Gharafa na sétima colocação do campeonato, sem chances de título. No dia 2 de setembro de 2014, em um projeto pioneiro de difundir o futebol pelo mundo, tal qual já havia feito no Japão, Zico assumiu o comando do Goa, da Índia. Logo após sua chegada, o clube postou em seu site oficial: "A lenda está aqui. Seja bem vindo, Zico".

Primeiras experiências

Apesar de ter sido várias vezes convidado a assumir cargos no Flamengo, Zico relutou em aceitar. Especula-se que isso se deva em grande parte aos rumos tomados pelas administrações do clube carioca, que desde a época de Zico vêm gradativamente acumulando dívidas e maus resultados. Já disse que nunca quer ser técnico do Flamengo para não manchar essa imagem maravilhosa que tem com a torcida. Sua primeira experiência em uma comissão técnica foi como assistente de Zagallo, para a Copa do Mundo FIFA de 1998. Zico foi chamado após resultados medianos do Brasil nos amistosos preparativos — o país não jogara as Eliminatórias por sua classificação automática como campeão da edição anterior. Ficaria marcado por ter sido o encarregado de transmitir a Romário a informação de que este seria cortado. Apesar da decisão ter sido feita por toda a comissão, o Baixinho culparia Zico pelo corte, e apenas em 2009 lhe pediria desculpas. Posteriormente, Zico assumiu interinamente como treinador do Kashima Antlers, quando o time passava por uma crise. Era diretor técnico do time, que demitira Zé Mário em razão de maus resultados. Na emergência, Zico comandou a equipe, e sua figura incentivou os jogadores, fazendo o time sair das últimas posições e terminar entre os primeiros da J-League.

Seleção Japonesa

A partir de junho de 2002, passou a exercer o cargo de técnico da Seleção Japonesa, sucedendo ao francês Philippe Troussier, que treinara o país na Copa do Mundo daquele ano. Foi chamado logo como a primeira opção de Masaru Suzuki, presidente da Associação de Futebol do Japão — Suzuki fora o presidente do Kashima na época em que Zico teve bons resultados como técnico interino do clube. Após eliminação na primeira fase na Copa das Confederações FIFA de 2003, Zico levou os nipônicos ao título na Copa da Ásia de 2004. Com o título continental, o Japão credenciou-se a disputar no ano seguinte a Copa das Confederações e, embora eliminado na fase de grupos, não fez feio, tendo ficado perto de eliminar a Seleção Brasileira nesta fase.

Fenerbahçe

Em julho, após a Copa do Mundo, Zico foi contratado para treinar a equipe turca do Fenerbahçe, ajudando a popularizá-la no Brasil. Comandando um time cujo elenco contava com vários ex-jogadores com passagens pelo futebol brasileiro — nomes como Alex, Edu Dracena, Deivid, Fábio Luciano e, posteriormente, Roberto Carlos, além do naturalizado turco Gökçek Vederson, do uruguaio Diego Lugano e do chileno Claudio Maldonado, ambos ex-atletas do São Paulo —, o Fener conquistou o Campeonato Turco na temporada 2006–07, garantindo assim uma vaga na fase de grupos da Liga dos Campeões da UEFA. Já na temporada seguinte, Zico conseguiu levar a equipe às quartas de finais da Liga dos Campeões, sendo esta a melhor participação de um clube da Turquia no principal torneio europeu de clubes. No jogo de ida, o Fenerbahçe fez valer o mando de campo e venceu o favorito Chelsea por 2–1. Porém, no jogo de volta, em Londres, o time turco perdeu por 2–0 e foi eliminado da competição. Apesar do revés, a equipe comandada por Zico saiu de cabeça erguida.

Bunyodkor

No dia 22 de setembro de 2008, foi contratado para treinar a equipe Bunyodkor, do Uzbequistão, clube onde já jogava o brasileiro Rivaldo, substituindo Mirjalol Qosimov, que assumira a Seleção Uzbeque. Zico ficou apenas pouco mais de quatro meses como técnico do Bunyodkor, o suficiente para trazer mais mídia para o futebol local, para conquistar a Copa do Uzbequistão de 2008, em cima do rival Paxtakor e deixá-la na liderança do Campeonato Uzbeque, que o clube posteriormente também venceu. Além disso, o clube também chegou às semifinais da Liga dos Campeões da AFC.

CSKA Moscou

Em 9 de janeiro de 2009, Zico anunciou a troca do Bunyodkor pelo CSKA Moscou, substituindo Valeriy Gazzayev. Estreou na fase decisiva da Copa da UEFA contra o Aston Villa e a equipe se classificou para as oitavas-de-final da competição após um empate em 1–1 na primeira partida e uma vitória por 2–0 no jogo de volta, em casa. Porém, na fase seguinte, sua equipe acabaria sendo eliminada pelo Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, que terminou conquistando o torneio. No comando do CSKA, Zico levou o time às conquistas da Copa da Rússia e a Supercopa da Rússia em 2009. Apesar dos títulos, foi demitido do clube no dia 10 de setembro.

Olympiacos

No dia 16 de setembro de 2009, o Olympiacos anunciou a contratação de Zico por dois anos, em uma decisão que foi surpresa até para a sua família. O brasileiro assistiu a partida contra o AZ Alkmaar, no Estádio Karaiskakis em Atenas, pela Liga dos Campeões da UEFA. Em 19 de janeiro de 2010, após quatro meses, o clube anunciou o "fim de sua cooperação com o treinador" em um breve comunicado no site oficial.

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Características como treinador

Como treinador, Zico tem um estilo inspirado em Telê Santana: é detalhista, treina muitos fundamentos (passe, domínio, cruzamento, cabeçada, etc.) e não é de ficar gritando na beira do gramado.

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Carreira como dirigente e comentarista

Diretor executivo

No dia 30 de maio de 2010, a convite da presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, assumiu o cargo de diretor executivo de futebol do clube. No dia 1 de outubro, anunciou, em seu site pessoal, o pedido de demissão do cargo, segundo ele, por pressões sofridas dentro do clube. Oito anos depois, em julho de 2018, foi anunciado como diretor técnico do Kashima Antlers.

Comentarista esportivo

Em 16 de fevereiro de 2011, foi anunciado como comentarista esportivo no Esporte Interativo. Fez sua estreia no dia 22 de fevereiro, na partida entre Lyon e Real Madrid. Em 28 de abril, estreou o seu próprio programa, também na TV Esporte Interativo, "Zico da Área" com o jornalista esportivo Mauro Beting e a participação do ex-futebolista Bebeto. O programa foi semanal, toda quinta-feira às 20 horas e 30 minutos e teve a duração de uma hora. Em 14 de abril de 2014, estreou na Rádio Globo no programa Futebol de Verdade com Juninho Pernambucano. Em 2022 estreou um talk show no BandSports, o "Resenha do Galinho". Em 2023, o programa passou a ser exibido na Jovem Pan News. Em 2024, o Resenha do Galinho voltou para a Band, agora exibido durante a madrugada de segunda para terça.

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Família

Zico descende de portugueses, tanto pelo lado materno como pelo lado paterno. O seu avô materno, Arthur Ferreira da Costa Silva era de Oliveira de Azeméis e emigrou para o Rio de Janeiro nos últimos anos do século XIX. Estabeleceu-se com uma fábrica de cerâmica no bairro de Quintino. A mãe de Zico, Matilde Ferreira da Costa Silva (19 de janeiro de 1919 – 17 de novembro de 2002), nasceu já no Brasil. O avô paterno, Fernando Antunes Coimbra, nasceu e viveu a maior parte da sua vida em Tondela. É aí que nasce José Antunes Coimbra (10 de junho de 1901 – 12 de novembro de 1986), que viria ser o pai do jogador. José Antunes Coimbra, aos 10 anos de idade, juntamente com sua família, emigra para o Brasil. Ainda que tenha saído de Portugal muito jovem, José sempre guardou uma grande ligação ao seu país de origem. Era, aliás, torcedor do Sporting Clube de Portugal, portanto seguiu durante grande parte de sua vida os relatos dos jogos de seu clube através da rádio.

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Estatísticas

Como jogador

Abaixo estão listados todos jogos e gols do futebolista pela Seleção Brasileira, desde as categorias de base. Abaixo da tabela, clique em expandir para ver a lista detalhada dos jogos de acordo com a categoria selecionada. Zico anotou 836 gols em toda sua carreira; 527 gols em partidas oficiais (Primeira divisão, Seleção Brasileira, copas nacionais e internacionais) e 309 em torneios não-oficiais, juvenil e amistosos.

Como treinador

Abaixo estão listados todos jogos do treinador pela Seleção Japonesa. Abaixo da tabela, clique em expandir para ver a lista detalhada dos jogos de acordo com a categoria selecionada. Abaixo estão listados todos jogos do treinador pela Seleção Iraquiana. Abaixo da tabela, clique em expandir para ver a lista detalhada dos jogos de acordo com a categoria selecionada.

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Fontes consultadas

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