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James Q. Wilson

James Quinn Wilson foi um cientista político norte-americano, cujo trabalho e pensamento permeiam as políticas públicas dos Estados Unidos. Devido à sua contribuição ao combate da violência e da criminalidade no país, Wilson tornou-se uma figura de destacada importância para o governo norte-americano, tendo participado diretamente da construção das políticas públicas deste gênero por diversas vezes. Sua morte, em 2012, provocou uma forte comoção entre a grande mídia americana, além de gerar declarações de reconhecimento tanto de partidários republicanos como democratas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Biografia

Imagem: Jorgesaki · BY-NC-ND · Openverse

James Q. Wilson foi um cientista político americano que contribuiu principalmente para a compreensão de políticas públicas, policiamento e crime, organizações políticas, burocracia, e caráter e cultura. Wilson foi também mergulhador e apaixonado pelo Boston Red Sox. Nasceu em 27 de maio de 1931, em Denver, Colorado, e foi criado em Long Beach, Califórnia. Faleceu em 2 de março de 2012, em Boston, Massachussetts. Wilson tornou-se bacharel em Ciência Política pela Universidade de Redlands, em 1952. Foi campeão do debate universitário nacional em 1951 e 1952. Serviu à Marinha Americana de 1952 a 1955 antes de ir para Universidade de Chicago prosseguir os trabalhos de pós-graduação em Ciência Política. Logrou-se Ph.D pelo Departamento de Ciência Política da Universidade de Chicago, em 1959. Sua dissertação Ph.D foi uma análise do comportamento político de americanos com descendência africana em Chicago durante os anos 50, a qual foi a base para seu primeiro livro, Negro Politics: The Search for Leadership (1960).

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Pensamento e obra

Imagem: Pesky Library · BY-NC-ND · Openverse

Introdução

O pensamento de James Q Wilson, por assim dizer, tornou sua obra uma das mais polêmicas da criminologia, e talvez por esta atitude de não aceitar verdades absolutas sem demonstração de provas, de não adentrar movimentos e pensamentos dominantes da época sem questionar o verdadeiro motivo de sua existência e se era, ou não, efetivo, e de não colocar ideologia ou crença interna acima de provas e fatos, é que sua obra se tornou uma das mais instigantes e citadas no ambiente acadêmico, e uma das mais seguidas e admiradas por elaboradores e aplicadores da lei ao redor do globo terrestre.

Thinking about crime

O autor, ao longo de sua carreira, escreveu muitos artigos para a grande audiência, e escrevia, prioritariamente, na Commentary e Public Interest. Seus artigos falavam de drogas, casamento, religião, crime e a cultura e, tais questões, fizeram culminar uma grande obra sua e, segundo alguns estudiosos, um de seus trabalhos influenciadores: Thinking About Crime, de 1975. Neste trabalho, Wilson critica muitos criminologistas, os quais ele chama demagogos. Ele faz cinco críticas sobre a corrente principal da Criminologia. A primeira crítica, por assim dizer, é que a visão de que a sociedade induz o indivíduo a cometer o crime está errada, assim como estão erradas as políticas que tentam traçar as causas do crime. Isso ocorre, como ele bem explana, pelo fato de que, os criminosos não possuem a mesma visão de benefício e prejuízo que o resto das pessoas possui. Por exemplo, um indivíduo comum irá enxergar a prisão algo que irá deteriorar sua vida social. As pessoas irão vê-lo com repúdio, pois ele preferiu cometer um crime e ganhar dinheiro fácil em vez de trabalhar e conseguir aquilo que buscava com suor e mérito, igual a todos. O seu círculo de amigo irá se reduzir, pois os que antes eram amigos não mais irão querer ter atrelado à vossas imagens a de um criminoso, e o pior, seus parentes irão tê-lo como um filho que se desviou do caminho certo, e sofrerão bastante por isso. Ou seja, os prejuízos sociais que tal indivíduo sofrerá serão grandes e bastante reais.

Teoria das janelas quebradas (Broken Windows Theory)

A Teoria das Janelas Quebradas postula haver uma relação entre a desordem e o crime. Psicólogos sociais e policiais tendem a concordar que uma janela quebrada e não consertada levará à quebra de outras mais. Isso é explicado pelo fato de que ninguém se importa com esse ato de vandalismo, fazendo com que mais janelas sejam quebradas. Experiências parecidas foram feitas, com carros abandonados, cuja autoria é de Philip Zimbardo. Duas áreas distintas foram escolhidas, uma numa de Bronx e outra na Califórnia. Na primeira, o carro foi atacado em dez minutos, enquanto na outra, permaneceu o carro intacto durante mais de uma semana. Nesse momento, então, o pesquisador martelou o vidro desse carro da Califórnia. Como resultado, o carro ficou de cabeça para baixo ,todo destruído. Disso conclui-se que o vandalismo pode ocorrer em qualquer lugar uma vez que as barreiras que impedem isso sejam afrouxadas por ações que transmitam sinal de que ninguém se importa com isso. Propriedades sem fiscalização transformam as pessoas em relação a suas atitudes, até mesmo para aquelas que nem imaginariam fazer ou aquelas que se consideram fora-da-lei.

Crime and Human Nature

Trata-se de um livro feito em coautoria com Richard J. Herrnstein, e trata-se de uma de suas obras mais importantes, influentes e completas, pois expõe, praticamente, todas suas convicções de maneira clara, e sua forma de trabalhar, sempre se embasando em estudos e na prática, mostrando seu jeito de enxergar alguns fenômenos da sociedade, em especial o crime, como poucos conseguem: através de números, provas e fatos. Esta sua característica peculiar lhe rendeu muitas críticas, mas também é responsável por sua grande fama nos meios políticos e policiais, afinal, suas ideias não foram criadas para permanecer na teoria, mas, principalmente, para serem aplicadas e servirem de soluções para problemas práticos. Pragmático, esta seria a palavra que resumiria de forma adequada James Q Wilson e suas obras, e esta não é exceção. E lembrando que esta parte não se trata de uma resenha do livro, mas sim de uma exposição de alguns pontos para trazer a opinião de Wilson sobre alguns temas que envolvem a criminologia.

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Livros de James Q. Wilson

Imagem: Alan Stanton · BY-SA · Openverse

Livros em que ele foi autor ou editor

1- Negro Politics: The search for leadership( 1960): Nesse livro, Wilson vai fazer uma análise de como o relacionamento entre diferentes organizações políticas e ajudas externas explicam, junto a outras coisas, a as mudanças que as minorias políticas sofreram e sofrem. O texto compara estilos políticos diferentes dos 2 congressistas negros mais famosos na época: Willian Daveson e Adam Clayton Powell. O primeiro teve uma política voltada a atrair eleitores de baixa renda através da distribuição de benefícios que são controlados pelo Estado. O segundo utiliza o elemento raça para se eleger, constantemente apontando para a necessidade de suprimir as desigualdades geradas pelo racismo, mas acaba sendo pouco valorado no Congresso.

Livros em que foi coautor

1- Crime and Human Nature: The Definitive study of the causes of crime - James Q. Wilson and Richard J. Herrnstein ( 1985): Critica aqueles que buscam as raízes do crime e demonstra sua análise sobre a atuação da polícia e seus efeitos para formação do crime e sobre a natureza humana. 2- Understanding and Controlling Crime: Toward a New Reserch strategy- David P. Farrington, Lloyd E. Ohlin, and James Q. Wilson ( 1986) 3- Drugs and Crime - Michael Tonry and James Q. Wilson ( 1990) 4- Watching Fishes: Understanding Coral Reef Fish Behavior- Roberta Wilson and James Q. Wilson, ( 1992) 5- Crime- James Q. Wilson and Joan Petersilia (1995) 6- The Ethics of Human cloning - Leon R. Kass and James Q. Wilson ( 1998)

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Títulos e Prêmios

Imagem: Pesky Library · BY-NC-ND · Openverse

1- Professor de ciências políticas na Universidade de Chicago, Havard, UCLA, Pepperdine e Boston. 2- Recebeu Medalha Presidencial da Liberdade ( Presidential Medal of Freedon) 3- Ganhou praticamente todas as honras que a Associação de Ciências Políticas Americana poderia outorgar. 4- Foi membro de diversas comissões governamentais: - Foi presidente da força tarefa contra crime da Casa Branca, 1996 ( The White House Task Force on Crime). - Foi Presidente da comissão Nacional de Aconselhamento sobre Prevenção ao Abuso de Drogas ( Attorney General’s Task Fosse on Violent Crime), 1972- 1973 - Foi membro da Força Tarefa dos Procuradores- Gerais contra crimes violentos ( Attorney General’s Task Force on Violent), 1981

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