Augusta da Grã-Bretanha
Augusta Frederica da Grã-Bretanha foi uma princesa britânica, neta do rei Jorge II da Grã-Bretanha e a única irmã mais velha de Jorge III do Reino Unido. Ela se tornou Duquesa de Brunsvique-Volfembutel após seu casamento com Carlos I, Duque de Brunsvique-Volfembutel. A sua filha, Carolina de Brunsvique, foi a rainha consorte do rei Jorge IV do Reino Unido.
A princesa Augusta Frederica de Gales nasceu no Palácio de St. James, sendo a filha primogênita de Frederico, Príncipe de Gales com Augusta, Princesa de Gales, e a primeira neta de Jorge II da Grã-Bretanha e Carolina, Rainha Consorte da Grã-Bretanha. Na época de seu nascimento, Augusta era a segunda na linha de sucessão ao trono britânico, estando atrás apenas de seu pai, mas isso mudou no ano seguinte quando seu irmão, o príncipe Jorge de Gales, futuro Jorge III do Reino Unido, nasceu. Cinquenta dias após o seu nascimento, ela foi batizada no Palácio de St. James pelo Arcebispo da Cantuária. Os seus padrinhos foram o seu avô paterno, Jorge II, representado por seu Lord Chamberlain, e suas vós, a rainha Carolina e a Duquesa Viúva de Saxe-Gota, ambas representadas por procuradores. O seu terceiro aniversário foi comemorado pela primeira apresentação pública de “Rule, Britannia!” em Cliveden, Buckinghamshire.
A Duquesa de Brunsvique nunca se adaptou totalmente a sua nova vida. Ela sempre teve uma grande consideração pela Grã-Bretanha durante toda a sua vida e desconsiderou qualquer coisa “a leste do Reno”. Essa atitude não mudou com o tempo, e vinte e cinco anos após seu casamento, ela foi descrita como “totalmente inglesa em seus gostos, seus princípios e suas maneiras, a ponto de sua independência quase cínica fazer, com a etiqueta dos tribunais alemães, o contraste mais singular que conheço”. Após sua primeira gravidez em 1764, ela retornou à Grã-Bretanha na companhia de seu marido para dar à luz seu segundo filho. Durante sua visita à Inglaterra, notou-se que o casal era aplaudido pela multidão toda vez que se mostrava em público. Isso, supostamente, os expôs a suspeitas no tribunal. Durante a visita, sua cunhada, a rainha Carlota do Reino Unido, aparentemente recusou-lhes algumas honras na corte, como saudações militares. Isso atraiu publicidade negativa para o casal real anfitrião. Durante as negociações trinta anos depois para o casamento de sua filha com o Príncipe de Gales, Augusta comentou com o negociador britânico, Lord Malmesbury, que a rainha Carlota não gostava dela e de sua mãe por causa do ciúme que datava da visita de 1764.
Em 1806, quando a Prússia declarou guerra à França, seu marido, o Príncipe de Brunsvique-Volfembutel, com 71 anos na época, foi nomeado comandante-chefe do exército prussiano. Em 14 de outubro do mesmo ano, na Batalha de Jena, Napoleão derrotou o exército prussiano, e no mesmo dia, na Batalha de Auerstadt, o príncipe foi gravemente ferido, morrendo poucos dias depois. Augusta, com o Príncipe e a Princesa Hereditários, fugiram para Altona, onde estiveram presentes ao lado de seu marido moribundo. Por causa do avanço do exército francês, eles foram aconselhados pelo embaixador britânico a fugir e partiram pouco antes da morte do príncipe. Eles foram convidados para viverem na Suécia pelo cunhado da Princesa Hereditária, o rei Gustavo IV Adolfo da Suécia. No entanto, Augusta preferiu ficar no ducado de Augustenborg, onde seu sobrinho era soberano. Ela permaneceu lá com sua sobrinha, a Duquesa de Augustenborg, filha de sua irmã, a falecida rainha Carolina Matilda da Dinamarca, até que seu irmão Jorge III do Reino Unido finalmente cedeu em setembro de 1807 e permitiu que Augusta fosse a Londres. Lá ela residia em Montagu House, em Blackheath, Greenwich, com sua filha, a Princesa de Gales, mas logo Augusta se desentendeu com ela e comprou a casa ao lado, Brunswick House. Augusta viveu seus dias lá e morreu em 1813 aos 75 anos.


