Alexandre I da Rússia
Alexandre I foi o Imperador da Rússia de 1801 até sua morte, também sendo o primeiro monarca russo a ser Rei da Polônia e Grão-Duque da Finlândia. Era filho do imperador Paulo I e sua esposa Sofia Doroteia de Württemberg, ascendendo ao trono após o assassinato do pai.
Alexandre nasceu às 11 horas do dia 23 de dezembro de 1777 (12 de dezembro no calendário juliano) no Palácio de Inverno. Ele foi o primogénito dos herdeiros do trono russo, o czarevich Paulo Petrovich (futuro Paulo I) e a czarevna Maria Feodorovna (nascida princesa Sofia Doroteia de Württemberg). Na sequência do seu nascimento, o jornal Sankt-Peterburgskie Vedomosti publicou uma nota: "No dia 12 de dezembro, antes do meio-dia, às 11 horas, Sua Alteza Imperial, a Imperial Grã-Duquesa MARIA FEODOROVNA, deu à luz em segurança. E assim como no início SUA MAJESTADE IMPERIAL, toda a Corte e todo o Império ficaram encantados com o nascimento de Sua Alteza Imperial o Soberano Grão-Duque, a quem foi dado o nome de ALEXANDRE, então este grande evento de sucesso foi imediatamente anunciado com o hasteamento do Estandarte na Cidade e 201 tiros de canhão de ambas as Fortalezas." – Sankt-Peterburgskie Vedomosti, 23 de dezembro de 1777 (12 de dezembro no calendário juliano)
Imperador e autocrata de todas as Rússias desde 1801, foi muito influenciado por sua avó, a imperatriz Catarina II da Rússia, que o tirou do país para educá-lo, e o considerava seu sucessor. Tornou-se czar após o assassinato de seu pai, em 23 de março de 1801. Foi coroado na Catedral da Dormição, no Kremlin em 15 de setembro de 1801. Seguidora, em termos, dos princípios iluministas, Catarina II convidou o filósofo francês Denis Diderot para ser seu tutor particular. Como Diderot não aceitou, a imperatriz convidou como preceptor o cidadão suíço Frédéric-César La Harpe, que, em termos de pensamento filosófico, seguia as ideias de Jean-Jacques Rousseau, era republicano por convicção e um excelente educador que inspirou afeto em seu aluno e ajudou a moldar permanentemente sua mente mantendo-a flexível e aberta. Alexandre é considerado das mais interessantes figuras do seu século, autocrata e jacobino, místico e homem do mundo, natureza complexa, extremamente popular em todos os níveis da sociedade. Iniciou reformas administrativas, educativas, científicas, no regime da servidão.
Desde a invasão da Rússia, se tornara profundamente religioso. Lia a Bíblia diariamente e rezava muito. Deixara-se influenciar em Paris pelos pensamentos místicos de uma visionária, Bárbara Juliana Krüdener chamada Madame von Krudener, que se considerava profetisa enviada ao czar por Deus. Teve influência curta mas profunda pois o czar nunca mais abandonaria seu fervor religioso. Voltando à Rússia, a partir de 1818, demonstrou políticas retrógradas e reacionárias que o alienaram do povo. Desde que Napoleão Bonaparte fora derrotado em 1812, surgiram sociedades secretas pela Rússia exigindo a abolição da servidão. Um desses movimentos, um grupo de nobres insatisfeitos chamados dezembristas, pediam também o fim da autocracia. Sua liga idealista se tornara uma aliança dos monarcas contra os povos, depois dos encontros em Aachen, Opava, Liubliana e Verona - campeões do despotismo, defensores de uma ordem mantida pela força das armas.


