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República do Congo

A República do Congo, também denominada Congo ou por vezes Congo-Brazavile/Congo-Brazzaville para a distinguir da vizinha República Democrática do Congo, é um país africano limitado a norte pelos Camarões e a República Centro-Africana, a leste e a sul pela República Democrática do Congo, através do Rio Congo, a sul pelo exclave angolano de Cabinda e a oeste pelo Gabão e o Oceano Atlântico. Sua capital é a cidade de Brazavile. O Congo é um país em desenvolvimento, membro da ONU, União Africana, Comunidade Económica e Monetária da África Central, ZPCAS e da Francofonia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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Etimologia

O nome Congo é uma referência ao rio Congo. O nome do país é derivado do reino do Congo, um reino banto que ocupou a foz deste rio na época em que os portugueses chegaram pela primeira vez em 1483 ou 1484. O nome do reino deriva de seu povo, os congos, um endônimo que significa "caçadores" (em língua congo: mukongo ou nkongo). Durante o período em que a França o colonizou, era conhecido como Congo Francês ou Médio Congo. A República do Congo, também chamada de Congo-Brazavile, é um país distinto da República Democrática do Congo, também conhecida como Congo-Quinxassa. O nome de Congo-Brazavile, para o diferenciar do Congo-Quinxassa, advém do empréstimo do nome da capital Brazavile, que, por sua vez, tem seu nome derivado do explorador Pierre Savorgnan de Brazza, cujo sobrenome se referia à cidade de Brazzacco, na comuna italiana de Moruzzo em Friuli Venezia Giulia. O nome em italiano "Brazzacco" deriva do latim bracchium, que significa, literalmente, "braço armado".

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História

Imagem: Coordenação-Geral de Observação da Terra/INPE · BY-SA · Openverse

O Congo obteve a sua independência da França em 15 de agosto de 1960. Seu primeiro presidente foi Fulbert Youlou, forçado a deixar o governo por uma revolta, em 1963. Assume então, a presidência Alphonse Massamba-Délbat que, em 1964, fundou um partido com orientação no socialismo científico, adotando uma economia planificada. A seguir, dá início a um "Plano Quinquenal" que levou a uma expansão inicial da agricultura e da indústria. A tensão entre o governo e os militares cresce e, em 1968, o Exército dá um golpe de estado, liderado pelo major Marien Ngouabi, que assume o poder. Em dezembro de 1969, o presidente Ngouabi anuncia a nova República Popular durante a solenidade de fundação do Partido Congolês do Trabalho (PCT), presidido por ele e dirigido por um comitê central composto de 30 membros. Em janeiro de 1970, o país passa a chamar-se República Popular do Congo, adota como símbolos nacionais A Internacional e a tradicional bandeira vermelha com o martelo, porém sem a tradicional foice, que foi substituída por uma enxada. O Congo Popular consolida seu regime ligado ao marxismo-leninismo, tornando-se o primeiro país comunista da África. Neste mesmo ano, o exército esmaga uma tentativa de golpe contra o presidente, liderada pelo ex-tenente paraquedista Pierre Xitonga, e executa todos os conspiradores, com exceção do ex-ministro da Defesa, Augustin Poignet, que consegue fugir. Aproveitando-se desta situação, dá início a um expurgo geral de todos os suspeitos de serem contrários ao seu governo.

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Geografia

Imagem: Lula Oficial · BY-SA · Openverse

O Congo está localizado na parte centro-oeste da África Subsaariana, ao longo do Equador, entre latitudes 4° N e 5° S e longitudes 11° e 19° E. Ao sul e leste dela, está a República Democrática do Congo. Também é delimitada pelo Gabão a oeste, Camarões e República Centro-Africana ao norte e Cabinda (Angola) a sudoeste. Tem uma costa curta no Oceano Atlântico. O Monte Berongou é o ponto mais alto do país, com 903 metros de altitude. A capital, Brazavile, está localizada no rio Congo, no sul do país, exatamente em frente a Quinxassa, capital da República Democrática do Congo. O sudoeste do país é uma planície costeira para a qual a drenagem primária é o rio Kouilou-Niari; o interior do país consiste em um platô central entre duas bacias ao sul e ao norte. As florestas estão sob crescente pressão de exploração. Como o país está localizado no Equador, o clima é consistente o ano todo, com temperatura média de 24 °C úmida e noites geralmente entre 16 °C e 21 °C. A precipitação média anual varia de 1 100 milímetros no Vale Niari, no sul, a mais de 2 000 milímetros nas partes centrais do país. A estação seca é de junho a agosto, enquanto na maioria do país a estação chuvosa tem dois máximos de chuva: um entre março e maio e outro entre setembro e novembro.

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Política do Congo

Imagem: Coordenação-Geral de Observação da Terra/INPE · BY-SA · Openverse

A República do Congo tem um governo presidencialista, em que o Presidente é eleito por voto popular para um mandato de 7 anos e é elegível para um segundo mandato. As últimas eleições foram a 10 de Março de 2002, em que Denis Sassou-Nguesso foi reeleito com 89,4% dos votos, enquanto o seu rival, Joseph Kignoumbi Kia Mboungou, obteve 2,7%. O Conselho de Ministros é nomeado pelo presidente. E o Poder Judicial é dirigido por um Tribunal Supremo. O Parlamento é bicameral consistindo num Senado com 66 assentos, em que os membros são eleitos por voto popular para mandatos de 5 anos, e uma Assembleia Nacional, com 137 assentos, escolhidos da mesma forma e para o mesmo número de anos de mandato. As últimas eleições para o Senado realizaram-se a 11 de Julho de 2002 e para a Assembleia Nacional a 27 de Maio e 26 de Junho de 2002.

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Demografia

Línguas

O francês é a língua oficial da República do Congo. O quituba e o lingala são reconhecidos como línguas nacionais. Além disso, o Ethnologue reconhece 62 línguas faladas no país. Os congos são o maior grupo étnico e constituem aproximadamente metade da população. Os subgrupos mais significativos dos congos são os lari, nas regiões de Brazavile e Pool, e os vili, em torno de Pointe-Noire e ao longo da costa atlântica. O segundo maior grupo é o dos teques, que vive ao norte de Brazavile, com 16,9% da população. Os mbochi vivem no norte, leste e em Brazavile e constituem 13,1% da população. Os pigmeus constituem 2% da população do país.

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Subdivisões

Imagem: Trinaliv · BY-SA · Openverse

O Congo divide-se em 12 departamentos (em Língua francesa départements): Os departamentos estão subdivididos em distritos e em comunas.

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Economia

Imagem: Lula Oficial · BY-SA · Openverse

A economia do Congo é fundamentada na atividade primária, sendo o setor industrial baseado em grande parte no petróleo e serviços de apoio. Em 2008, o setor de petróleo foi responsável por 65% do PIB, 85% das receitas do governo, e 92% das exportações. A atual administração preside uma paz interna desconfortável e enfrenta difíceis problemas econômicos de estimular a recuperação e reduzir a pobreza. O gás natural e diamantes são também recentes produtos de exportação do Congo, embora Congo foi excluído do Processo de Kimberley em 2004 em meio a acusações de que a maior parte de suas exportações de diamantes estavam no fato sendo contrabandeados para a vizinha República Democrática do Congo, sendo re-admitido no grupo em 2007. A República do Congo também tem grandes depósitos de metais básicos inexplorados, ouro, ferro e fosfato. Em 2009, governo brazavile-congolês assinou um acordo para alugar 200 000 hectares de terra para agricultores sul-africanos para reduzir sua dependência das importações.

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Cultura

Imagem: Lula Oficial · BY-SA · Openverse

A língua oficial do Congo-Brazavile é o francês, sendo, junto com o vizinho Gabão, as nações com maior número proporcional de francófonos em África, ambas com mais de 60% de falantes. O francês é a língua franca no corredor de Brazavile à Ponta Negra (zona que concentra 70% da população nacional), coexistindo com outras línguas regionais importantes como o lingala, o quituba (ou munukutuba) e o congo. Cerca de metade dos brazavile-congoleses são cristãos, dos quais cerca de 90% pertencentes à Igreja Católica; os restantes seguem crenças tradicionais animistas. Cerca de 2%, principalmente imigrantes da África do norte e ocidental, são muçulmanos. Existem 15 grupos étnicos bantos e mais de 70 subgrupos. Na culinária da República do Congo, faz-se um doce com maragwe, uma variedade de feijão.

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Fontes consultadas

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