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Pedro Augusto de Saxe-Coburgo e Bragança

Pedro Augusto de Saxe-Coburgo e Bragança, cognominado "o Preferido" e "o Predileto", foi o neto mais velho do imperador Pedro II do Brasil, filho da princesa Leopoldina e do príncipe Luís Augusto, Duque de Saxe. Durante seus nove primeiros anos de vida, D. Pedro Augusto foi considerado o segundo na linha de sucessão ao trono brasileiro. Teve participação ativa nas tentativas de se subverter a constituição do Império em seu favor, reunindo em torno de si diversos partidários contrários a um terceiro reinado encabeçado pela tia. O fracasso de seus planos foi uma das principais causas dos transtornos mentais que o acometeriam desde a proclamação da república, até sua morte.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/07/2026
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Biografia

Família e primeiros anos

Filho mais velho do príncipe Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota, duque de Saxe, e de dona Leopoldina de Bragança, princesa do Brasil, dom Pedro Augusto também foi o primeiro neto do Imperador dom Pedro II e da imperatriz dona Teresa Cristina. Seus avós paternos foram o príncipe Augusto de Saxe-Coburgo-Gota e a princesa Clementina de Orléans (filha do rei Luís Filipe I de França). Devido à falta de herdeiros por parte da Princesa Imperial e a um aborto espontâneo sofrido por dona Leopoldina em sua primeira gestação, havia uma grande expectativa em torno do nascimento de dom Pedro Augusto. Às vésperas do parto, o conselho de ministros, assim como representantes do legislativo, os Grandes do Império e todo o corpo diplomático foram avisados do grande acontecimento: "Havendo Sua Majestade o Imperador por bem que, quando S. A. a Sra. D. Leopoldina se achar próximo a dar à luz, seja de dia ou de noite, o Senhor príncipe ou princesa, cujo feliz nascimento se espera, os ministros de Estado, os conselheiros de Estado e os grandes do Império concorram ao palácio da residência de Sua Alteza, para o que lhes servirá de sinal uma girândola de foguetes soltada da Imperial Quinta da Boa Vista e correspondida por outra no morro do Castelo."

A sucessão imperial

A aparente infertilidade da princesa dona Isabel elevou Pedro Augusto ao status de herdeiro presuntivo desde o dia de seu nascimento. Tido como neto predileto do imperador, a quem se ligou por laços de afeto e interesses comuns, o príncipe viu-se preterido na linha de sucessão ao trono aos nove anos de idade, com o nascimento do primo dom Pedro de Alcântara, a quem coube o título de Príncipe do Grão-Pará. A mudança de contexto afetaria consideravelmente o comportamento de Pedro Augusto. Após o nascimento do primo e durante toda sua adolescência, o príncipe passou a sofrer de insônia, de intensas dores de cabeça, palpitações e tremores nas mãos. O recorrente medo da morte - temia estar infectado com a mesma doença que matara sua mãe - tornou-se uma preocupação para o pai e os avós.

República e exílio

Dom Pedro Augusto tomou conhecimento do golpe militar que resultou na Proclamação da República horas depois do ocorrido, quando retornava de um passeio a cavalo. Alegando ter ido pedir orientação aos seus partidários, demorou a unir-se com o restante da família, só chegando ao Paço Imperial - que já se encontrava cercado por homens do exército - no final da tarde do dia 15 de novembro. Obrigados pelo governo provisório a seguir para o exílio na madrugada do dia 17 de novembro, todos os membros da Família Imperial - com exceção de dom Augusto, então em viagem de circum-navegação com a Armada Imperial no Oriente - foram embarcados no vapor Alagoas e escoltados pelo Couraçado Riachuelo até o limite das águas territoriais brasileiras. Foi a bordo do Alagoas que o príncipe apresentou o seu primeiro surto psicótico, tentando esganar o comandante do navio, a quem acusava de ter recebido dinheiro para eliminar a todos. Contido e preso em seu camarote, foi acometido de delírios persecutórios, chegando a envolver seu corpo numa boia salva-vidas, temendo que o navio fosse bombardeado. Alternando momentos de excitação e de letargia, Pedro Augusto jogava garrafas ao mar com pedidos de socorro. Há registros de ao menos uma dessas mensagens, encontrada numa garrafa na praia de Maragogi, no litoral de Alagoas:

Loucura e morte

Com o abandono dos chamados "pedristas", os sintomas psiquiátricos de Pedro Augusto se agravaram progressivamente. Passava as noites em claro, não se alimentava, balbuciava palavras incompreensíveis ou vociferava contra inimigos imaginários. Com frequência os criados do Palácio Coburgo o encontravam em seus aposentos acocorado a um canto com o olhar vidrado e espumando pela boca. Os poucos amigos que lhe restaram tentavam, em vão, ajudá-lo. A pedido do médico Jean Charcot, o jovem foi examinado pelo famoso Sigmund Freud, conforme registrou dom Augusto Leopoldo em carta enviada ao barão de Santa Vitória: Embora tenha recuperado a razão, o jovem não recuperou o apoio de seus antigos correligionários, que acabaram investindo em seu irmão como pretendente ao trono extinto. Com a morte de dom Pedro II, em 5 de dezembro de 1891, a melancolia e as manias de perseguição voltaram à cena: acusava os tios - a princesa Isabel e o conde d'Eu - de espalharem rumores sobre sua sanidade mental, acusava os jornalistas de colocarem em dúvida sua masculinidade e seus aliados de traição.

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Títulos, Estilos e Honrarias

Honrarias

Grã-Cruz da Imperial Ordem de Pedro Primeiro Grã-Cruz da Ordem de Leopoldo da Bélgica Grã-Cruz da Ernestina Casa Ducal de Saxe Grã-Cruz da Ordem de Santo Alexandre da Bulgária

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Fontes consultadas

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