Aurélio Buarque de Holanda
Aurélio Buarque de Holanda Ferreira foi um lexicógrafo, professor, tradutor, ensaísta e crítico literário brasileiro. Foi o autor do Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa e é membro da Academia Brasileira de Letras.
Nascido em 1910 em Passo de Camaragibe, Alagoas, em 1923 mudou-se para Maceió, capital do estado, onde, aos 14 anos de idade, começou a dar aulas particulares de português. Aos 15, ingressou efetivamente no magistério: foi convidado pelo Ginásio Primeiro de Março a lecionar em seu curso primário. Já naquela época passou a se interessar por língua e literatura portuguesas. Formou-se em direito pela Faculdade de Direito do Recife em 1936. Nesse mesmo ano, tornou-se professor de Língua Portuguesa e Francesa e de Literatura no Colégio Estadual de Alagoas. Passou a residir no Rio de Janeiro a partir de 1938, e continuou no magistério, como professor de Português e Literatura Brasileira, no Colégio Anglo-Americano em 1939 e 1940; professor de Português no Colégio Pedro II, de 1940 a 1969; e professor de ensino médio do Estado do Rio de Janeiro de 1949 a 1980. Aurélio Buarque de Holanda também publicou artigos, contos e crônicas na imprensa carioca. De 1939 a 1943 atuou como secretário da Revista do Brasil. Em 1941, deu início a seu trabalho de lexicógrafo, colaborando com o Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa. Em 1942 lançou o livro de contos Dois Mundos, que foi premiado dois anos depois pela Academia Brasileira de Letras. No ano seguinte, trabalhou no Dicionário Enciclopédico do Instituto Nacional do Livro. Em 1945 publicou o ensaio Linguagem e Estilo de Eça de Queirós. Nesse ano, participou do I Congresso Brasileiro de Escritores, em São Paulo, e lançou, juntamente com Paulo Rónai, o primeiro dos cinco volumes da coleção Mar de Histórias, uma antologia de contos da literatura universal. Ainda em 1945, casou-se com Marina Baird, com quem teve dois filhos, Aurélio e Marisa Luísa, e cinco netos. Entre 1947 e 1960 produziu textos para a seção O Conto da Semana, do suplemento literário do Diário de Notícias.
Homenagens póstumas
Em 30 de novembro de 2015, Aurélio foi homenageado nas comemorações do bicentenário de Maceió com uma estátua em bronze feita pelo artista plástico mineiro Léo Santana, mesmo autor da escultura do poeta Carlos Drummond de Andrade instalada no calçadão de Copacabana. A escultura foi instalada na orla de Ponta Verde, local onde Aurélio costumava passear com sua esposa Marina Baird. A estátua retrata o lexicógrafo sentado com um dicionário em suas mãos, em posição contemplativa à beira-mar. Em 14 de maio de 2022, Aurélio foi homenageado pela Prefeitura de Passo de Camaragibe - AL com um monumento no trevo da entrada de sua cidade natal.
Foi eleito como imortal da Academia Brasileira de Letras em 4 de maio de 1961, ocupando a cadeira 30, na sucessão de Antônio Austregésilo Rodrigues de Lima, recebido em 18 de dezembro de 1961 pelo acadêmico Rodrigo Otávio Filho.
*Perfil no sítio da Academia Brasileira de Letras


