João Pessoa
João Pessoa é um município brasileiro, capital do estado da Paraíba. Com população de mais de 830 mil habitantes no censo de 2022, a capital paraibana é o município mais populoso de seu estado, o sétimo da Região Nordeste e o 20º do Brasil. A Região Metropolitana de João Pessoa, formada pela capital e mais onze municípios, tinha uma população de aproximadamente 1,4 milhão de pessoas.
Sua denominação atual, "João Pessoa", é uma homenagem ao político paraibano João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, assassinado em 1930 na cidade do Recife, quando era presidente do estado (na época, denominação para o cargo de governador) e concorria, como candidato a vice-presidente da República, na chapa de Getúlio Vargas. O fato causou grande comoção popular, sendo o estopim da Revolução de 1930, embora se discuta se realmente houve motivação política no ato, que foi executado por João Duarte Dantas, advogado cujo escritório fora invadido por tropas governamentais, tendo sido suas cartas à professora Anayde Beiriz trazidas a público. Acrescenta-se ainda que não há consenso sobre as virtudes de João Pessoa e de gestor público as quais confeririam o mérito ao ex-presidente da Paraíba para tal homenagem. Por um lado, durante seu período como presidente da Paraíba, João Pessoa foi um combatente do cangaço e das oligarquias locais, embora ele mesmo proviesse de família de oligarcas, e se contrapunha a interesses de grupos tradicionais. Em contrapartida, alega-se que a mudança de nome da cidade, assim como a alteração da bandeira estadual em 1930, foi realizada em um momento de comoção e de instabilidade social.
Em 1980, João Pessoa já possuía uma população de 329 942 habitantes, contra 221 546 em 1970, consolidando o crescimento urbano e populacional das últimas décadas. Ainda em 1980, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (IPHAEP) tombou vários monumentos e lugares históricos da cidade e, em 1982, definiu os limites do Centro Histórico, que abrangiam uma área de 117 hectares. Em abril daquele mesmo ano, João Pessoa ganha o Espaço Cultural José Lins do Rego, onde antes funcionara a primeira sede do Aeroclube da Paraíba e, em junho de 1983, é inaugurado o Conjunto Habitacional Tarcísio de Miranda Burity, que deu origem ao bairro de Mangabeira, cujo nome veio em decorrência da grande quantidade de pés de mangaba que existia na área. No ano seguinte seria a vez do Parque Residencial Valentina de Figueiredo, atual bairro do Valentina, fazendo o crescimento da cidade ultrapassar definitivamente os limites do rio Cuiá. O nome é uma referência a Valentina Silva de Oliveira Figueiredo, mãe do presidente brasileiro na época, João Figueiredo, tendo este participado da inauguração do novo conjunto. Até o final dos anos 1980 também surgem os conjuntos habitacionais de Gramame, do Grotão e dos Funcionários (I e II).
Antecedentes, fundação e primeiros anos
Em 1534, o rei português D. João III divide a colônia em capitanias hereditárias, sendo a Paraíba subordinada à Capitania de Itamaracá, desde o rio Guaju até o rio Goiana. A Capitania da Paraíba foi criada somente em 1574, após o ataque de Tracunhaém, um engenho da capitania de Itamaracá. A nova capitania, porém, só seria ocupada onze anos depois após cinco expedições que tinham o objetivo de conquistá-la, sendo as quatro primeiras terminadas em fracasso. A fim de repelir os invasores, em 1 de maio de 1584, em terras do atual distrito de Forte Velho, em Santa Rita, foi erguido o Forte de São Filipe na margem esquerda do Rio Paraíba, habitado pelos índios potiguaras. O forte, porém, sofreu ataques constantes de corsários franceses e dos potiguaras e foi abandonado menos de um ano depois, sendo incendiado em junho de 1585. Antes, em fevereiro daquele ano, chegaram à Paraíba os tabajaras, chefiados por Piragibe, instalando-se na margem esquerda do rio. Inicialmente aliados, os tabajaras logo se tornaram rivais dos potiguaras e entraram em conflito com estes e também com os colonizadores portugueses.
Da ocupação holandesa ao século XVIII
A primeira tentativa holandesa de conquistar a Capitania da Paraíba ocorreu em dezembro de 1631, entre os dias 5 e 10, terminando em fracasso. A fim de evitar novas invasões e garantir a segurança da capitania, foram erguidos dois fortes, Santo Antônio e Restinga. Uma nova tentativa ocorreria somente em fevereiro de 1634, novamente sem êxito. Somente na terceira tentativa, em 24 de dezembro de 1634, os holandeses conseguiram entrar sem qualquer resistência, levando a população local a migrar para áreas rurais e abandonar a cidade, que passa a se chamar Frederica, Frederikstad no idioma holandês, uma referência a Frederico Henrique, príncipe de Orange.
Século XIX
No dia 7 de setembro de 1822, o Brasil se tornava politicamente independente de Portugal e a Paraíba se tornaria uma província do Império do Brasil, tendo a Cidade da Parahyba como sua capital que, na época, possuía uma população de cerca de três mil habitantes. Naquele ano chegou à cidade o primeiro serviço de iluminação pública, constituído por vinte lampiões alimentados com azeite de mamona. Em 1828, a capital já possuía 5 816 moradores e um total de 2 119 domicílios, a maior parte de palha ou taipa. Já no ano seguinte, a iluminação pública é reforçada e a Cidade da Parahyba passa a ter cinquenta lampiões. Em 24 de março de 1836, no primeiro andar da Assembleia Provincial, é fundado o Lyceu Paraibano, que teve seu primeiro estatuto aprovado em 19 de abril de 1837.
Primeiras décadas do século XX
No censo de 1900, a população do município chegava a 28 793 habitantes, um crescimento de mais de 50% em relação ao censo anterior, de 1890, quando possuía 18 645 pessoas. Ainda assim, o município mais populoso do estado era Guarabira, que já possuía 40 052 habitantes, seguido por Campina Grande (38 303). Àquela época, a zona urbana se restringia à área compreendida entre o rio Sanhauá e lagoa dos Irerês. Em 1906, durante a gestão do presidente do estado (denominação dos atuais governadores) Walfredo Leal, com o início da construção da ferrovia de Tambaú, surge a primeira conexão entre o centro da cidade e o litoral, concluída somente em 1911 no governo do seu sucessor, João Machado.
Da mudança de nome aos anos 1950
Em 26 de julho de 1930, João Pessoa fora assassinado na Confeitaria Glória na Rua Nova, em Recife, por João Duarte Dantas, seu adversário e desafeto político. O episódio gerou grande repercussão nacional e se tornou um dos estopins da Revolução de 1930, no qual a Paraíba liderou com Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Seu corpo foi embalsamado ainda em Recife e transportado por via férrea para a capital paraibana, onde chegou no dia 27 e seguiu para a Catedral de Nossa Senhora das Neves. Lá, foi velado até o dia 1º de agosto, quando foi transportado ao porto de Cabedelo para ser sepultado no Rio de Janeiro, fato que ocorreu no dia 7 de agosto. Em 1º de setembro de 1930, durante sessão ordinária da Assembleia Legislativa da Paraíba no Teatro Santa Rosa, foi apresentado um projeto de lei que alterava o nome da capital de Parahyba do Norte para João Pessoa. Tal projeto, votado e aprovado em dois turnos, foi sancionado no dia 4 de setembro seguinte pelo presidente da Paraíba, Álvaro Pereira de Carvalho, tornando-se a lei estadual nº 700. Ainda em homenagem a João Pessoa, a Praça Comendador Felizardo foi logo rebatizada para Praça Presidente João Pessoa e, em seu centro, foi construído o monumento "O Altar da Pátria", inaugurado em 8 de setembro de 1933 com a presença do presidente da República, Getúlio Vargas.
Anos 1960 e 1970
Em 1961, João Pessoa perderia o distrito de Pitimbu, elevado à categoria de município e, em 1963, seria a vez da Vila do Conde, atual município do Conde. Ainda em 1963, é criado o distrito industrial de João Pessoa e, a partir de 1965, começa a ser construído o câmpus da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), estimulando o crescimento na cidade nas direções sul e sudeste. Próximo ao câmpus, a partir de 1969, surgiriam três conjuntos habitacionais, que deram origem ao atual bairro do Castelo Branco. Outros dois fatores que impulsionaram o crescimento de João Pessoa na época foram o prolongamento da Avenida Pedro II e a abertura da atual Avenida Cruz das Armas.
A área territorial de João Pessoa é de 210,044 km², equivalente a 0,372% do território da Paraíba. Banhado a leste pelo Oceano Atlântico, João Pessoa possui 23,89 km de litoral, tendo como limites: Cabedelo a norte, Conde a sul, Bayeux e Santa Rita a oeste. Pertence às regiões imediata e intermediária de João Pessoa, de acordo com a divisão regional vigente desde 2017; antes, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de João Pessoa, que por sua vez estava incluída na mesorregião da Mata Paraibana. O relevo local é tabular, predominantemente plano a suave ondulado, apresentando baixas declividades e inserido nos tabuleiros litorâneos, constituídos tanto pelas planícies fluviomarinhas, que acompanham todo o litoral do Nordeste, quanto pelos planaltos costeiros. Geologicamente, parte do território pessoense está situado em área de abrangência de rochas dos grupos Barreiras e Gramame, sendo o restante constituído por sedimentos fluviomarinhos quaternários. O ponto mais alto do município está localizado no vale do rio Mumbaba, a uma altitude máxima de 74 metros. O solo predominante é o argissolo, havendo também áreas de neossolos nos vales dos rios e parte da costa; organossolos nas áreas de manguezais e, no limite com o município de Conde, espodossolos.
Clima
O clima de João Pessoa é o tropical úmido, do tipo As' na classificação climática de Köppen-Geiger, com índice pluviométrico anual superior a 1 800 milímetros (mm). Apesar disso, chuvas com raios e trovoadas são pouco comuns. De acordo com o Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (ELAT/INPE), o município apresenta uma densidade de descargas de 0,184 raios/km²/ano, estando na 199ª posição a nível estadual (dentre 223 municípios) e na 5 421ª a nível nacional (de 5 570). Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1931 a menor temperatura registrada em João Pessoa ocorreu em 1º de julho de 1936, com mínima de 16,2 °C, enquanto a maior foi registrada em 6 de janeiro de 2024, com máxima de 34,9 °C. O maior acumulado de precipitação registrado em 24 horas atingiu 194 mm em 18 de junho de 1986, seguido por 191 mm em 11 de agosto de 1970, 190,2 mm em 14 de junho de 2019, 189,6 mm em 4 de setembro de 2013 e, mais recentemente, 189 mm em 14 de maio de 2021. Em junho de 1951 o total mensal chegou a 925,1 mm, o maior da série histórica.
João Pessoa é o município mais populoso da Paraíba, o sétimo do Nordeste e o vigésimo do Brasil. Entre os censos de 2010 e 2022, o município registrou o maior crescimento do Nordeste e o décimo do país em números absolutos, com a população saltando de 723 515 pessoas em 2010 (24ª posição a nível nacional) para 833 932 habitantes em 2022, apresentando um crescimento de 15,26% durante o período e uma taxa de crescimento geométrico anual de 1,19%. A densidade demográfica, em 2022, era de 3 970,27 hab./km², com uma média de 2,8 habitantes por domicílio e uma razão de sexo de 87,45, a menor dentre os municípios da Paraíba. De acordo com a pesquisa de autodeclaração do último censo, pouco mais da metade dos habitantes (50,62%) eram pardos e quase dois quintos eram brancos (39,74%), havendo também pretos (9,19%), indígenas (0,31%) e amarelos (0,14%). A idade mediana da população é de 35 anos, sendo maior em pretos (37 anos) e menor em indígenas (34 anos). Ainda segundo o mesmo censo, 55,42% dos habitantes acima dos dez anos eram católicos, 29,08% evangélicos, 1,42% espíritas, 0,55% umbandistas e candomblecistas e 0,03% seguiam religiões tradições indígenas. Outros 8,07% não tinham religião, 0,03% não souberam sua preferência religiosa e 0,06% não declararam. Outras denominações, 5,34%.
A administração do município é feita a partir dos poderes executivo, representado pelo prefeito e seus secretários, e legislativo, constituído pela câmara de vereadores. A sede do executivo local, antes na Agência Central dos Correios e Telégrafos, funciona hoje no Centro Administrativo Municipal, no bairro de Água Fria. A sede do legislativo pessoense é a Casa Napoleão Laureano, no Centro Histórico, composta por 27 vereadores, eleitos para mandatos de quatro anos. A principal função do legislativo é a elaboração das leis, ao lado de exercer outras tarefas constitucionais, como a apresentação pública de assuntos de interesse dos cidadãos, o debate sobre reivindicações de modo a agregá-las sob o interesse geral e a fiscalização política dos atos do Poder Executivo. Por ser a capital do estado da Paraíba, em João Pessoa se localizam as sedes do executivo (Palácio dos Despachos), legislativo (Assembleia Legislativa) e judiciário (Tribunal de Justiça da Paraíba) estaduais, a primeira localizada na Praça Pedro Américo as duas últimas ao redor da Praça João Pessoa. A cidade abriga, ainda, a sede do Ministério Público do Estado da Paraíba, da 13ª Região do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
Relações internacionais e cidades-irmãs
João Pessoa possui consulados da Espanha, de Portugal e da Itália. Dentre as cidades-irmãs está Ushuaia, na Argentina, que até 2019 era a cidade mais austral do planeta Terra. Outras cidades-irmãs de João Pessoa são Hartford, Boca Raton, Pompano Beach e Ovar, sendo esta última em Portugal e as outras três nos Estados Unidos.
Os bairros oficiais de João Pessoa, definidos por lei municipal de 1998, são: Até 2003 existia o bairro Jardim das Acácias, extinto e incorporado em parte ao Róger e o restante a Tambiá. As zonas de expansão da cidade, informalmente consideradas como bairros pela população, são: Barra de Gramame, Costa do Sol, Gramame, Mata do Buraquinho, Mumbaba e Mussuré. Outras áreas tidas como bairros, também não oficiais, são o Bairro dos Novais (pertence ao bairro do Oitizeiro) Jardim Esther (Mandacaru), Jardim Luna (Brisamar) e Jardim Planalto (Oitizeiro).
O PIB de João Pessoa atingiu R$ 28,4 bilhões em 2023, consolidando-se como a maior economia da Paraíba, respondendo sozinho por 29,3% do PIB estadual, e a oitava maior do Nordeste, estando na 49ª posição no ranking nacional, dos quais pouco mais de três quintos (60,1%) são provenientes do setor de serviços, em seguida vêm os gastos da administração pública (22,5%), além da indústria (17,2%) e da agropecuária (0,2%). O PIB per capita de João Pessoa, no mesmo ano, era de R$ 34,1 mil. Em 2025, de acordo com o SEBRAE, havia 133 749 empresas ativas, das quais a maior parte era representada pelo comércio varejista (16,8%), seguido pelos setores de alimentação (6,39%) e de educação (5,44%). Em 2024, 218 319 pessoas estavam empregadas, sendo que os setores que mais empregavam eram o comércio varejista (15,2%), construção de edifícios (11,4%) e de escriturários, assistentes e auxiliares administrativos (7,3%).
Os serviços de abastecimento de água e tratamento de esgotos de João Pessoa são de responsabilidade da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (CAGEPA), enquanto a responsável pelo fornecimento de eletricidade é a Energisa, antiga Sociedade Anônima de Eletrificação da Paraíba (SAELPA), cuja voltagem nominal da rede elétrica é de 220 volts. O código de discagem direta a distância local é 083 e o Código de Endereçamento Postal (CEP) varia na faixa de 58000-001 a 58099-999. O município é coberto pelas operadoras de telefonia Claro, TIM e Vivo. João Pessoa foi a primeira capital do Nordeste a operacionalizar a tecnologia 5G, com o sinal ativado em 29 de julho de 2022, atingindo todos os bairros da cidade em dezembro de 2024.
Saúde
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de João Pessoa é o órgão diretamente ligado à prefeitura responsável por organizar, planejar e executar ações e serviços de saúde, além de formular políticas, programas e projetos voltados para a promoção de uma assistência de qualidade aos usuários, especialmente os do Sistema Único de Saúde (SUS). Por sua vez, o Conselho Municipal de Saúde é o órgão colegiado composto por representantes do governo, da sociedade civil e de entidades prestadoras de serviços de saúde, tendo entre suas atribuições a formulação da Política Municipal de Saúde e o planejamento e fiscalização da aplicação dos recursos destinados à saúde.
Educação
A Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SEEC) é o órgão da administração direta responsável pela organização, coordenação e execução das políticas educacionais do município de João Pessoa, integrando o Sistema Municipal de Ensino criado pela lei municipal nº 8 996/1999. Atua, em articulação com os governos estadual e federal, na gestão da educação infantil, ensino fundamental, educação de jovens e adultos, educação especial, profissional e a distância, além da administração das escolas da rede municipal. Além da SEEC há o Conselho Municipal de Educação, órgão normativo e deliberativo no âmbito do sistema municipal de educação e composto tanto por representantes do Poder Público quanto da sociedade civil. Tal como a saúde, a educação é reconhecida como um direito fundamental de todos os cidadãos e um dever do Poder Público, conforme estabelecem a Constituição Federal e a lei orgânica de João Pessoa, que determina um investimento mínimo de 25% da receita resultante de impostos e das transferências recebidas do estado e da União na educação.
Transportes
A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (SEMOB-JP) é o órgão da administração municipal responsável pela gestão do trânsito, transporte público e mobilidade urbana da cidade. Vinculada ao gabinete do prefeito, a instituição atua na fiscalização viária, organização do tráfego, implantação de sinalização, educação para o trânsito e planejamento da circulação urbana. Também coordena operações de monitoramento, aplicação de multas e ações de segurança viária em eventos e grandes corredores da cidade. A SEMOB desempenha papel central na política de mobilidade urbana do município, buscando melhorar a fluidez do trânsito e a integração entre diferentes meios de transporte. Foi criada em 1998 como Superintendência de Transportes e Trânsito de João Pessoa (STTrans), adquirindo sua denominação atual em 2011.
Segurança pública e criminalidade
A provisão de segurança pública de João Pessoa é dada por diversos organismos. A Polícia Militar, uma força estadual, é a responsável pelo policiamento ostensivo e preventivo das cidades, além de realizar ações de integração social. Já a Polícia Civil tem o objetivo de apurar as ocorrências de crimes e infrações e solucionar conflitos. No município se encontra a Delegacia Geral de Polícia Civil do estado, além das delegacias descentralizadas e das unidades de atendimentos específicos (por exemplo, as delegacias da Infância e Juventude, da Mulher, de Crimes Contra o Idoso e de Crimes Contra o Meio Ambiente). A Guarda Civil Metropolitana, subordinada à prefeitura, é a responsável pelo patrulhamento preventivo em logradouros e instalações públicas, ações de conscientização ambiental e autuações quando necessário. A Defesa Civil, por sua vez, também é operada pela administração municipal e realiza ações de prevenção, preparo, resposta e reconstrução diante de situações anormais. Já o Corpo de Bombeiros atua em prol da proteção da vida, do patrimônio e do meio ambiente e tem o seu Quartel Geral e o 1º Batalhão instalados na cidade. Além disso, o município sedia a Superintendência Regional de Polícia Federal na Paraíba.
A Fundação Cultural de João Pessoa (FUNJOPE), vinculada à SEEC, é o órgão da prefeitura de João Pessoa responsável por promover, incentivar e coordenar políticas públicas de cultura e artes na capital paraibana.
Artesanato
O artesanato no município é frequentemente associado ao turismo, sendo comum que seja comercializado em feirinhas e mercados próprios para o consumo desse tipo de produção, mas também próximo aos atrativos turísticos. Em outubro de 2017 João Pessoa recebeu o título de Cidade Criativa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) como resultado da produção artesanal e das artes populares locais, que resguardam um valor histórico e tradicional, ao mesmo tempo de terem uma contribuição significativa no giro de capital local. Tal reconhecimento teve grande contribuição e influência do projeto Sereias da Penha, que transformam matéria-prima local, notadamente escamas e couro de peixe, em biojoias. Em 2025, o grupo foi reconhecido como patrimônio cultural imaterial de João Pessoa por sua relevância social, cultural e ambiental. Contudo, outros materiais usados na produção artesanal local envolvem elementos como vidro, cerâmica, pedra, macramê, renda e crochê. Os produtos finais variam desde itens utilitários, como vassouras, luminárias e roupas, até lembranças e decorações.
Turismo e patrimônio cultural
A capital paraibana é considerada porta de entrada para o turismo no estado. Tendo como principal cartão-postal o Parque Sólon de Lucena, no Centro, João Pessoa possui mais de vinte quilômetros de praias, dentre as quais destacam-se Tambaú, a mais movimentada e onde se localizam o busto de Tamandaré e o Picãozinho; Cabo Branco; Manaíra e Bessa, conhecida como Caribessa. Também se destaca a praia do Seixas, onde se localizam o ponto mais oriental das Américas, a Ponta do Seixas, e as piscinas naturais. Na praia da Penha está o Santuário de Nossa Senhora da Penha, fundado no século XVIII e tombado pelo IPHAEP. Outras praias de João Pessoa são Jacarapé, do Sol, Arraial e Barra de Gramame, esta última na foz do rio Gramame.
Principais eventos
Eventos culturais acontecem durante todo o ano em João Pessoa, o que contribui com a circulação de turistas no município e o respectivo giro de capital, independentemente da alta ou baixa temporada turística, que é associada aos meses de férias (janeiro, fevereiro e julho). Muitos dos eventos abordam em sua programação tradições locais, como os grupos folclóricos e de dança, a música e o artesanato. Contudo, a exploração do turismo cultural de eventos também está associada à massificação da cultura, a partir do momento que as manifestações culturais locais são adaptadas para agradar à demanda dos visitantes. Nesse sentido, há de se ressaltar manipulações de cores, ritmo das danças e das músicas de apresentações tradicionais a fim de conferir uma conformação melhor ao frequentador de fora.
Esportes
O maior e mais importante estádio da cidade é o Estádio José Américo de Almeida Filho (Almeidão), localizado no bairro do Cristo Redentor, sendo a casa do Botafogo Futebol Clube e do Auto Esporte Clube. Outros estádios importantes são o Estádio Leonardo Vinagre da Silveira (Estádio da Graça) em Cruz das Armas, Estádio Evandro Lélis (Mangabeirão) em Mangabeira, e o Centro de Treinamento Ivan Tomaz (Tomazão) no Valentina Figueredo. Há ainda um campo de futebol na Vila Olímpica Parahyba, no local do antigo Estádio Olímpico José Américo de Almeida. A cidade de João Pessoa realiza anualmente o Paraíba World Beach Games, que reúne mais de 14 modalidades ao ar livre em 70 dias de programação. O evento tem atrações como: o Mundial de Vôlei de Praia, etapa paraibana do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, Circuito Brasileiro de Handebol de Areia, Beach Wrestling na Arena, Rei e Rainha do Mar e a Copa Nordeste de Beach Soccer.


