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Pijama cirúrgico

O pijama cirúrgico, conhecido também como roupa privativa, roupa de bloco ou pelo termo inglês scrub, é o conjunto de blusa e calça que médicos, enfermeiros, instrumentadores e demais membros da equipe de saúde vestem nos centros cirúrgicos, UTIs, salas de parto e outras áreas restritas dos hospitais.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Origem e cores

Até o começo do século XX, cirurgiões operavam com a própria roupa do dia ou com um avental jogado por cima do terno. Não havia preocupação real com assepsia. A ideia de uma vestimenta específica para o ato cirúrgico só ganhou força depois que os trabalhos de Joseph Lister sobre antissepsia e de Ignaz Semmelweis sobre higiene das mãos se popularizaram nos hospitais. No início, a peça era branca, numa associação direta com a ideia de pureza. A partir dos anos 1950, hospitais norte-americanos começaram a trocar o branco pelo verde e, mais tarde, pelo azul. A mudança tinha um motivo prático: reduzir a fadiga visual e o efeito de pós-imagem provocado pelo contraste do vermelho do sangue em cirurgias longas. Não existe lei federal brasileira que obrigue uma cor específica, mas o que se vê na maioria dos hospitais são tons frios — verde-cirúrgico, azul-petróleo, azul-claro. Algumas instituições vão além e criam códigos próprios em que cada cor identifica uma função ou um setor, prática mencionada no Manual de Processamento de Roupas de Serviços de Saúde da ANVISA.

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Tecidos e higienização

No Brasil, os pijamas cirúrgicos seguem a norma ABNT NBR 16064, que define exigências de gramatura, resistência, conforto térmico e capacidade de suportar ciclos repetidos de lavagem industrial e esterilização sem se deteriorar rápido demais. Na prática, os tecidos mais comuns são o brim leve de algodão, a mistura de poliéster com algodão (PA) e, em centros de alta complexidade, microfibras com tratamento antimicrobiano. A peça é, ao mesmo tempo, equipamento de proteção e item de rouparia hospitalar. A RDC nº 15/2012 da ANVISA determina que a lavagem ocorra em [[lavanderia hospitalar]] com áreas suja e limpa fisicamente separadas, temperatura mínima de lavagem controlada e secagem em calor capaz de reduzir a carga microbiana. Já a NR-32 do Ministério do Trabalho é direta: o trabalhador não pode levar o pijama cirúrgico para casa nem lavá-lo por conta própria. A higienização é obrigação do empregador.

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Uso fora do hospital

Circular de pijama cirúrgico pelo refeitório, pelo estacionamento ou pela rua ainda divide opiniões entre os profissionais de controle de infecção hospitalar. Estudos brasileiros, como os publicados na Revista da Escola de Enfermagem da USP, mostram que existe risco de transporte de microrganismos multirresistentes para fora do hospital. A evidência de que isso de fato cause transmissão na comunidade, no entanto, ainda é considerada limitada.

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