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Baluarte Velho do Funchal

O chamado Baluarte Velho do Funchal localizava-se no centro histórico da cidade do Funchal, na ilha da Madeira, Região Autónoma da Madeira.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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História

Antecedentes

A fortificação das ilhas atlânticas portuguesas foi tardia, se comparada com a do Norte de África, e obedeceu às alterações do cenário geoestratégico no Atlântico Norte no século XVI, com o ingresso de novos atores além das Coroas de Portugal e da Espanha. Desde o início da colonização da Madeira, as sedes das duas principais capitanias – Funchal e Machico –, constituíram-se em importantes centros de comércio e navegação, predominando a primeira pela excelência do seu porto. Por essa razão, o segundo capitão do donatário do Funchal, João Gonçalves da Câmara (1467-1501), sucessor do primeiro donatário, seu pai (1450-1467), João Gonçalves da Câmara, ciente dos riscos e prejuízos incorridos em alto mar pelas embarcações portuguesas, e temendo qualquer assalto à povoação florescente, solicitou à Infanta D. Beatriz, tutora de seu filho D. Diogo e administradora do mestrado da Ordem de Cristo, que se fizesse uma fortaleza para defesa do porto. A Infanta, entretanto, pretextando as muitas despesas havidas, foi adiando a obra.

O baluarte velho

Apenas em 1513, à época do terceiro Capitão-donatário, Simão Gonçalves da Câmara, o Magnífico (1501-1530), é que se iniciaram os trabalhos de fortificação, com as obras do "mestre das obras reais", João de Cáceres. Embora uma historiografia tradicional admita que essas obras tiveram início imediato - o que supostamente seria corroborado pela existência de um monumental brasão de armas em cantaria regional de grande dimensão, aposto sobre o torreão da atual Fortaleza-Palácio de São Lourenço a Sudeste (possívelmente posterior, uma vez que D. João III também utilizou as mesmas armas) -, a sua conclusão só viria a ocorrer no reinado de João III de Portugal (1521-1557).

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Características

A fortificação constava de uma torre de planta semi-oval, ostentando as Armas Reais, articulada com uma muralha que corria sobre o chamado "Altinho das Fontes" de João Dinis, que envolvia as casas do capitão. Ao lado das fontes de João Dinis, erguia-se um torreão-cisterna que, flanqueando a muralha, protegia a aguada das embarcações e da população na praia do Funchal. Estava artilhada com um potente conjunto de peças de bronze pelo lado voltado para o mar, remetidas de Lisboa ainda em 1529. Pelo lado de terra, a defesa constituía-se apenas de um muro de terra apiloada que, de acordo com o cronista Gaspar Frutuoso, não tinha mais do que doze palmos de terra.

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Fontes consultadas

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