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Band

Band é uma rede de televisão comercial aberta brasileira, pertencente ao Grupo Bandeirantes. Entrou no ar no dia 13 de maio de 1967 pelo canal 13 VHF. Seu fundador foi João Jorge Saad, que contou com a ajuda do sogro, o político Ademar de Barros, antigo proprietário da Rádio Bandeirantes. Atualmente, a emissora é presidida por Johnny Saad, filho do fundador. É a quarta maior rede de televisão do país em audiência e faturamento. Seu sinal é distribuído para todo o Brasil por meio das suas emissoras próprias ou afiliadas, televisão por assinatura e no exterior pela Band Internacional.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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História

Antecedentes

Em 1945, em São Paulo, João Jorge Saad comprou a Rádio Bandeirantes de seu sogro Ademar de Barros, que o então governador de São Paulo havia comprado de seu proprietário anterior, Paulo Machado de Carvalho, dono da Rádio Record e das Emissoras Unidas. Ainda na gestão do presidente Getúlio Vargas, João Saad conseguiu a concessão de um canal de televisão na capital paulista, na década de 1950. Durante o governo Juscelino Kubitschek, a concessão chegou a ser cancelada e entregue a outro empresário. Mas Saad conseguiu, já na época do governo João Goulart, recuperar a TV. No Morumbi, em 1961, iniciaram as obras do Edifício Radiantes – um prédio especialmente construído com a finalidade de abrigar a mais moderna televisão da América Latina, e mais tarde apelidado pelos funcionários de "palácio encantado". O prédio da emissora, primeiro no país a ser concebido para receber uma TV, levou cerca de cinco anos para ser construído. Saad adiou várias vezes o início das operações: "Não era ainda o tempo... Inaugurei a estação só em 67, fincada numa base sólida", disse. Com torre de transmissão no Pico do Jaraguá, em fevereiro de 1967 entraram no ar as imagens experimentais, com slides, filmes e documentários.

1967 a 1969

A TV Bandeirantes entrou no ar pela primeira vez no dia 13 de maio de 1967, com um discurso de seu fundador, João Jorge Saad, seguido por um show dos cantores Agostinho dos Santos e Cláudia, que abriram as transmissões. Estavam presentes o presidente Costa e Silva, o governador de São Paulo Abreu Sodré, o prefeito da cidade de São Paulo Faria Lima, além de ministros e secretários de Estado. Na frente da sede da emissora foram montados um parque infantil e um circo gratuito para famílias de menor poder aquisitivo. Durante dois dias houve gincanas e brincadeiras, com distribuição de brindes comemorativos e foram sorteadas 5 casas para mães pobres.

Década de 1970

Em 1970, a emissora transmitiu a Copa do Mundo FIFA de 1970, a primeira competição transmitida ao vivo no Brasil. A emissora participou de um pool de transmissão organizado pelo Governo Federal, do qual também participaram as redes Globo, Tupi e a REI. A primeira transmissão em cores da emissora foi em 1972 com a exibição da Festa da Uva de Caxias do Sul, RS. A Bandeirantes participou do grupo de emissoras que exibiram o evento, de imagens geradas pela TV Difusora, de Porto Alegre, que foi comprada em 30 de junho de 1980 pelo Grupo Bandeirantes, transformando-a na atual Band RS. Como a emissora ainda operava em meio as perdas causadas pelo incêndio de 1969, a transmissão foi feita graças a equipamentos trazidos da Alemanha. Ainda em 1972, a Band tornou-se a primeira emissora do Brasil a produzir toda a sua programação em cores. Foi lançado para a ocasião o slogan "Bandeirantes: a imagem colorida de São Paulo".

Década de 1990

A partir da década de 1990, a Bandeirantes passou a adotar uma programação mais voltada ao mundo esportivo, criando a Faixa Nobre do Esporte (todos os dias a partir das 20h30), além da Faixa Especial do Esporte, com duração de alguns minutos, exibida nos fins de tarde da programação. Aos domingos, dedicava-os inteiramente às transmissões esportivas, com o Show do Esporte. Depois de 12 anos, a Bandeirantes voltou a transmitir a Copa do Mundo diretamente da Itália. Em 30 de abril de 1994, o programa Clube do Bolinha deixa às tardes de sábado da emissora após 20 anos no ar. Em junho, a Rede Bandeirantes transmitiu sua quarta Copa do Mundo FIFA. Entre os meses de agosto, setembro, outubro e novembro, a Band transmitiu ao vivo para todo o país o debate com os candidatos a Presidência da República pelas eleições de 1994, ganhando destaque pela sua cobertura, onde deixou de apresentar sua programação em favor de mesas-redondas, entrevistas, análises, reportagens especiais e flashes ao vivo. Em 1995, a Band torna-se pioneira ao exibir no canto da tela durante sua programação aquela que seria a primeira marca d'água da TV brasileira, o que influenciou as emissoras concorrentes a também fixar suas logomarcas no canto do vídeo durante suas atrações.[carece de fontes?]

Século XXI

Em 14 de janeiro de 2000, com a transmissão da final da Copa do Mundo de Clubes, direto do Maracanã, entre Vasco e Corinthians, a emissora consegue a maior audiência de sua história até a data: 53 pontos e a liderança absoluta do Ibope. No mesmo ano, se valendo da parceria com a Traffic, a emissora adquire a Copa Libertadores da América. Em 20 de março, estreou o Esporte Agora, telejornal esportivo exibido de noite. Em agosto, estreia o Band Kids, com exibição de animes japoneses. Em setembro, transmite os Jogos Olímpicos 2000, em Sydney. A partir de 4 de junho de 2001, houve diversas renovações na programação da rede. Entre 2001 e 2005, foi ao ar o programa vespertino Melhor da Tarde, das 13h às 15h, apenas para a cidade de São Paulo, e das 15h às 16h30, em rede nacional. Logo em seguida, era a vez do Hora da Verdade, com Márcia Goldschmidt. No mesmo dia, o Dia Dia passa a ser apresentado por Olga Bongiovanni. A Band também tentou contratar a jornalista Lilian Witte Fibe. Em 28 de setembro de 2001, depois de permanecer por 15 anos apresentando o programa Flash, Amaury Jr. anuncia em nota à imprensa a sua saída da Band. Ele afirmou que sua saída era devido a divergências com o departamento comercial da emissora e de discordância do horário de exibição do programa. No mês seguinte, é contratado pela Rede Record, onde reestreou o Flash em 19 de novembro. No entanto, a Band entrou na justiça contra Amaury impedindo que ele atue na "mídia televisiva" até o final de março de 2002, sob pena de multa diária de 15 salários mínimos. A Band também foi à Justiça contra a Record e Amaury pelo uso do nome Flash. Em 16 de outubro, é selado o fim da parceria da Band com a Traffic para cuidar do departamento esportivo. Os motivos seriam dívidas com a empresa e menos compra de eventos esportivos. A emissora ficou com parte da equipe, para lançar um novo canal esportivo em 2002, o BandSports, enquanto outra parte foi para a RecordTV. Em 3 de dezembro deste mesmo ano, estreou o novo Brasil Urgente, sob a apresentação de Roberto Cabrini, e a versão reformulada do Jornal da Noite, com Maria Cristina Poli no comando, quando foi inaugurado a então "Central de Jornalismo" do Grupo Bandeirantes, hoje newsroom exclusiva da Band; e o talk show Raio-X, de Salomão Schvartzman, antes exibido pelo Canal 21. Em 2003, Roberto Cabrini foi substituído por José Luiz Datena, que havia sido recentemente contratado da Rede Record, onde apresentava o Cidade Alerta.

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Programas

Telenovelas nacionais

Entre 1967 e 1970 a emissora exibiu sete telenovelas de forma contínua: Os Miseráveis, A Moça do Sobrado Grande, Ricardinho: Sou Criança, Quero Viver, Nunca É Tarde Demais, Era Preciso Voltar, O Bolha e As Asas São para Voar, seguida por outra fase, entre 1979 e 1983, com a exibição de mais 19 telenovelas de forma contínua: Cara a Cara, O Todo Poderoso, Pé de Vento, A Deusa Vencida, Cavalo Amarelo, Um Homem muito Especial, O Meu Pé de Laranja Lima, Dulcinéa Vai à Guerra, Rosa Baiana, Os Imigrantes (primeira fase e adaptação posterior), Os Adolescentes, Ninho da Serpente, A Filha do Silêncio, Renúncia, Campeão, Sabor de Mel, Braço de Ferro e Maçã do Amor, tendo retomado a produção de obras de teledramaturgia em duas oportunidades posteriores, na década de 1990 e na década de 2000.

Telenovelas internacionais

Ao longo do tempo, a Band também apresentou tramas de outros países, como Abigaíl, Desencontros, María Celeste, Traição, Caminhos do Amor, Sombras do Passado, Belas e Intrépidas, Morangos com Açúcar, Olhos de Água, Isa TKM, Isa TK+, Quase Anjos, Violetta, Rosário Tijeras, Mil e Uma Noites, Fatmagul - A Força do Amor,Sila: Prisioneira do Amor, Ezel, Amor Proibido, Senhor dos Céus, Asas do Amor, Minha Vida, Ouro Verde, e Nazaré.

Séries e minisséries

Desde a sua fundação, em 1967, a Band já apresentou mais de 20 séries e minisséries. As minisséries produzidas e apresentadas pela Band foram todas da década de 1980: Carne de Sol, Chapadão do Bugre, O Cometa, Colônia Cecília e Capitães da Areia. Os seriados foram: Além, Muito Além do Além, Sítio do Picapau Amarelo, Dona Santa, Casa de Irene, Casal 80, Bronco, Contos de Natal, O Santo de Casa, A Guerra dos Pintos, As Aventuras de Tiazinha e Os Anjos do Sexo. Nos últimos anos[quando?], várias delas foram coproduções com outras emissoras, tais como: NHK, com Haru e Natsu: As cartas que não chegaram e trabalhos de produtoras, tais como Tô Frito, Descolados, Julie e os Fantasmas e Terminadores.

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Controvérsias

Processo por formação de cartel

Em 2010, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) acusou a Band de formar cartel junto à Rede Globo para negociação de compra dos jogos do Campeonato Brasileiro de Futebol. O processo foi extinto após a Rede Globo fazer um acordo.

Acusação de viés político

Escrevendo para o The Intercept Brasil, João Filho questionou o viés político após o aumento da entrada de dinheiro público na Band e outras emissoras nas quais os donos apareceram ao lado de Bolsonaro, ou tem apresentadores ligados a membros do governo, como é o caso da Band. Antes do atual governo, era gasto mais dinheiro com propaganda nas emissoras a partir da audiência das mesmas, mas o método foi cancelado sem motivo. Em 15 de janeiro de 2020, foi revelado pela Folha de S.Paulo que Fabio Wajngarten, chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SECOM), recebeu, através de uma empresa da qual é sócio, dinheiro de emissoras de TV e agências de publicidade que tem contrato com o governo de Jair Bolsonaro. Dentre elas, estão a Band e a Record. Tal fato entrou na análise do Repórteres Sem Fronteiras, que passou a reportar os ataques de Bolsonaro direcionados à imprensa.

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Fontes consultadas

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