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Baníuas

Os baníuas, banibas, baniwas, banivas ou walimanai (autodenominação) são um grupo indígena que habita a Colômbia e a Venezuela e o noroeste do estado brasileiro do Amazonas, mais precisamente, as Áreas Indígenas Alto Rio Negro, Cubate, Cuiari, Içana-Aiari, Içana-Rio Negro, Kuripaco, Médio Içana, Médio Rio Negro I, Médio Rio Negro II e Xié.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 04/07/2026
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Etimologia

O nome "baníua" é utilizado de forma genérica para definir os povos de fala arauaque que vivem no rio Içana e seus afluentes. Segundo Wright , que trabalhou com o povo Baníwa, essa não é uma autodesignação; eles se autodenominam, conforme suas fratrias, como Hohodene, Walipere-Dakenai e Dzauinai. No Içana meridional e no Içana central, são chamados Baniwa. Já na Colômbia e Alto Içana (Brasil), são conhecidos como Curipaco e falam um dialeto da língua baníua, mas não se consideram como um subgrupo do povo baníua. Na Venezuela, são conhecidos como Waakuenai, na região da bacia do Rio Negro, autodenominação que significa "os da nossa língua". Eles também utilizam a autodenominação waakurikuperi ("os que falam o mesmo idioma") . Todavia, em conversas com pessoas externas à comunidade, eles se referem a si próprios como "Baníwa". Provavelmente o termo é de origem nheengatu, mas nem mesmo os Baniwa sabem explicar como surgiu esse exônimo. É possível que esteja relacionado com a palavra "maniva".

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História

Os primeiros relatos sobre os Baniwas datam do século XVIII, mencionando uma aliança desse povo com os Caverre (um grupo Piapoco do rio Guaviare) para lutarem contra as expedições guerreiras de povos Karib, que estavam envolvidos no comércio de escravos com os espanhóis. Nesse mesmo século, segundo fontes portuguesas, havia alguns Baniwas capturados como escravos pelos Manaós na região do médio e alto rio Negro, e levados ao Forte da Barra do Rio Negro (atual cidade de Manaus). Aqueles que sobreviviam às incursões escravistas formavam novas aldeias e assistam à progressiva derrota dos povos vizinhos. É possível que os Baniwas tenham absorvido os renegados e sobreviventes de outros povos indígenas. Vários sobreviventes das guerras portuguesas contra os Manaós e os Mayapena, entre 1720 e 1730, buscaram refúgios nos afluentes setentrionais. Mesmo após a abolição oficial da escravidão indígena em 1755, a caça aos escravos continuava em muitas áreas da Amazônia.

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Vida Religiosa

A parte religiosa dos Baniwa baseia-se tradicionalmente nos grandes ciclos mitológicos e rituais relacionados ao culto dos ancestrais; aos rituais com as flautas e trombetas sagradas; ao xamanismo e práticas dos pajés, rezadores e donos de canto; e a uma rica variedade de rituais de dança, chamados pudali, associados aos ciclos sazonais e ao amadurecimento de frutas. Segundo Wright A utilização de substâncias psicoativas, mais especificamente o paricá e caapi, desempenham uma posição central tanto para a visão baníua da criação dos cosmos, quanto para as curas realizadas pelos xamãs, com a sua capacidade de "abrir", ou seja, "revelar" o escondido, o invisível, o encoberto no mundo.

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Fontes consultadas

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