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Banco Nacional Ultramarino

O Banco Nacional Ultramarino MHI (BNU) foi um banco português. Foi fundado em 1864 por António José de Seixas e Francisco de Oliveira Chamiço em resposta à necessidade de uma instituição de crédito que estabelecesse a ligação entre a metrópole e as colónias ultramarinas portuguesas. Durante o período de atividade, foi o banco emissor de moeda nas antigas colónias, tendo também exercido funções de banco de fomento e banco comercial em Portugal e nos países onde operava. Com a independência das colónias após a Revolução de 25 de abril de 1974, o banco foi nacionalizado e o ativo e o passivo das suas dependências coloniais foi transferido para os bancos nacionais desses países. Em 1988 passou a ter como acionista maioritário a Caixa Geral de Depósitos, na qual foi fundido em 2001.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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História

Antecedentes

O comércio realizado na época dos Descobrimentos está intimamente relacionado com a troca directa entre os produtos levados pelos marinheiros e as mercadorias adquiridas em troca, e que faziam falta em Portugal. O mesmo terá acontecido com outros países da Europa, tais como a Inglaterra, a Alemanha e a Holanda que desenvolveram comércio na costa ocidental da África. A troca directa entre mercadorias não foi a única prática ao nível do comércio colonial, na verdade ao longo dos tempos, o uso de vários tipos de moeda foi uma prática muito corrente. Ainda assim, não foi fácil precisar o processo de evolução das moedas utilizadas nestas trocas, pelo menos até à data da institucionalização dos primeiros estabelecimentos bancários na Guiné.

Fundação

O Banco Nacional Ultramarino foi um dos primeiros bancos fundados em Portugal, fundado por Francisco de Oliveira Chamiço em 1864, através de recursos financeiros privados. Surgido num período de grande expansão do setor bancário, este Banco tinha como objetivo agilizar as trocas comerciais entre Portugal e as várias colónias Ultramarinas. Uma das suas filiais com maior destaque a nível histórico foi a de Bolama, antiga capital da Guiné. Atingiu o seu auge na mesma época que completou 100 anos de existência. Após a saída do decreto-lei, que obrigava à sua nacionalização o BNU findou a maior parte das suas funções. Actualmente faz parte do grupo Caixa Geral de depósitos.

Atividade

Por detrás da criação deste banco, estava a preocupação de Portugal afirmar a sua soberania, sobre as colónias ultramarinas que, começavam já a ser cobiçadas por outros países europeus, dada a sua forte contribuição para o balanço económico entre os povos europeus e ultramarinos. Por volta de 1865, o BNU iniciou a sua emissão de notas em África, tendo sido criada a primeira dependência (provavelmente a mais antiga de todas as colónias) na cidade da Praia (Cabo Verde), despoletando a actividade comercial local. Ainda em 1865 foi fundada sucursal em Luanda, seguindo-se S. Tomé, Moçâmedes, Benguela, Goa, Mindelo (Cabo Verde), Quelimane, Ilha de Moçambique (a primeira em toda a África Oriental),Lourenço Marques e ainda a de Bolama em 1902. Numa primeira fase (1868) o Banco Nacional Ultramarino emitia uma nota diferente para cada colónia, mais tarde em 1909, de modo a uniformizar a “moeda de troca” passaram a emitir-se notas comuns para todas as colónias de África. Este processo ficou conhecido por Emissão Vasco da Gama. Foram emitidas notas no valor de 1.000, 2.500, 5.000, 10.000, 20.000 e 50.000 réis.

Nacionalização

A publicação de um decreto-lei (N.º 451), em 1974 ditou a nacionalização da entidade, determinando o fim da actividade do banco nas ex-colónias, que agora eram independentes, por falta de interessados em tomar posse da rede de filiais do BNU a nível internacional. Com a independência da Guiné-Bissau, em Março de 1980, o BNU cessou as suas funções e para preencher esta lacuna foi criado O Banco Nacional da Guiné-Bissau. Foi também definida uma nova moeda - peso guineano. Esta moeda viria a demonstrar-se instável, consequência da dívida externa do país, o que levaria à sua substituição pelo franco CFA, em 2 de Maio de 1997, data coincidente com a entrada da Guiné para União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA)3. Apesar desta moeda se manter até aos dias de hoje, outros bancos surgiram no sistema económico guineense.

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Fontes consultadas

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