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Bungee jumping

Bungee jumping é uma atividade de aventura que consiste em saltar de uma altura no vazio, amarrado pelos tornozelos ou pela cintura a uma corda elástica. Este esporte é derivado do Naghol, uma prática tradicional realizada na Ilha de Pentecostes, em Vanuatu, na qual participantes saltam de torres de madeira com cipós presos aos tornozelos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 31/08/2026
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História

A origem do bungee jumping moderno está relacionada ao Naghol, um ritual tradicional praticado na Ilha de Pentecostes, em Vanuatu. Durante a prática, os participantes saltam de torres de madeira com cipós presos aos tornozelos. O ritual está ligado às tradições culturais da população da ilha e à colheita do inhame. Em 1954, dois jornalistas da revista National Geographic visitaram a Ilha de Pentecostes e registraram os saltos realizados com cipós. A publicação desses registros ajudou a tornar a prática conhecida fora de Vanuatu. O desenvolvimento do bungee jumping moderno começou no final da década de 1970. Em 1977, integrantes do Oxford University Dangerous Sports Club realizaram um salto da Clifton Suspension Bridge, em Bristol, na Inglaterra. O grupo havia conhecido a tradição dos saltos de Vanuatu e se inspirado nela. O episódio é considerado pela Te Ara – Encyclopedia of New Zealand como o primeiro salto moderno de bungy jumping.

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Funcionamento

Imagem: Irene Grassi (sun sand & sea) · BY-SA · Openverse

Durante o salto, o participante começa em queda livre. Conforme a corda se estende, ela passa a exercer uma força que diminui a velocidade da queda. Depois disso, a elasticidade da corda faz o participante subir novamente, produzindo uma série de oscilações até que o movimento diminua. A forma como a corda se comporta depende de fatores como seu comprimento, elasticidade e resistência, além da massa do participante. Por isso, o sistema precisa ser adequado às características de cada salto.

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Equipamento

Imagem: lpiepiora · BY · Openverse

A corda utilizada no bungee jumping é feita para suportar grandes forças de tração e se alongar de maneira controlada. Existem diferentes tipos de cordas, incluindo modelos produzidos com fios de látex e outros materiais utilizados como revestimento ou proteção. Além da corda, podem ser utilizados equipamentos de conexão e sistemas de fixação presos ao corpo do participante. Dependendo do operador e do tipo de salto, a pessoa pode ser presa pelos tornozelos, por um arnês ou pela combinação dos dois sistemas. Antes do salto, são consideradas características como a massa do participante, a altura da plataforma e o comprimento e a elasticidade da corda.

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Segurança

Imagem: .Martin. · BY-ND · Openverse

Apesar de ser uma atividade recreativa, o bungee jumping apresenta riscos de lesão. Estudos médicos registraram casos envolvendo os olhos, o sistema nervoso, os músculos, os ossos e a coluna vertebral. Uma revisão publicada na revista Sports Medicine reuniu relatos de lesões relacionadas ao bungee jumping, incluindo hemorragias oculares, lesões nervosas e casos de paralisia. Os acidentes podem estar relacionados às forças produzidas durante o salto, a problemas com equipamentos ou a erros durante a preparação e execução. Lesões oculares também aparecem entre os casos descritos na literatura médica. Há relatos de hemorragias na retina e outras alterações após saltos, embora sejam consideradas ocorrências incomuns. A segurança da atividade depende da utilização adequada dos equipamentos e da preparação correta do salto. O peso do participante, a altura da estrutura e as características da corda precisam ser considerados para que o sistema funcione de acordo com as condições previstas.

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Turismo de aventura

Imagem: Horia Varlan · BY · Openverse

O bungee jumping tornou-se uma das atividades associadas ao turismo de aventura. A Nova Zelândia teve um papel importante nesse processo, principalmente com o desenvolvimento das operações comerciais na região de Queenstown. A Ponte de Kawarau tornou-se um dos locais mais conhecidos para a prática comercial do bungee jumping. A atividade também contribuiu para tornar Queenstown conhecida internacionalmente como destino de turismo de aventura. Com a expansão da atividade, os saltos passaram a ser oferecidos em diferentes ambientes, incluindo pontes, torres, edifícios, plataformas e estruturas construídas sobre rios e cânions.

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Recordes

Imagem: jenny downing · BY · Openverse

O Guinness mantém diferentes categorias de recordes relacionados ao bungee jumping, levando em consideração fatores como a altura e o tipo de salto. Segundo o Guinness World Records, o maior salto de bungee jumping em altitude foi realizado por Curtis Rivers. Em 2002, ele saltou de um balão de ar quente a uma altitude de 4 632 metros sobre Puertollano, na Espanha. Rivers utilizou uma corda de 10 metros, que se estendeu até aproximadamente 30 metros. Após cinco oscilações, ele se soltou da corda e utilizou um paraquedas para retornar ao solo. Existem também categorias específicas para diferentes modalidades de bungee jumping. Entre elas estão recordes relacionados a saltos em dupla, saltos que terminam na água e saltos realizados a partir de diferentes tipos de estruturas.

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Popularidade

Imagem: graham.james.campbell · BY-SA · Openverse

O bungee jumping ganhou popularidade principalmente com o surgimento das primeiras operações comerciais na Nova Zelândia e com a divulgação de saltos realizados em locais conhecidos, como a Torre Eiffel. A atividade passou a ser praticada em diversos países e tornou-se uma atração turística em diferentes ambientes naturais e urbanos. Atualmente, é especialmente associada ao turismo de aventura e a locais que oferecem saltos a partir de grandes alturas.

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Fontes consultadas

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