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Paraná

Paraná é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado ao norte da região Sul, da qual é único a fazer divisa com outras regiões. Possui como limites ao norte e a nordeste, com São Paulo, a leste com o Oceano Atlântico, ao sul com Santa Catarina, a noroeste com Mato Grosso do Sul, a oeste com os departamentos paraguaios de Canindeyú e Alto Paraná e a sudoeste com a província argentina de Misiones. Compreende uma superfície de 199 307,922 km², um pouco menor que a Romênia, país com formato semelhante. Com 399 municípios, tem 11,44 milhões de habitantes, fazendo dele o quinto estado mais populoso do Brasil. Curitiba é sua capital e município com maior população. Os outros municípios mais populosos são Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, São José dos Pinhais e Foz do Iguaçu. É o quarto estado mais rico do Brasil pelo PIB, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Sua economia está alicerçada nos setores agrícola, industrial e no extrativista vegetal.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Etimologia

O nome do estado provém do termo da língua geral paulista paraná, que significa “rio”. Apesar disso, algumas fontes dizem que o termo para significa “mar”, e anã, “que se parece/assemelha”, sendo, por isso, “(rio) parecido com/semelhante ao oceano”, provavelmente por sua dimensão. Refere-se ao rio Paraná, que delimita a fronteira ocidental de seu território, onde ficava o salto de Sete Quedas, hoje submerso pela represa da Usina Hidrelétrica de Itaipu, na divisa com Mato Grosso do Sul e com o Paraguai. O rio Paraná nasce da confluência dos rios Paranaíba e Grande, que se encontram quase mais a oeste de Minas Gerais. O potamônimo[nota 1] deu o nome à região, que foi elevada à categoria de província autônoma em 1853, desmembrando-se de São Paulo, e a de estado em 1889. A pronúncia “Paranã” era encontrada até há pouco tempo. Os naturais do estado são denominados paranaenses.

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História

Pré-história e povos indígenas

Os primeiros paleoíndios chegaram ao que é hoje o Paraná há 15 mil anos, conforme atestam vestígios arqueológicos encontrados em diferentes partes do estado. Há cerca de 10 mil anos, com o clima da região cada vez mais quente e úmido, mais povos caçadores-coletores paleoíndios, relacionados aos sambaquieiros e às tradições Humaitá e Umbu, se fixaram no território paranaense. Por volta de quatro mil anos, os agricultores e ceramistas proto-jê chegaram ao Paraná, vindos do Planalto Central Brasileiro, e se miscigenaram aos caçadores-coletores que já habitavam a região. Esses eram os ancestrais dos caingangues e xoclengues. Por volta de dois mil anos atrás, os povos tupi-guaranis alcançaram as terras paranaenses, chegando primeiro ao norte e oeste do estado, para depois ocuparem o Planalto de Curitiba e o litoral.

Período colonial

Com a assinatura do Tratado de Tordesilhas (1494), o território paranaense a oeste de Paranaguá ficou pertencente à Espanha, enquanto o litoral foi posse portuguesa. No século XVI, o litoral do Paraná foi esporadicamente visitado por diversas expedições à procura de madeira de lei. Em 1554, os espanhóis começaram a colonização da região conhecida como Guairá, que abrangia grande parte do atual território paranaense, com a fundação naquele ano, por Domingo Martínez de Irala, da vila de Ontiveros, localizada nas margens do Rio Paraná, próxima ao Salto de Sete Quedas, a qual, em 1557, foi substituída pela Cidade Real do Guairá, localizada na confluência do Rio Piquiri com o Paraná. Em 1576, fundaram a Vila Rica do Espírito Santo, na região do atual município de Nova Cantu, cuja localização foi transferida, em 1589, devido a um surto de varíola, para as margens do Rio Ivaí. No final do século XVI e início do XVII, padres jesuítas espanhóis estabeleceram missões para a catequese e proteção dos indígenas, as quais sofreram constantes ataques dos bandeirantes paulistas. Em 1629, os estabelecimentos dos jesuítas, exceto Loreto e Santo Inácio, se encontravam inteiramente destruídos pelos bandeirantes e, em 1632, Antônio Raposo Tavares cercou e destruiu Vila Rica, último reduto espanhol eficaz para proporcionar resistência. Com isso, os espanhóis abandonaram a região.

Período imperial

Em 19 de fevereiro de 1811, no sul da Capitania de São Paulo, foi fundada a Comarca de Paranaguá, compreendida inicialmente pelas localidades de Antonina, Cananeia, Castro, Curitiba, Guaratuba, Iguape, Lages, Vila Nova do Príncipe, e com sede em inicialmente em Paranaguá, até sua transferência a Curitiba em 1812. Em 6 de fevereiro de 1842, Curitiba, sede da comarca, foi promovida à condição de cidade por uma lei provincial paulista. Além da economia da comarca ser baseada no comércio de gado, existia também um enorme desenvolvimento do cultivo de erva-mate, que eram exportadas para os mercados do Prata e do Chile. Em julho de 1842, o presidente de São Paulo, o baiano José da Costa Carvalho, como uma punição aos paulistas pela sua presença nas revoltas liberais de 1842, influenciadas pela Guerra dos Farrapos no Rio Grande do Sul, solicita ao Imperador Dom Pedro II que a Comarca de Curitiba e Paranaguá seja elevada à condição de província.

Período republicano

Em 15 de novembro de 1889, foi proclamada a República no Brasil e o Paraná se tornou um Estado da Federação, tendo sua primeira constituição estadual promulgada em abril de 1892. Durante a gestão do presidente Floriano Peixoto, a Revolução Federalista (1893-4) e a Revolta da Armada (1891) tiveram consequências no Paraná, em que foram declarados muitos combates. Em 1912, iniciou-se a Guerra do Contestado, conflito que contrapôs os moradores carentes da região localizada entre os rios Negro, Iguaçu, Canoas e Uruguai, denominada "Contestado" por ser disputada entre Paraná e Santa Catarina, e as forças oficiais. O conflito no Contestado e o litígio entre Paraná e Santa Catarina terminaram em 1916.

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Geografia

O Paraná é uma das 27 unidades federativas do Brasil, localizado a norte da região Sul. Tem como limites São Paulo ao norte e nordeste; com Santa Catarina ao sul; com Mato Grosso do Sul a noroeste; com os departamentos paraguaios de Canindeyú e Alto Paraná a oeste; e com a província argentina de Misiones a sudoeste. O estado tem 199 307,922 km² de área, um pouco menor do que a Romênia país com o qual tem um formato muito parecido, e um litoral com cerca de 100 km de extensão, o segundo menor do Brasil, superado apenas pelo Piauí, com 68 praias e diversas ilhas. Cortado a norte pelo Trópico de Capricórnio, o Paraná está situado entre os paralelos 22° 30′ 58″ N e 26° 43′ 00″ S e entre os meridianos 48° 05′ 37″ L e 54° 37′ 08″ O. Tem quatro pontos extremos. São eles: a cachoeira do Saran Grande, em Jardim Olinda, a norte; a nascente do Rio Jangada, em General Carneiro, a sul; a leste a foz do Ararapira, em Guaraqueçaba, e a oeste o Porto Palacim em Foz do Iguaçu.

Clima

O Paraná compreende três tipos climáticos, a saber: os climas Cfa, Cfb e Cwa da classificação de Köppen. O clima subtropical Cfa aparece na planície litorânea e no oeste do estado (áreas menos elevadas do planalto) e apresenta temperaturas médias anuais em torno dos 19 °C e índice pluviométrico de 1 500 mm anuais. O clima Cfb, subtropical com chuvas bem divididas no decorrer do ano e verões suaves, aparece na parte mais alta e abrange os três planaltos: cristalino, paleozoico e o leste do planalto basáltico, com temperaturas médias de 17 °C e pluviosidades regulares durante todo o ano, em torno de 1 200 milímetros. O clima Cwa, subtropical com invernos secos e verões cálidos, aparece na parte noroeste do território estadual, característico dos regimes tropicais, com chuvas no verão e estiagem no inverno; a média térmica é um pouco mais elevada, por volta de 20 °C. O índice pluviométrico atinge 1 300 mm anuais. Em determinadas épocas do ano, em especial no inverno acontecem geadas, mais frequentes nas áreas de mais altitude onde, em algumas ocasiões, ocorrem quedas de neve, um fenômeno raramente visto na região de Curitiba.

Meio ambiente

As florestas tropicais, uma porção da Mata Atlântica, abrangiam primitivamente quase metade (46%) do Paraná, sendo parte dela composta por formações latifoliadas e coníferas, e nas partes mais rebaixadas ou de mais baixa latitude (incluindo-se aí toda a fração norte do território estadual). Há outra mista, abundante na porção mais extensa do planalto cristalino e, em menores porções, no extremo leste do basáltico e um pequeno pedaço do paleozoico. Hoje em dia, é a floresta mais economicamente explorada, sendo os últimos remanescentes encontrados na planície litorânea, na encosta da serra do Mar e nos vales dos rios Iguaçu, Piquiri e Ivaí. O pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia) é uma das principais espécies encontradas, além de outras latifoliadas, entre os quais imbuia, cedro e erva-mate.

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Demografia

A população do estado do Paraná no censo demográfico de 2022 era de 11 444 380 habitantes, sendo a quinta unidade da federação mais populosa do país e apresentando uma densidade demográfica de 57,4 pessoas por quilômetro quadrado (a décima segunda maior do Brasil). De acordo com este mesmo censo demográfico, 51,27% eram do sexo feminino e 48,73% do masculino. Em doze anos, o estado registrou uma taxa de crescimento populacional de 9,7%. Entre as décadas de 1940 e 1970, o Paraná registrou elevadas taxas de crescimento, o que se deve à migração interna, vinda predominantemente dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O Índice de Desenvolvimento Humano do Paraná é considerado muito alto conforme o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Segundo o último Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, com dados relativos a 2024, o seu valor era de 0,822, estando na quarta colocação ao nível nacional e na segunda ao regional, após Santa Catarina. Considerando-se o índice de longevidade, seu valor é de 0,864 (11.º), o do de renda é 0,790 (5.º) e o de educação é de 0,815 (7.º).

Aglomerados urbanos

Dos 399 municípios paranaenses, apenas dois têm população acima dos quinhentos mil: Curitiba, que é a capital, e Londrina, no norte do estado. Outros 22 têm entre 100 001 e 500 000 (Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu, Colombo, Guarapuava, Paranaguá, Araucária, Fazenda Rio Grande, Toledo, Apucarana, Pinhais, Campo Largo, Arapongas, Almirante Tamandaré, Umuarama, Piraquara, Sarandi, Cambé, Campo Mourão e Francisco Beltrão), doze de 50 001 a 100 000, 55 de 20 001 a 50 000, 109 de 10 001 a 20 000, 105 de 5 001 a 10 000, 91 de 2 001 a 5 000 e cinco até dois mil (Esperança Nova, Miraselva, Santa Inês, Nova Aliança do Ivaí e Jardim Olinda).

Religiões

De acordo com o censo demográfico de 2010, a população do Paraná é formada majoritariamente por católicos apostólicos romanos (70,596%); protestantes (21,176%); espíritas (1,042%); Testemunhas de Jeová (0,576%); mórmons (0,205%); católicos brasileiros (0,19%); budistas (0,146%); novos religiosos orientais (0,096%), dentre os quais os messiânicos (0,054%); islâmicos (0,073%); ortodoxos (0,079%); umbandistas (0,067%); judaístas (0,039%); espiritualistas (0,025%); tradições esotéricas (0,024%); indígenas (0,019%); candomblezeiros (0,018%) e hinduístas (0,002%). Outros 4,644% não tinham religião, incluindo-se aí os ateus (0,322%) e agnósticos (0,065%); 0,537% seguiam outras religiosidades cristãs; 0,35% não tinham fé determinada; 0,07% não souberam, 0,012% praticavam outras religiões; 0,007% outras crenças orientais e 0,005% não declararam.

Composição étnica, migração e povos indígenas

A população do Paraná é composta basicamente por caucasianos, pardos, afro-brasileiros e povos indígenas. No Brasil colonial, os colonizadores espanhóis foram os primeiros a iniciar o povoamento no território paranaense. O Paraná foi colonizado por portugueses e demais imigrantes europeus (italianos, poloneses, alemães, ucranianos, neerlandeses, franceses e ingleses) e asiáticos (japoneses, coreanos e árabes). Segundo resultados do censo demográfico de 2022, atualmente vivem no estado do Paraná cerca de trinta mil[nota 2] indígenas, dos quais 45,60% (13.893 indivíduos) estão localizados em terras indígenas e 54,40% (16.573) estão fora de terras indígenas. De acordo com a Secretaria de Estado da Educação do Paraná, em 2003 a população indígena estava distribuída em dezenove grupos, ocupando área de 85 264,030 hectares de extensão. Um total de dezessete áreas já se encontravam demarcadas definitivamente pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI), órgão do governo brasileiro responsável pela questão, e nelas se encontrava a totalidade dos indígenas residentes no estado. Dessas, destaca-se a de maior população, a reserva indígena Rio das Cobras, que abrange os municípios de Nova Laranjeiras e Espigão Alto do Iguaçu.

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Governo e política

O estado do Paraná, assim como uma república, é governado por três poderes, todos com sede na capital: o executivo, representado pelo governador, o legislativo, pela Assembleia Legislativa do Paraná, e o judiciário, pelo Tribunal de Justiça do Paraná e outros tribunais, e juízes. Também é permitida a participação popular nas decisões do governo através de referendos e plebiscitos. A atual constituição do estado foi promulgada em 1989, acrescida das alterações resultantes de posteriores emendas constitucionais. Constituem símbolos estaduais a bandeira, o brasão e o hino, além do sinete. O poder executivo paranaense está centralizado no governador do estado, que é eleito em sufrágio universal e voto direto e secreto, pela população para mandatos de até quatro anos de duração, e pode ser reeleito para mais um mandato. Ele é o responsável pela nomeação dos secretários de estado, que auxiliam no governo. A sede do governo estadual, o Palácio Iguaçu, foi inaugurada em 1953, em homenagem às comemorações do centenário da emancipação política do estado, sendo transferida temporariamente para o das Araucárias, desde 14 de maio de 2007 até 18 de dezembro de 2010. Naquela época, o Iguaçu voltou a abrigar a sede do governo paranaense. A residência oficial do governador do estado é a Granja do Canguiri.

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Subdivisões

O Paraná surgiu como unidade administrativa em 1853 com duas cidades, sete vilas, seis freguesias e quatro capelas curadas, sendo o município mais antigo, Paranaguá, fundado em 1648, e o último desse período foi Araucária, criado em 1890. Com a Independência do Brasil as províncias foram organizadas em 1823 e nesse ano o território já pertencia a São Paulo. Durante todo o período republicano o estado passou de dezenove localidades para 399 municípios, sendo a quinta unidade de federação com o maior número de cidades e a segunda da Região Sul, atrás do Rio Grande do Sul e à frente de Santa Catarina. Os municípios são unidades constitutivas da união em patamar igual aos estados e são agrupados pelo IBGE em regiões geográficas intermediárias e imediatas. As regiões geográficas intermediárias congregam diversos municípios de uma área geográfica com similaridades econômicas e sociais, não constituindo uma entidade política ou administrativa, sendo utilizada apenas para fins estatísticos. As seis regiões geográficas intermediárias do Paraná são: Curitiba, Guarapuava, Cascavel, Maringá, Londrina e Ponta Grossa.

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Economia

Em 2022, o Paraná possuía o quarto PIB do Brasil, com 614 611 000 bilhões de reais, representando 6,1% do PIB nacional. Em 2003 a variação real foi de 5,2% em relação ao ano anterior. No ano seguinte, 2004, houve variação de 3,2%. Em 2005 a variação estimada pelo IPARDES é de apenas 0,3%. Essa desaceleração pode ser atribuída às crises no campo que vêm atingindo o estado nos últimos anos, e que acabam refletindo no comércio, serviços e até indústria. Cerca de 15% do PIB paranaense provém da agricultura. Outros 40% vêm da indústria e os restantes 45% são do setor terciário. Em 2007 apresenta um crescimento de mais de 7% do PIB, um dos melhores do país naquele ano. Quanto a sua pauta de exportações, no ano de 2012 os principais produtos exportados foram a Soja (18,73%), Carne de Aves (10,50%), Açúcar in Natura (8,09%), Farelo de Soja (8,00%) e Milho (6,36%).

Setor primário

O setor primário é o menos relevante para a economia paranaense: em 2013, a agropecuária representava somente 10,4% do valor total adicionado à de todo o estado. O setor agropecuário do Paraná tem grande diversificação e alta produtividade, além de um progressivo parque industrial. Os mais importantes produtos da agricultura paranaense são o trigo, o milho e a soja, riquezas das quais já alcançou recordes de safra, na concorrência com os demais estados. O cultivo da soja é o mais novo dos três e se desenvolveu tanto no norte como no oeste do estado, e depois no sul. Ainda é relevante o plantio de algodão herbáceo, especialmente no norte. A cafeicultura, que constitui uma das principais atividades agrícolas do estado, caso não desfrute da mesma grandiosidade de antigamente (o Paraná, sozinho, já chegou a produzir 60% do café de todo o mundo), ainda faz com que o Paraná continue sendo um dos mais importantes produtores da federação brasileira. Sua principal concentração reveste a área a oeste de Apucarana. Depois vêm os solos da região de Bandeirantes, Santa Amélia e Jacarezinho.

Setor secundário

Embora o estado possua um grande parque industrial, na economia paranaense o setor secundário é atualmente o segundo menos relevante: em 2013, a participação da indústria representava somente 26,02% do valor total adicionado à de todo o território estadual. O Paraná tinha em 2018 um PIB industrial de R$ 93,7 bilhões, equivalente a 7,1% da indústria nacional. Empregando 792.630 trabalhadores na indústria. Os principais setores industriais são: Serviços Industriais de Utilidade Pública, como Energia Elétrica e Água (19,4%), Construção (17,4%), Alimentos (17,3%), Veículos Automotores (8,2%), e Derivados de Petróleo e Biocombustíveis (6,8%). Estes 5 setores concentram 69,1% da indústria do estado. Outros setores relevantes são os de Celulose e Papel (5%), Químicos (3,4%), Máquinas e Equipamentos (2,8%), Madeira (2,6%), Produtos de Metal (1,9%) e Máquinas e Materiais Elétricos (1,8%).

Setor terciário

O setor terciário é o maior e mais relevante da economia paranaense: em 2013, a participação dos serviços representava 63,4% do valor total adicionado à de todo o estado. Segundo a Pesquisa Anual de Serviços (PAS) realizada pelo IBGE em 2013, existiam no estado 94 352 empresas, das quais 4 413 eram locais. Em 2013, trabalharam para todas essas empresas, 712 191 trabalhadores, que totalizavam ao todo uma receita bruta de 75 551 590 mil reais, juntos com salários e outras remunerações que somavam um total de 13 442 569. No Paraná, existiam, em 2015, 1 559 agências (instituições financeiras), que renderam R$ 143 521 153 112 mil em operações a crédito, 211 648 844 mil à vista do governo, 8 972 412 757 mil privados, 37 528 225 778 mil em poupança, 42 277 904 694 mil a prazo e 327 991 725 mil reais em obrigações por recebimento.

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Infraestrutura

Saúde

São tidas como ótimas as condições de saúde do estado, o que torna elevado o nível de economia da população. Em 2005, funcionavam 4 780 estabelecimentos hospitalares, os quais contavam com 28 340 leitos e eram atendidos, em 2007, por 40 187 médicos, 5 832 enfermeiros e 19 229 auxiliares de enfermagem. Em 2005, da população, 86,1% dos paranaenses possuem acesso à rede de água, enquanto 68,5% são beneficiados pela de esgoto sanitário. De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE em 2008, 77,0% da população paranaense avalia sua saúde como boa ou muito; 67,4% realiza consulta médica periodicamente; 48,1% dos habitantes consultam o dentista regularmente e 8,3% esteve internado em leito hospitalar nos últimos doze meses. 33,4% declararam ter alguma doença crônica e apenas 27,0% tinham plano de saúde. Outro dado significante é o fato de 52,2% declararem necessitar sempre do Programa Unidade de Saúde da Família — PUSF.

Educação

Em 2009, foram registradas matrículas de 1 677 128 discentes, nas 6119 escolas de ensino fundamental do estado, das quais 769 073 eram municipais, 744 913 estaduais, 162 621 particulares e 521 federais. Quanto ao corpo docente era o mesmo formado de 82 217 professores, sendo que 11 923 eram particulares. Em 2009, ministrava-se o ensino médio, em 1713 estabelecimentos, com 74 114 discentes matriculados e 34 457 docentes. Dos 474 114 alunos, 3560 estavam na escola pública federal, 418 117 na estadual, e 52 437 na particular. Em 2013, o total de alunos do ensino médio passou a 479 519 (queda de 1,06% em relação a 2012, quando havia 484 633 estudantes). Destes, 4 272 (0,9%) estavam na rede pública federal, 411 299 (85,8%) na estadual e 63 948 (13,3%) na particular. No mesmo ano, as instituições de ensino públicas e privadas da Educação Básica do Paraná atenderam 10 721 alunos portadores de necessidades especiais, representando um aumento de 10,6% em relação a 2012. Deste total, 13 (0,12%) estavam matriculados na rede federal, 1 540 (14,36%) na estadual, 3 601 (33,59%) na municipal e 5 567 (51,93%) na particular.

Transportes

No estado existem seis aeroportos comerciais: o Aeroporto de Cascavel, Aeroporto de Londrina, Aeroporto de Maringá, Aeroporto Internacional Afonso Pena, na grande Curitiba, e o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu. Em 2021 o Paraná tinha 120.930 km de rodovias, sendo 21.173 km pavimentados, e destes, 1475 km eram rodovias duplicadas. As principais rotas são a conexão Ourinhos/SP-Londrina-Maringá-Cascavel (BR-369), a rota Dourados/MS-Maringá-Ponta Grossa-Curitiba (BR-376), a rota Paranaguá-Curitiba-Guarapuava-Cascavel-Foz do Iguaçu (BR-277), a Sorocaba-Curitiba e a São Paulo-Curitiba-Rio Negro. Esta última estende-se até o extremo sul do Rio Grande do Sul e pertence à BR-116.

Serviços e comunicações

O estado conta com outros serviços básicos. No Paraná, existem várias empresas responsáveis pelo abastecimento de água. Em 345 dos 399 municípios paranaenses, a empresa responsável por água e saneamento básico (esgoto) é a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Em relação à energia elétrica, existe uma empresa no estado, a Companhia Paranaense de Energia. Além das hidrelétricas de Capivari-Cachoeira, no Capivari, a nordeste de Curitiba, e de Júlio Mesquita Filho, no rio Chopim, no sudoeste do estado, opera no Paraná a Usina Hidrelétrica de Itaipu, a segunda maior do mundo em produção de energia (depois da das Três Gargantas, na China), contudo, ainda a mais extensa em tamanho, na fronteira Brasil-Paraguai, e erguida em grupo com este país. Terminada em 1991, somente a partir daí toda a sua capacidade, de 12 000 MW, começou a ser utilizada, o que fez do Paraná o estado brasileiro que mais produz energia. No entanto, o Paraná ainda é abundante em energia produzida pelas usinas de açúcar e álcool, que fornecem eletricidade desde a queima do bagaço da cana.

Segurança pública e criminalidade

As mais importantes unidades das Forças Armadas no Paraná são: no Exército Brasileiro, o Paraná faz parte do Comando Militar do Sul (junto dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina), sediado em Porto Alegre, pertencendo à 5.ª Região Militar e 5.ª Divisão de Exército (com Santa Catarina); merecem destaque no estado o 13.º Batalhão de Infantaria Blindado (Ponta Grossa) e o 20.º Batalhão de Infantaria Blindado (Curitiba); na Marinha do Brasil, o Paraná pertence ao 5.º Distrito Naval, sediado em Rio Grande; e na Força Aérea Brasileira, o Paraná integra o Cindacta II, localizado em Curitiba, responsável pelo radar no sul do Brasil, em todo Mato Grosso do Sul, porção meridional e oeste de São Paulo.

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Cultura

Em sua composição étnica, a cultura do Paraná soma uma abundância de etnias como portugueses, espanhóis, italianos, alemães, neerlandeses, eslavos, poloneses, ucranianos, árabes, coreanos, japoneses, gaúchos, catarinenses, paulistas, mineiros, nordestinos, indígenas e africanos, as quais colaboraram para o fortalecimento da identidade do povo paranaense. É possível observar a cultura do estado no artesanato, na culinária, no folclore, quer dizer, nas diferentes maneiras de expressão dos paranaenses. No começo do período colonial, os hábitos e as lendas dos índios redimensionaram a cultura da Europa, principalmente de Portugal e da Espanha. O povo paranaense recebeu, como legado dos indígenas, vários hábitos, como o costume de ingerir plantas herbáceas, milho, mandioca, mel e tabaco. Depois, os tropeiros colaboraram com o hábito de consumir o chimarrão, o café e o feijão-de-tropeiro. Os escravos africanos trouxeram como legado a feijoada, a cachaça, suas danças e ritos. Posteriormente, durante o período imperial, os imigrantes europeus, que se estabeleceram, especialmente no sul e leste do Paraná, deixaram manifestações próprias, que se mesclaram à preexistente cultura popular estadual. Tradições estrangeiras como, por exemplo, polonesas, alemãs, ucranianas, libanesas e japonesas, adicionaram-se às manifestações de procedência indígena, africana, lusitana e castelhana, diversificando ainda mais a cultura do Paraná. Dessa forma, o Paraná constitui uma imensa formação cultural que recebeu influência de grupos que vieram de seus países ou Estados por diversos motivos. Toda essa miscigenação diz respeito à cultura paranaense, representada e manifestada na arquitetura, na literatura, na música e em outras artes cênicas e visuais.

Instituições e bibliotecas

A Universidade Federal do Paraná foi criada em 1912, e a Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em 1959. Dos museus presentes no estado, os principais são o Museu Paranaense, criado em 1876, e o Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR), criado em 1969, ambos em Curitiba. Outra instituição famosa constitui o Museu Coronel Davi Antônio da Silva Carneiro, também na capital. O Patrimônio Histórico e Artístico Nacional tombou suas coleções, como as do Paranaense. Seu acervo tem peças arqueológicas, etnográficas e numismáticas. Em Paranaguá, dois museus movimentam visitantes: o Museu de Arqueologia e Artes Populares, vinculado à Universidade Federal do Paraná e que opera no antigo Colégio dos Jesuítas, e o do Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá.

Patrimônio cultural, festivais e culinária

O Patrimônio Histórico também catalogou, no estado, vários monumentos de importância arquitetônica e histórica, como a igreja matriz de São Luís, em Guaratuba, a casa na qual morreu o general Carneiro, em Lapa, a histórica residência dos jesuítas, e a fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, em Paranaguá. As principais festas religiosas do estado são a de Nossa Senhora do Rocio em Paranaguá, a de Nossa Senhora da Luz, em Curitiba, e a Congada da Lapa, de procedência africana e em honra a São Benedito, na cidade de Lapa. A quantidade de eventos artístico-culturais paranaenses é riquíssima e variada e apresenta o Festival Folclórico e de Etnias do Paraná, o Internacional de Música de Londrina, o de Dança de Cascavel, o de Teatro de Curitiba e o de inverno de Antonina.

Pontos turísticos

Atravessado por excelentes estradas e repleto de ótimos restaurantes, o Paraná constitui um estado muito convidativo ao turismo. São dignas da atenção do turista a capital, com seus museus, jardins e universidades, o teatro Guaíra, o Passeio Público (com o jardim zoológico), os monumentos históricos de Paranaguá, Guaratuba, e Lapa, e especialmente a Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá, uma das obras mais conhecidas da engenharia brasileira. Dos trens que a cortam, avista-se um grandioso panorama que compreende, simultaneamente, paisagens serranas e litorâneas. Antônio Rebouças, irmão (prematuramente morto) do engenheiro, monarquista e abolicionista André, projetou a ferrovia, no segundo reinado. Contra a hipótese de peritos estrangeiros convidados pelo governo para dar opinião, a estrada, acessível ao trânsito desde 1885, foi aberta em um traço em linha de simples aderência. Possui 111 km de extensão, 41 pontes e treze túneis, doze dos quais foram cavados na rocha viva, além do arrojado viaduto Vicente de Carvalho, com 84 m. Várias destas obras de arte foram criadas para superar os trechos mais complicados. Elas também são tidas como muito audaciosas, para a topografia da região.

Esportes

O futebol é o esporte mais popular no estado de Paraná, seguido por vôlei, basquete, ginástica, artes marciais e automobilismo. O futebol foi introduzido no início do século XX, tendo como principais equipes o Clube Atlético Paranaense, o Coritiba Foot Ball Club e o Paraná Clube, além de outros times menores. O Campeonato Paranaense, realizado anualmente desde 1915, é o principal evento de futebol no estado, organizado pela Federação Paranaense de Futebol, contando com a participação de doze equipes na primeira divisão. Os estádios de futebol Major Antônio Couto Pereira e a Arena da Baixada, ambos em Curitiba, são os maiores do Paraná. O Paraná é sede de eventos esportivos nas mais diversas modalidades, seja de importância local, nacional e até mesmo internacional, entre os quais os Jogos Oficiais do Paraná, realizados pela secretaria estadual do esporte e que reúne os Jogos Abertos do Paraná, os Jogos Colegiais (JOCOPS), os Universitários (JUPS), os da Juventude (JOJUPS) e da Primavera (JEP); o Campeonato Mundial de Carros de Turismo, a Fórmula Truck, a GT3 Cup, a Stock Car Brasil e a SuperBike Brasil, eventos que são realizados no Autódromo Internacional de Curitiba e no Autódromo Internacional de Cascavel. O Paraná sediou quatro jogos da Copa do Mundo de 2014, realizados no Estádio Joaquim Américo Guimarães (Arena da Baixada), em Curitiba. Há ainda diversos incentivos à prática de esportes.

Feriados

No Estado do Paraná, só há um feriado estadual: o dia 15 de novembro — Dia de Nossa Senhora do Rocio, padroeira do estado. Este feriado foi oficializado através da Lei estadual nº 18.297/2014. O Estado não possui data magna. Em 2014, foi apresentada e aprovada na Assembleia Legislativa do Paraná uma lei que instituía a dissolução do polêmico feriado da emancipação política do estado, passando a ser ponto facultativo. O feriado não era cumprido pelas empresas públicas e particulares.

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Fontes consultadas

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