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Bené

Benedito Pinho Leme mais conhecido como Bené, foi um futebolista brasileiro que atuava como atacante. É o maior artilheiro da história do Paysandu, com fontes variando entre 249 gols, 252 gols e 254 gols. Também é o quarto maior artilheiro do clássico Re-Pa, no qual marcou 26 vezes, abaixo dos 28 de Quarenta e Cacetão, dos 30 de Itaguary e dos 47 do recordista Hélio, a quem superou como maior goleador do clube alviceleste.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Carreira

Início

Bené começou no futebol em jogos de várzea no interior de São Paulo. Ali, foi descoberto pela equipe paranaense do Operário. Ainda como juvenil, chegou ao Vasco da Gama, onde estreou no time principal em 1965. Como vascaíno, realizou algumas partidas que incluíram uma excursão ao México naquele ano. Embora Bené fosse mais assíduo na equipe cruzmaltina de aspirantes, um dos jogos que pôde realizar no estádio do Maracanã foi testemunhado por Abílio Couceiro, então diretor de futebol do Paysandu, que indicou o jovem ao presidente bicolor Giorgio Falangola. O clube paraense já tinha consigo outro futebolista egresso do Vasco, o atacante Robilotta, que aprovou a sugestão de contratação; em outra versão, a própria observação de Abílio teria sido indicada por Robilotta.

Gols internacionais

Em 1967, o clube realizou em fevereiro um amistoso contra o Bangu, que havia acabado de ser, em dezembro, o campeão carioca de 1966, após vitória de 3–0 sobre o Flamengo. O amistoso ficou no empate em 1–1 e o gol paraense foi de Bené. Depois, excursionou de forma invicta pelas Guianas e pelo Caribe, chegando a ganhar duas vezes da seleção de Trinidad e Tobago (2–1, com dois gols de Bené e 1–0). Bené foi o artilheiro da turnê, com oito gols em meio às oito partidas da gira. E conquistou novo título estadual de forma das mais lembradas, após seis Re-Pas seguidos em um espaço de 26 dias: o segundo turno terminou empatado entre os dois rivais, forçando jogo-extras. O primeiro terminou empatado e o segundo foi vencido pelo Remo. Como os alvicelestes haviam vencido o primeiro turno, fez-se necessário mais jogos. Os dois primeiros terminaram empatados, com a vitória bicolor por 2–0 no terceiro enfim finalizando o campeonato.

Final da carreira

Ainda em 1971, concluiu-se o campeonato próprio daquele ano. Foi uma conquista bastante celebrada: após o Paysandu vencer o primeiro turno e o Remo vencer o segundo, o título alviceleste veio com vitória de virada por 3–2 na prorrogação contra o arquirrival, que vencia por 2–0 em plena Curuzu, em outubro. A rivalidade jamais teve outra virada parecida. Bené marcou o gol do empate, a dez minutos do fim do tempo normal. Curiosamente, o título foi acompanhado também da única vez em que Bené também pôde ser artilheiro isolado do estadual: embora ele fosse regularmente o goleador máximo do Paysandu em diferentes temporadas (sete ao todo, segundo a nota de pesar emitida em 2024 pelo clube), o certame estadual de 1966 tivera artilharia de Mário (23 gols), da Tuna Luso, ao passo que as artilharias das edições de 1967 (19 gols) e de 1968 (10 gols) foram ambas de Amoroso, do Remo. O estadual de 1969 fora o primeiro a ter artilharia de Bené, mas dividida com o colega Wilson (cada um com 13 gols), também do Paysandu. Já em 1970 o goleador principal do campeonato fora Leônidas (9 gols), da Tuna.

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Legado

O recorde de gols de Bené no Paysandu dificilmente será superado em contexto moderno no futebol, marcado pela permanência relativamente efêmera, em comparação a décadas anteriores, de jogadores que logram destaque em clubes brasileiros. O Remo terminaria bicampeão seguido em 1974, algo que jamais havia ocorrido entre 1966 e 1972, quando Bené defendeu continuamente o Paysandu. Sem a concorrência dele e de Quarentinha e outros astros alviazuis envelhecidos, o Remo voltaria a conseguir títulos seguidos pela primeira vez desde 1954, logrando um tricampeonato entre 1973 e 1975, período em que chegou a abrir 24 jogos seguidos de invencibilidade no Re-Pa, entre 17 de abril de 1973 e 10 de março de 1976. Anteriormente, o cenário era diverso: quando a rivalidade chegou ao 400º jogo, em 1969, o Paysandu reunia 141 vitórias e o Remo, 139, ainda antes do tabu máximo de treze jogos a favor dos bicolores em 1970. A vantagem voltou a ser remista a partir de meados da década de 1970; no clássico de número 500, em 1979, o Remo reunia 174 vitórias e o Paysandu, 166. Permanece azulina na década de 2010.

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Fontes consultadas

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