Beirute
Beirute é a capital e maior cidade do Líbano. Segundo estimativas de 2007, cerca de 2 milhões de habitantes moram na Grande Beirute. Localizada em uma península no Mediterrâneo, Beirute é o maior e principal porto marítimo do país.
Uma antiga cidade fenícia, cujas ruínas se erguem perto da atual Beirute, parece ter sido a origem da capital do Líbano, importante centro econômico e cultural do Oriente Médio até a década de 1970, quando a guerra civil começou a modificar a fisionomia da cidade. Fundada pelos fenícios no século XV a.C., Beirute foi ocupada por gregos, romanos - que a chamaram "Júlia Augusta" - e bizantinos. Famosa por sua escola de direito, foi devastada no século VI por violentos terremotos, e entrou em decadência até cair em poder dos árabes em meados do século VII. Na época das cruzadas, cristãos e muçulmanos disputaram a cidade, que, após um período de dominação egípcia e turca, incorporou-se ao Império Otomano. Em 1830 caiu em poder do paxá egípcio Mehemet Ali. Onze anos depois, uma frota composta por forças coligadas do Reino Unido, da Áustria e da Turquia conseguiu, após violento bombardeio, restituí-la ao império turco.
Beirute está assentado sobre uma península no sudeste do mar Mediterrâneo, a cerca de 94 km a norte da fronteira Israel-Líbano. A cidade está ladeada pelo Monte Líbano e possui uma geografia triangular, sendo bastante influenciada pela sua situação em cima de duas colinas: Al-Ashrafieh e Al-Musaytibah. O município de Beirute ocupa 18 km² e a região metropolitana 67 km². A costa apresenta diversos aspectos, com praias rochosas, costa arenosa e rochedos situados um ao lado do outro.
Clima
Beirute tem um clima mediterrâneo de verão quente (Köppen: Csa) caracterizado por dias e noites suaves. Outono e primavera são quentes, o inverno é suave e chuvoso, e o verão pode ser praticamente sem chuva. O mês de agosto é considerado o único mês muito quente, com temperatura média mensal de 32 °C, enquanto janeiro e fevereiro são os meses mais frios, com uma baixa temperatura média mensal de 11 °C. O vento predominante durante a tarde e a noite é do oeste (em terra, soprando no Mediterrâneo); à noite, inverte para o mar, soprando do país para o mar. A precipitação média anual é de 825 milímetros, na maior parte do inverno, outono e primavera. Grande parte da chuva de outono e primavera cai em fortes chuvas em um número limitado de dias, mas no inverno é espalhado mais uniformemente durante um grande número de dias. O verão recebe muito pouca chuva, se houver. A neve é rara, exceto nos subúrbios montanhosos do leste, onde a queda de neve é comum devido às altas altitudes da região.
Não houve nenhum recenseamento da população no Líbano desde 1932 e as estimativas da população de Beirute variam de 938 940 para 1 303 129 até 2 012 000, como parte da Grande Beirute.
Religião
Beirute é uma das cidades mais cosmopolitas e religiosamente diversas do Líbano e todo o Oriente Médio. A cidade possui importantes comunidades cristãs e muçulmanas. Em Beirute existem 18 grupos religiosos reconhecidos. No final da guerra civil, os coptas tornaram-se outra confissão reconhecida, trazendo o número total para dezoito. Os outros 17 grupos incluem quatro seitas muçulmanas: sunitas, xiitas, alauítas e drusos; 12 seitas cristãs: assírios, siríacos, católicos, siríacos ortodoxos, caldeus, maronitas, católicos romanos, católicos gregos, ortodoxos gregos, ortodoxos armênios, católicos armênios, evangélicos e seitas cristãs menores, que são consideradas um grupo único; e judeus (muito poucos permanecem no Líbano hoje, mas filhos de pais judeus libaneses podem se registrar como cidadãos nas embaixadas libanesas).
Beirute é a capital do Líbano e é sede do governo. O Parlamento libanês, todos os ministérios e a maioria das administrações públicas, embaixadas e consulados estão presentes. A província de Beirute é um dos seis mohafazat (plural de mohafazah) do país.
Subdivisões
Estes distritos são ainda divididos em setores.
Relações internacionais
A cidade é o lar de inúmeras organizações internacionais. A Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a Ásia Ocidental (CESAO) está sediada no centro de Beirute. A Organização Árabe dos Transportadores Aéreos (AACO), a União dos Bancos Árabes e a União das Bolsas de Valores Árabes também estão sediadas na cidade. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) possuem escritórios regionais na cidade voltados para o mundo árabe. Beirute é geminada com as seguintes cidades:
A economia de Beirute é orientada para os serviços, com os principais setores de crescimento sendo o setor bancário e o turismo. Em uma área dominada por regimes autoritários ou militaristas, a capital libanesa era geralmente considerada como um paraíso do liberalismo, embora precário. Com o seu porto marítimo e o aeroporto - juntamente com o sistema econômico e cambial livre, lei de sigilo bancário e taxas de juros favoráveis - Beirute tornou-se um centro bancário estabelecido para a riqueza árabe, grande parte da qual foi investida em construção civil, empresas comerciais e indústrias (principalmente a fabricação de têxteis e sapatos, processamento de alimentos e impressão). A economia de Beirute é diversificada, incluindo publicações, bancos, comércio e diversas indústrias. Durante esse período, Beirute foi o centro de serviços financeiros da região. No início do boom do petróleo a partir da década de 1960, os bancos baseados no Líbano foram os principais receptores dos petrodólares da região.
Turismo
A indústria do turismo em Beirute tem sido historicamente importante para a economia local e continua a ser hoje uma importante fonte de receita para a cidade e o Líbano em geral. Antes da Guerra Civil Libanesa, Beirute era amplamente considerada como "A Paris do Oriente Médio", muitas vezes citado como um centro financeiro e empresarial onde os visitantes poderiam experimentar a cultura do Mediterrâneo levantino. A atmosfera diversificada e a história antiga de Beirute tornam a cidade um importante destino que está se reconstruindo lentamente após a contínua turbulência. Embora nos últimos tempos, certos países, como os Estados Unidos, frequentemente colocam o Líbano (e Beirute em particular), dentro de sua lista de avisos de viagem devido a um grande número de atentados com carros e violência política orquestrada.


