Dinastia capetiana
A Dinastia Capetina, também chamada Capetíngia ou Capetiana, é uma dinastia principesca de origem franca, descendente dos Robertianos, cuja origem certa remonta a Roberto o Forte, que viveu no século IX na Nêustria e cujo trisneto Hugo Capeto foi eleito rei dos Francos em 987.
Antes de Hugo Capeto, dois membros da família dos Robertianos foram reis dos Francos, com reinados intercalados entre os dos Carolíngios: Odo I e Roberto I. Estes dois primeiros reis eram filhos de Roberto o Forte. A origem da família dos ancestrais de Hugo Capeto permaneceu desconhecida durante muito tempo, o que permitiu a formulação de diversas conjecturas. No século XX, os trabalhos de três historiadores, permitiram esclarecer uma série de hipóteses e quase-certezas sobre a história e a genealogia dos Robertianos. Os ancestrais dos Capetianos formariam um grupo familiar constituído por servidores dos últimos Merovíngios na Nêustria, como Roberto, referendário de Dagoberto I, e depois por próximos dos primeiros Carolíngios na Austrásia, como Roberto I, conde de Hesbaye e de Worms, morto em 764. Em 836, um dos membros presumidos desta família, Roberto o Forte, vindo da Austrásia, tomou partido por Carlos II o Calvo contra o irmão deste, Lotário I, o que o levou a abandonar as suas possessões renanas pela vale do Loire, onde o rei lhe concedeu importantes condados. A fraqueza dos Carolíngios (minoridade de Carlos III o Simples, morte prematura de Luís IV, Lotário e Luís V), aliada à energia dos Robertianos tanto perante os invasores normandos como perante o poder real, esteve na origem da ascensão da linhagem de Hugo Capeto.


