Death metal
Death metal é um subgênero do heavy metal. Tipicamente agrega guitarras com baixas afinações e muito distorcidas, tocadas com técnicas como palm muting e tremolo picking, vocais guturais, bateria tocada de maneira potente, uso de pedal duplo ou técnica de blast beat, tons menores ou atonalidade, ritmo rápido e mudanças abruptas de tempo. As letras das músicas de death metal podem abordar temas como a violência de filmes slasher, religião, satanismo, ocultismo, histórias de terror de Lovecraft, natureza, misticismo, mitologia, filosofia, ficção científica e política, e também podem descrever atos extremos como mutilação, dissecação, tortura, estupro, canibalismo e necrofilia.
A origem do termo death metal é controversa, assim como qual seria a primeira banda do gênero. Consta que a primeira aparição do termo foi numa entrevista com o Venom. Quando perguntados sobre que tipo de música tocavam, os membros do grupo responderam: "Nós somos black metal, death metal, thrash metal...". Uma outra aparição pioneira do termo foi a coletânea Death Metal (1984), lançada pela gravadora alemã Noise. Ela incluía canções do Helloween, Hellhammer e Running Wild. Também em 1984 o Possessed lançou sua demo denominada Death metal, antecessor do álbum Seven Churches, álbum clássico de 1985. O nome da demo vinha da música homônima que participava da demo mas assim como as outras três músicas da demo ficaram conhecidas com o lançamento do Cd no ano seguinte. Apesar disso, a banda se auto-intitulava thrash metal na época. Em relação às bandas, na Europa o Bathory, o Sodom e Celtic Frost tomaram o termo para si. Nos Estados Unidos surgiam o Mantas (futuro Death) e o Master. A última tinha gravado um disco para a gravadora Combat em 1985; porém nunca foi lançado. Apesar disso, as demonstrações do Master foram bastante influentes no underground americano, assim como o Deathstrike, projeto paralelo do líder da primeira banda.
Anos 1980: A primeira geração
O death metal surgiu no início dos anos 1980, quando as bandas primordiais estavam sendo montadas, por volta de 1982 bandas como Hellhammer, Sodom, Possessed, Death e a brasileira Vulcano estavam iniciando suas atividades, a princípio o death metal tinha como influencias básicas o thrash metal praticado por bandas como Venom, Warfare, Atomkraft, Slayer, Voivod, Living Death, e o hardcore punk de bandas como GBH, Agnostic Front, Dissension, D.R.I. e Discharge. Em 1984 o Sodom lança o In The Sign Of Evil, um disco bem cru com uma sonoridade oscilando entre death metal e black metal. Em 1985, o Possessed Lança o Seven Churches grande clássico do gênero, considerado por muitos o primeiro álbum de death metal, no mesmo ano sairiam Endless Pain (Kreator), Bestial Devastation (Sepultura) e Hell Awaits (Slayer).
Anos 1990: A segunda geração
A segunda geração foi de fato a responsável pela afirmação e notoriedade do death metal na cena underground atual. Com características mais agressivas e viscerais, devido a influência herdada do grindcore já no fim dos anos 1990, novas bandas surgiram já rotuladas como death metal, diferente da década de 1980 onde as bandas que começaram a formação do death metal eram bandas de thrash que incorporavam certas características que não correspondiam ao thrash metal e que tornavam o som mais agressivo. Dentre as características que equalizaram o death metal noventista, destacamos, guturais extremamente graves, baixa afinação das guitarras, uso intenso de blast beats (característica herdada do grindcore), melhora considerável nas técnicas musicais, dentre outras muitas características que são evidenciadas nas vertentes que surgiram a partir dessa evolução do death metal. Dentre as bandas pioneiras dessa nova geração, podemos destacar: Carcass, Morbid Angel, Cannibal Corpse, Deicide, Calvary Death, Obituary, Bolt Thrower e Death. Essas bandas lançaram álbuns que se tornaram referência dentro da cena, como os álbuns Symphonies of Sickness e Necroticism - Descanting the Insalubrious da banda Carcass, com temática gore, guturais extremamente graves e um som revolucionador com muita técnica e velocidade aliadas.
Alguns dos discos tidos pela crítica como melhores do gênero são:


