Pesquisa · Mapa mental

Brit milá

Brit milá, chamado também de bris milo, ou apenas bris, é a cerimônia religiosa dentro do judaísmo na qual o prepúcio dos recém-nascidos é cortado ao oitavo dia como símbolo da aliança entre Deus e o povo de Israel. Também é nesta cerimônia que o menino recebe seu nome aos olhos da comunidade; cerimônia que costuma ser festiva.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/07/2026
01

Origens

A origem deste ritual é encontrado em Gênesis 17:1-14, onde Deus ordena a Abraão que ele e todos os seus descendentes se circuncidem como sinal do pacto entre Deus e Abraão. O judaísmo defende que este é um sinal de pacto perpétuo que não pode ser nunca abolido. Deste modo, quando diversas situações e povos buscaram obrigar o povo judeu à não seguir a prática da brit (como por exemplo, debaixo do domínio grego), sempre desencadeou-se uma resistência a abolir a prática, o que elevou a brit milá a um evento de grande importância e significado no sentido de "ser judeu".

02

Terminologia da brit milá

Mohel - aquele que é responsável por efetuar a remoção do prepúcio é chamado de mohel, em hebraico. Na interpretação mais conservadora, qualquer judeu que saiba fazer a cirurgia (se o pai da criança souber realizar a brit, não é permitido que delegue a função a outra pessoa) e saiba as bênçãos específicas pode realizar a brit, mas o mohel é um especialista capaz de efetuar a circuncisão. O mohel não é necessariamente um médico, mas tem uma grande experiência na execução da brit. Classicamente a brit é feita sem anestesia, apesar de atualmente em algumas brit milá a criança receber uma pequena anestesia. A tradição rabínica só permite que uma mulher execute a circuncisão se não houver um homem competente presente. No entanto, atualmente o rabinato conservador e reformista tem permitido que mulheres exerçam a função de mohel. Atualmente, a validade das cerimônias é discutida, ou pelo menos analisada, em função de que corrente autorizou o celebrante, no caso o mohel. Porém, isso acontece de forma "hierárquica" em função do tradicionalismo da corrente. Assim, um reformista sempre considerará válido um brit-milá feito por um mohel ortodoxo, mas isso não é necessariamente verdade para um ortodoxo se o mohel for reformista (principalmente se for mulher).

03

Procedimentos

A mulher do casal kvater toma a criança dos braços da mãe e entrega-la ao homem que levará e colocará a criança sobre a cadeira reservada ao profeta Elias. O pai então coloca o menino sobre o colo do padrinho, onde o mohel executa a circuncisão. O nome hebraico do menino então é anunciado a todos. Depois segue-se a refeição festiva.

04

Perspectiva médica

Ainda que seja por vezes comparada à "circuncisão feminina", mais aptamente chamada de mutilação genital feminina, os riscos não são comparáveis. Face aos riscos, há ainda assim algumas vantagens para os bebés rapazes num procedimento feito com boas práticas médicas, mas mesmo assim a circuncisão não é aconselhada como prática padrão. Ademais, apesar de estudos israelitas indicarem que leigos em medicina podem ser treinados para administração, realçam os riscos potenciais em realizá-la sem devido treino médico, e de forma excessivamente tradicional.

Circuncisão com sucção oral metzitzah b’peh

Algumas práticas tradicionais milenares são tidas como particularmente irresponsáveis, como o metzitzah b’peh, em que a ferida é limpa oralmente após ingestão de vinho (como um primitivo antisséptico), potenciando ainda assim o risco de infeção por vias das bactérias da boca, ou mesmo vírus potencialmente letais como o da herpes, estando em última análise a prática associada a casos de morte infantil, levada a cabo principalmente por grupos ultra-ortodoxos. Este contacto sexual levanta questões éticas adicionais, relacionadas com o consentimento do paciente menor ou de delegação parental. Alguns centros religiosos usam uma pipeta para evitar contacto, mas é opinião de vários especialistas que esta prática deveria ser banida no seu todo, a despeito de resistência dos ultra-religiosos.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando