Caixa alta e caixa baixa
Caixa alta é uma expressão usada em tipografia para referir à escrita com letras maiúsculas. É o mesmo que versais ou capitais.
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Um alfabeto bicameral é um alfabeto com símbolos em caixa alta e em caixa baixa, tais como os alfabetos latino, cirílico e grego. Um alfabeto sem distinção de altura de caixa, tais como os alfabetos árabe, hebraico, tâmil e hangul, é chamado de alfabeto unicameral. Da mesma forma, uma fonte tipográfica com símbolos para ambas as caixas de um alfabeto bicameral pode ser chamada de fonte bicameral. Fontes latinas com suporte a versaletes, além de maiúsculas e minúsculas, são denominadas tricamerais.
Caixa alta e caixa baixa
Na tipografia, os caracteres móveis — inicialmente em madeira e mais recentemente em chumbo — estão dispostos numa caixa dividida internamente, formando caixas menores (os “caixotins”). Para facilitar o acesso do compositor aos caracteres, a caixa é colocada sobre um cavalete inclinado. A parte contendo os caracteres mais usados (as minúsculas, a pontuação mais comum, os espaços, os algarismos) ficava num plano mais baixo, mais acessível — era a caixa baixa. A parte com as maiúsculas, os caracteres acentuados e sinais e símbolos menos usados ficava no topo — era a caixa alta. Assim, com o tempo usar a caixa alta passou a significar “escrever em maiúsculas”, enquanto usar a caixa baixa significa “escrever em minúsculas”.
Maiúsculo e minúsculo
Os termos maiúsculo e minúsculo derivam dos termos em latim maiusculus e minusculus, compostos pelos prefixos latinos maius ("maior") e minus ("menor") com o sufixo diminutivo -culus.
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No latim clássico não existia a distinção entre letras maiúsculas e minúsculas. Todos os textos eram escritos com letras semelhantes àquelas que hoje conhecemos maiúsculas. Aquilo a que hoje chamamos de letras minúsculas, ou em caixa baixa, nada mais é do que a imitação das letras das inscrições em pedra pelos escrivães que as tinham de desenhar em suportes mais parecidos com o papel (sobretudo o papiro). A diferença entre a letra imitada e a minúscula criada deve-se às características dos diferentes instrumentos de escrita usados, martelo e escopro no primeiro caso, cálamo ou pena no segundo. No essencial, a criação da maior parte das letras minúsculas deu-se entre os séculos IV e VI. Algumas letras minúsculas não foram criadas de todo, isto é, os símbolos usados são os mesmos das maiúsculas, sendo representados com um tamanho ligeiramente inferior. É o caso, por exemplo, do C, do K, do X ou do Z.
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A forma como as letras em caixa alta são usadas varia muito de país para país, havendo claramente uma tradição germânica e uma dos países latinos. Mesmo dentro de cada país há diferentes regras em uso conforme o editor e a finalidade dos textos em causa. Na língua portuguesa existem várias normas em uso. Até ao aparecimento da informática, as regras de uso das maiúsculas e minúsculas eram mantidas pelos compositores, que as transmitiam de mestre para discípulo. O desaparecimento desta profissão (passando a composição do texto a ser feita pelos próprios autores dos textos nos seus computadores) e o facto de as normas serem transmitidas oralmente quase não existindo fontes escritas levaram a um certo desnorte nesta área, como em outras da tipografia.[carece de fontes?] Hoje em dia, assiste-se a um processo quase imparável de esquecimento, abandono e adulteração das tradições da tipografia e da composição em língua portuguesa e de adopção sistemática de normas de outras línguas, sem que haja sequer consciência desse processo.[carece de fontes?]
Todas as letras em caixa alta
São raros os contextos em que todas as letras de uma palavra devem (ou podem) estar em maiúsculas: É considerado falta de educação escrever uma frase em contexto normal com todas as letras em caixa alta, por ser, em geral, mais difícil de ler. Em alguns contratos menos bem intencionados chega-se a escrever cláusulas completamente em maiúsculas e com letra em ponto pequeno, para desencorajar a sua leitura. [carece de fontes?]
Palavras especiais
Há algumas palavras que se devem grafar sempre com inicial maiúscula. Estas regras, contudo, podem ter algumas variações. Por exemplo, no português europeu os meses são escritos com inicial maiúscula (Janeiro) e no português brasileiro com minúscula (janeiro), embora o Acordo ortográfico de 1990 estabeleça o uso de minúscula. Por vezes, conforme o livro de estilo em vigor numa instituição, pode haver algumas diferenças. A seguinte lista contém as palavras especiais que, tradicionalmente, quer no Brasil, quer em Portugal, se escrevem com maiúscula inicial.
Títulos em artigos e em citação bibliográfica
Nos países de línguas românicas, a regra da referência bibliográfica é o título de qualquer artigo de imprensa ser escrito com a primeira letra em caixa alta e as restantes em caixa baixa, excepto nas palavras especiais (como nomes próprios). Também nos países anglo-saxónicos esta norma foi progressivamente introduzida na imprensa (para títulos de artigos) por ser considerada pelos editores mais prática, mais sóbria e mais estética. É o caso dos jornais The Guardian, do The Times e da generalidade da imprensa norte-americana. Tradicionalmente, nos países de línguas latinas, também a citação bibliográfica, isto é, a citação de títulos de obras, segue a mesma regra. Faz parte dessa regra a obrigatoriedade de o título da obra ficar sem aspas e em itálico ou, no caso das antigas máquinas de escrever, com sublinhado.


