Câmera
A câmera fotográfica(pt-BR) ou câmara fotográfica(pt-PT?), ou simplesmente câmera ou câmara, é um instrumento óptico para captação de imagens na forma de fotografias individuais; capta informações visuais de elementos externos sem ter contato físico com eles e, que podem ser registrados sobre uma superfície plana, é tecnicamente um dispositivo de sensoriamento remoto. que são armazenadas localmente e/ou transmitidas para outro local.
Origens
A precursora da câmera moderna é a câmera escura, cujo principio de funcionamento é fenômeno ótico que ocorre quando a luz de uma cena é captada por um pequeno orifício numa tela ou parede e projetada em outra tela ou parede paralela e oposta ao orifício, resultando na visualização sobre essa superfície da mesma cena invertida (esquerda para a direita e de cabeça para baixo). O registro mais antigo desse princípio é uma descrição feita pelo filósofo chinês Mozi (cerca de 470-391 a.C.), que concluiu corretamente que na câmera escura a imagem é projetada invertida como resultado do trajeto em linha reta que a luz percorre desde a sua fonte. Algumas décadas mais tarde, o grego Aristóteles (ou eventualmente um dos seus alunos) fez apontamentos a respeito do mesmo princípio. No seu tratado sobre ótica, Euclides pressupõe igualmente a câmera escura como uma demonstração de que a luz viaja em linha reta.
O processo fotográfico
Paralelamente ao desenvolvimento das próprias câmeras, por centenas de anos se sabia que algumas substâncias escurecem quando expostas à luz solar. Em uma série de experimentos publicado em 1727, o cientista alemão Johann Heinrich Schulze demonstrou que o escurecimento de sais de prata é resultado da ação da luz apenas, e não do calor ou da exposição ao ar, tal qual se acreditava à época. Meio século depois, o químico sueco Carl Wilhelm Scheele demonstrou que o cloreto de prata é especialmente suscetível ao escurecimento pela exposição à luz, e que uma vez escurecido ele torna-se insolúvel em soluções de amoníaco. A primeira pessoa a usar a química para criar imagens foi Thomas Wedgwood, que para criar imagens adicionava objetos, como folhas e asas de insetos, a vasos de cerâmica revestidos com nitrato de prata que eram então expostos à luz. Contudo, essas imagens não eram permanentes, pois Wedgwood não foi capaz de desenvolver um mecanismo para fixação das mesmas.
Da câmera escura à câmera moderna
A primeira câmera fotográfica desenvolvida para produção comercial, construída por Alphonse Giroux, um parente de Daguerre, foi lançada em 1839 e era destinada à produção de daguerreótipos. Giroux assinou um contrato com Daguerre e Isidore Niépce para produzir as câmeras na França, e cada dispositivo e acessórios custava 400 francos, o equivalente a um ano de salário de um trabalhador médio. Essa câmera consistia numa dupla caixa de madeira com uma lente montada na caixa exterior e um suporte na caixa interna, no qual se acoplava um vidro fosco emoldurado que funcionava como tela de focagem. Deslizando a caixa interna, objetos a várias distâncias poderiam ser mais ou menos focalizados. Após compor a imagem desejada, o vidro fosco era substituído por uma placa sensibilizada com produtos químicos. Uma roda estriada na aba da lente funcionava como obturador e era controlada manualmente. As câmeras daguerreótipo necessitavam de longos tempos de exposição, que iam de 5 a 30 minutos, e, portanto algumas variações de tempo eram toleradas.
Da animação ao filme
A cinematografia vinha se desenvolvendo desde pelo menos os anos 1830, quando imagens em movimento em baterias e discos rotativos foram produzidas independentemente por Simon von Stampfer (estroboscópio) na Áustria, Joseph Plateau (fenacistoscópio) na Bélgica, e William George Horner (zootropo) no Reino Unido. Em 19 de junho de 1878, Eadweard Muybridge fotografou com sucesso um cavalo em movimento rápido, com o auxílio de uma série de 12 câmeras dispostas ao longo de uma pista paralela àquela em que corria o cavalo. As imagens, tomadas com espaços de tempo de frações de segundo entre si, permitiram a sua posterior animação. Alguns anos mais tarde, em 1882, o cientista francês Etienne-Jules Marey inventou um dispositivo que chamou de fuzil fotográfico, capaz de captar 12 quadros de imagens consecutivas por segundo e que criava pela primeira vez a possibilidade de fotografar a uma velocidade suficientemente grande para a animação das imagens. A isso sucedeu-se o desenvolvimento de filmes fotográficos, que permitiram ao operador gravar uma diversidade de imagens tomadas na sequência e a intervalos regulares. O filme experimental Roundhay Garden Scene, gravado em película de papel por Louis Le Prince em 14 de outubro 1888, é o mais antigo a ter sido preservado.
Era digital
Até o final do século XX o filme fotográfico foi a mídia primária para câmeras fotográficas e de vídeo, mas, embora a sua utilização ainda ocorra em certos nichos, sua dominância foi interrompida pela emergência de câmeras digitais, que utilizam um sensor de imagem para captar imagens, convertendo-as em sinais elétricos que podem ser armazenados, exibidas em uma tela e impressas. Câmeras digitais e analógicas compartilham a maioria das suas características e componentes, e a principal diferença entre ambas é que na câmera digital o filme dá lugar a um sensor de imagem. Além disso, normalmente câmeras digitais são capazes de exibir imagens em uma tela imediatamente após serem gravadas e permitem apagar imagens gravadas em sua memória. Câmeras digitais mais avançadas frequentemente incluem outras funcionalidades como produção de fotografias em high dynamic range (HDR), junção de múltiplas imagens (photo stitching), múltiplas capturas por segundo e outros.
Embora o conceito e a funcionalidade de alguns componentes possam variar entre as diferentes gamas, marcas e categorias de câmeras, os seguintes componentes estão presentes na vasta maioria dos equipamentos:
Uma câmera fotográfica é um dispositivo ótico que registra uma única imagem de uma cena em um sensor eletrônico ou filme fotográfico. Embora inicialmente fossem projetadas para captar unicamente o espectro visível da luz, com o passar do tempo foram desenvolvidas câmeras que permitem captar outras porções do espectro eletromagnético, a exemplo das câmeras para infravermelho. A ampla maioria das câmeras possuem a mesma conceção básica: Após a luz penetrar por uma objetiva (1), um mecanismo de diafragma controla o diâmetro do orifício por onde a luz deve passar e um mecanismo de obturador (3) controla o intervalo de tempo de entrada de luz na câmera. A combinação desses dois elementos determina a quantidade de luz recebida pelo sensor ou filme, e a combinação desses dois elementos com a sensibilidade do filme ou sensor (4) determina a exposição da imagem, que pode ser mais ou menos escura.
De maneira geral, câmeras são classificadas quanto ao formato do filme que utilizam, e, no caso das câmeras digitais, isso leva em consideração o tamanho do seu sensor de imagem. Essa classificação estabelece três categorias, que correspondem a faixas de largura do filme utilizado. Câmeras de vídeo, em específico, também podem ser classificadas em função das diferentes larguras de filme de bitola cinematográfica: 8, 16, 35 e 70 mm.
Pequeno formato
Embora não exista um padrão oficial, costumeiramente são classificadas como de pequeno formato câmeras digitais e analógicas que gravam imagens em mídias iguais ou menores do que 24 × 36 mm, que é o tamanho de cada imagem de um filme de 35 mm e constitui um quadro inteiro ou full-frame. A maioria das câmeras produzidas e comercializadas desde os anos 1980 pertence a esta categoria, primeiro na forma de câmeras analógicas que utilizam filme de 35 mm, e posteriormente na forma de câmeras digitais. Mesmo algumas câmeras digitais utilizadas por profissionais possuem sensores menores do que 24 × 36 mm, e, para se ter uma ideia da dominância desse formato, da linha de câmeras comercializadas pela Canon em 2017 apenas três modelos principais, todos de topo-de-gama, são oferecidos com sensor de imagem full-frame.
Médio formato
Geralmente são classificadas como de médio formato câmeras digitais e analógicas que gravam imagens em mídias maiores que 24 × 36 mm mas menores que 4 × 5 polegadas. O termo se aplica igualmente a câmeras analógicas que utilizam filme de médio formato e câmeras analógicas adaptadas para uso digital e câmeras digitais que usam sensores maiores que um quadro de filme de 35 mm. Câmeras digitais de formato médio constituem equipamentos particularmente caros, e custam tipicamente entre 6 mil (Mamiya 645DF+) e 36 mil dólares (Hasselblad H5D-50c).
Grande formato
Grande formato refere-se a qualquer câmera que grave imagens em mídia igual ou maior do que 4 × 5 polegadas (102 × 127 mm). As câmeras de grande formato estão entre os primeiros dispositivos fotográficos criados, e as imagens produzidas por elas são maiores e melhores do que aquelas produzidas por câmeras de médio formato (em geral de 6 × 6 cm ou 6 × 9 cm), e muito maiores e melhores do que as produzidas por câmeras de pequeno formato. A principal vantagem do grande formato, seja em filme ou digital, é a maior resolução no mesmo tamanho de píxeis ou a mesma resolução com píxeis maiores.
Além da bitola do filme que utilizam, uma diversidade de características físicas das câmeras têm influenciado a sua classificação em categorias. Essas características incluem principalmente o tipo de dispositivo para visualização das imagens que serão captadas, mas também o sistema de objetivas (única ou gêmeas) e ainda o tipo de substrato para captação da imagem (digital ou filme), dentre outras. Contemporaneamente, as câmeras reflex monobjetivas, também referidas pela sigla SLR em referência ao seu nome em inglês (single lens reflex), são as mais amplamente utilizadas por profissionais e amadores especializados. Embora a ampla maioria das câmeras SLR fabricadas e comercializadas sejam modelos simples e com poucos recursos, no imaginário do grande público esse tipo de câmera está associado com fotógrafos profissionais, daí serem assim denominadas popularmente. As principais características que diferencia as câmeras reflex monobjetivas de outros tipos de equipamentos são a utilização de um espelho refletor para direcionar a luz ao visor ou pentaprisma (reflex), a utilização de uma única objetiva para captação da luz e visualização da cena (monobjetiva), e o uso de objetivas intercambiáveis. Isso implica que no momento de capturar uma imagem o espelho refletor deve deslocar para dar passagem à luz, produzindo um som característico. As câmeras SLR surgiram no final nos anos 1940 e nas décadas seguintes conquistaram parte significativa do mercado, tornando-se o padrão entre profissionais e as preferidas de amadores devido principalmente à incorporação de tecnologias que tornavam a sua operação mais versátil em comparação com outros tipos de câmeras, como objetivas intercambiáveis.
Câmara estenopeica ou pinhole
Câmeras estenopeicas ou pinhole (literalmente, buraco de agulha) são as mais simples e aquelas em que o princípio fundamental da câmera escura é mais evidente. O termo pinhole descreve a ausência de uma objetiva nessas câmeras, que ao invés apresentam um pequeno orifício em um dos lados: a luz penetra através dele, projetando uma imagem invertida sobre o filme ou sensor. Câmeras estenopeicas comercializadas podem apresentar funcionalidades como um suporte para filme, um obturador e até mesmo um visor. Dada a simplicidade desse equipamento, ele é frequentemente construído pelo próprio usuário e nesses casos podem consistir tão somente em uma caixa com orifício coberta internamente com um material fosco e preto.
Câmera-caixote
Câmeras-caixote estão entre os primeiros modelos vendidos em larga escala para o público amador. Equipamentos mecanicamente simples, consistem normalmente em uma caixa com lente de foco fixo, um obturador simples e um diafragma com um ou poucos estágios. São câmeras sólidas e de fácil operação, e embora tecnologicamente tenham sido ultrapassadas rapidamente, a sua produção continuou até pelos meados dos anos 1950, principalmente na forma de pseudo-TLR, imitações das então populares câmeras reflex de objetivas gêmeas.
Câmera compacta ou point-and-shoot
Câmeras compactas são as mais comuns e amplamente distribuídas atualmente. Uma câmera é classificada compacta ou aponte-e-dispare (em referência à sua denominação em língua inglesa, point-and-shoot) quando é desenvolvida para operação simples, contando tipicamente com uma objetiva de foco fixo e modos de exposição pré-definidos. Por norma, a visualização da cena é feita por meio de um visor paralelo, e, portanto, essas câmeras também podem ser classificadas por esse critério. Como consequência dessa característica, essas câmeras apresentam paralaxe, fenômeno no qual a imagem visualizada pelo operador é ligeiramente deslocada em relação àquela efetivamente capturada pelo equipamento.
Câmera de visor paralelo ou viewfinder
Uma câmera de visor paralelo é uma câmera equipada com dispositivo que permite ao utilizador visualizar aproximadamente a mesma cena que será capturada, auxiliando na composição da imagem final. Seu nome faz referência exatamente a essa característica: um visor com ângulo de visualização paralelo ao ângulo de captação da imagem. Enquanto outras câmeras permitem ao utilizador visualizar a mesma cena que será capturada ou ainda controlar visualmente o foco do aparelho, câmeras de visor paralelo somente fornecem ao operador um referencial para enquadramento da cena. Inicialmente câmeras não contavam com dispositivos que permitiam ao operador compor a imagem, e a composição era um processo bastante aproximado. Com o passar do tempo acessórios foram integrados às câmeras, primeiro na forma de uma moldura externa (também chamada visor de esportes) e depois na forma de um visor incorporado à câmera ou viewfinder. Em todos esses casos o visor permanece independente do restante do funcionamento da câmera.
Câmera de telêmetro ou rangefinder
Uma câmera de telêmetro, também chamada rangefinder (que calcula distâncias) é uma câmera equipada com um telêmetro, um dispositivo que permite medir a distância entre a cena que se quer capturar e a câmera, e consequentemente focar essa cena com relativa precisão e agilidade. O telêmetro tipicamente utilizado em câmeras é do tipo split-image: um mecanismo que apresenta ao operador duas visualizações semelhantes de uma mesma cena, que ao serem sobrepostas permitem à câmera focalizar a cena. Inicialmente o telêmetro consistia em um acessório externo e opcional, que normalmente era acoplado à sapata de flash e simplesmente fornecia ao operador um dado numérico (como a distância em metros) que era então informado manualmente no dispositivo de foco da câmera. Contudo, desde os anos 1950 câmeras comuns passaram a incorporar um mecanismo integrado que transmite automaticamente a informação do telêmetro ao dispositivo de foco, permitindo calcular a distância e focar em uma mesma operação. As câmeras de telêmetro ou rangefinder são sobretudo essas últimas, normalmente dotadas de duas ou três janelas frontais e um ou dois visores traseiros (ou seja, um único visor para composição e foco, ou visores independentes para foco e composição).
Câmera reflex de objetivas gêmeas ou TLR
Uma câmera reflex de objetivas gêmeas, também chamada TLR em referência ao seu nome em inglês (twin lens reflex), é um tipo de câmera com duas objetivas do mesmo comprimento focal, daí o seu nome fazer referência a objetivas gêmeas. Uma das lentes (dita de tomada) é responsável por receber a luz e direcioná-la ao filme ou sensor, enquanto a outra objetiva envia uma imagem semelhante ao vidro de focagem, por meio de um espelho refletor. Frequentemente operadas à altura da cintura, normalmente o vidro de foco é visto de cima. Amplamente utilizadas por profissionais e amadores, praticamente todas as TLR produzidas são câmeras de filme, muitas delas usando filme 120. Isso decorre principalmente do fato de o auge das câmeras TLR ter terminado muito antes da era das câmeras digitais. Apesar da sua superação tecnológica, esse tipo de equipamento conta com os seus apreciadores, e a linha de TLR Rolleiflex continuou em produção até o início do século XXI.
Dentre a grande diversidade de acessórios fotográficos existentes no mercado, os seguintes são os mais comumente associados às câmeras:
Tripé e monopé
Tripés são usados para estabilizar e elevar uma câmera, uma unidade de flash ou outro equipamento fotográfico. Tripés fotográficos possuem uma cabeça de montagem, na qual a câmera é acoplada. Existem diferentes modelos de cabeças de montagem, que apresentam desde um simples parafuso para prender a câmera, até recursos sofisticados que permitem realizar fotografias panorâmicas e controlar a inclinação de cada um dos eixos da câmera, dentre outros. Além disso, a solidez e estabilidade de cada tripé são características determinantes para sua escolha. Essas características normalmente variam em função do tipo de construção do tripé (pernas dobráveis, retrateis ou fixas), bem como em função dos materiais empregados nessa construção (tipicamente alumínio, fibra de carbono, aço, madeira ou plástico). Por definição, todo o tripé tem três pernas, e acessórios para estabilizar câmeras que contam com apenas um pé são chamados monopés. Estes, têm como vantagem comparativa uma maior mobilidade e portabilidade, e são particularmente úteis, por exemplo, em fotografia de esportes.
Filtro ótico
Um filtro ótico é um acessório de plástico ou vidro que pode ser inserido no caminho óptico, normalmente à frente da objetiva. Filtros podem ter uma forma quadrada ou oblonga e serem montados num acessório de suporte, ou, mais comumente, consistirem em um disco rosqueado na parte da frente da objetiva. O uso de filtros visa modificar a luz e consequentemente as imagens captadas. O uso desse recurso é particularmente variado e permite realizar desde mudanças sutis nas imagens, até imagens que simplesmente não poderiam ser captadas sem o uso de filtros. Em fotografia monocromática, filtros coloridos podem afetar o brilho relativo de diferentes cores, e assim um filtro vermelho, por exemplo, pode ser usado para aumentar o contrate entre flores vermelhas e folhagens verdes, escurecer um céu azul e produzir consequentemente o efeito de nuvens brancas, dentre outros efeitos. Outros filtros alteram o equilíbrio entre as cores das imagens, permitindo, por exemplo, compensar o tom amarelado da luz de lâmpadas incandescentes e obter uma imagem mais realista. Além disso, existem filtros que distorcem a imagem de um modo desejado, que aumentam a nitidez (por exemplo, direcionando a luz polarizada), filtram determinados trechos do espectro de luz (por exemplo, a radiação ultravioleta (UV)), ou acrescentam efeitos à imagem captada (por exemplo, dando um formato estrelado às fontes de luz).
Para-sol
Um para-sol, ou, mais informalmente, um capuz de lente, é um dispositivo usado na extremidade dianteira de uma objetiva para bloquear partes dos raios de sol ou de outras fontes de luz, evitando que esses raios incidam diretamente sobre a lente e causem Lens flare e clarões, duas aberrações óticas. Para-sóis também podem ser utilizados para proteger a objetiva e os seus elementos frontais, evitando o uso de tampas de lente, que devem ser removidas antes do uso do equipamento e, portanto, podem retardar a captura de imagens inesperadas. Existe uma grande diversidade de para-sóis disponíveis no mercado, e a sua possível compatibilidade com uma câmera deve levar em consideração ao menos três fatores: a distância focal da objetiva utilizada, o tamanho do elemento de lente frontal e as dimensões do sensor de imagem ou filme na câmera. Além disso, existem formatos variados de para-sóis com finalidades distintas, como, por exemplo, aquele dito de pétala, tulipa ou flor, que permite bloquear a luz dispersa sem interromper a luz dos cantos da imagem, reduzindo assim a quantidade de vinheta da imagem final.
Flash
Um flash é um dispositivo usado para produzir luz artificial, para iluminar uma cena. Isso pode ser desejável por uma série de motivos que incluem melhorar a clareza de uma cena, reduzir o tempo de exposição e consequentemente poder operar a câmera sem o uso de um tripé, captar em detalhe objetos em movimento, obter exposições mais equilibradas mesmo em condições de luz do dia e dirigir a atenção do espectador a pontos específicos da imagem. Consequentemente, um flash pode ser usado como uma ferramenta criativa altamente eficaz. Atualmente a maioria dos dispositivos de flash são eletrônicos, mas historicamente a mesma função era atingida, embora com menor precisão, com o emprego de pós inflamáveis (notadamente a base de magnésio) e lâmpadas descartáveis. A primeira câmera a apresentar um flash integrado foi a americana Spartus Press Flash, de 1939, e desde então gradualmente esse tipo de construção popularizou-se. Contudo, alguns equipamentos, principalmente para uso profissional, permitem acoplar unidades de flash separadas, e estúdios de fotografia também utilizam unidades de flash independentes, que devido ao seu tamanho e potência podem ser alimentadas por baterias ou conectados à rede elétrica. Nesses casos, as unidades de flash são sincronizadas com a câmera por dispositivos com ou sem fios, ou ainda através dos chamados escravos, que são dispositivos que captam a luz do flash integrado à câmera e disparam as demais unidades de flash presentes no ambiente.
Disparadores remotos
Disparadores remotos são dispositivos que permitem ao fotógrafo disparar a câmera sem contato direto com ela, e que consequentemente permitem ao fotógrafo realizar fotografias de longa exposição sem perturbar a captura. Existem duas categorias principais de disparadores remotos: sem fio ou a cabo. Disparadores a cabo são dispositivos mecânicos aparafusados à câmera, e equipamentos mais recentes podem ou não os aceitar. Disparadores sem fio comunicam-se diretamente com a câmera, caso ela tenha essa capacidade, ou com um receptor acoplado a ela. Neste caso, a câmera deve possuir uma entrada compatível com essa tecnologia.


