Caminhos do Cinema Português
O Festival Caminhos do Cinema Português é o único festival de cinema exclusivamente português, realizado em Portugal. É organizado pelo Centro de Estudos Cinematográficos da Associação Académica de Coimbra, é considerado pelo ICA, como o sexto festival de cinema em Portugal, ocorrendo em Coimbra. Também é marcante ser um dos poucos festivais de cinema realizados fora da Grande Lisboa e Grande Porto.
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O projecto do festival “Caminhos do Cinema Português” nasceu em 1988 na sequência do Curso de Verão, com o nome homónimo, que a Sala de Estudos Cinematográficos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra ministrava para estrangeiros e que se constituía como uma espécie de complemento às sessões teóricas para o visionamento de filmes. Realizou-se então a primeira edição da então Mostra de Cinema Português, organizada à data entre a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e o Centro de Estudos Cinematográficos/AAC. Mostra esta que foi evoluindo, tornando-se mais tarde no Festival que projecta a produção cinematográfica nacional. O programa desta primeira edição contou com obras de realizadores consagrados, tais como Paulo Rocha, Luís Filipe Rocha, João César Monteiro e o incontornável Manoel de Oliveira. Seguiram-se mais duas mostras em 1989 e 1990 que apostaram essencialmente em mostrar cinema português tendo por base não um formato competitivo, mas sim uma temática. Na terceira edição, a programação subordinou-se a três grandes eixos que foram: O Documento – com a projecção de filmes como “Trás-os-Montes” de António Reis e Margarida Cordeiro, “Belarmino” de Fernando Lopes, A Fuga de Luís Filipe Rocha, O Texto – com filmes como “Amor de Perdição” de Manoel de Oliveira, “Conversa Acabada” de João Botelho, “Crónica dos Bons Malandros” de Fernando Lopes, O Imaginário – em que foram projectados filmes, como “Os Verdes Anos” de Paulo Rocha, “Um Adeus Português” de João Botelho e Leonor Pinhão, entre muitos outros.
Em 2010, XVIII Edição, realizou-se uma edição marcante na história do festival com um enorme salto qualitativo e quantitativo. Pela primeira vez foram atribuídos, numa iniciativa inédita em Portugal, os prémios técnicos no Cinema Português com o Júri Caminhos. Foi neste ano que foi atingido o número marcante de 9055 espectadores e se promoveu um grande número de actividades e novas formas de comunicação atingindo finalmente o estatuto de festival nacional. Na XVIII, 2011, o festival continuou a inovar nas actividades promovidas superando qualitativamente as edições anteriores reafirmando o carácter nacional do festival.Foi o ano em que foram instroduzidas as Master-Sessions, após as Secções Competitivas, e promovemos uma relação mais intensa com dos nossos espectadores com os cineastas portugueses. Desde então têm marcado presença, frente à nossa tela, individualidades como Luís Miguel Rocha, Luís Reis Torgal, Vicente Alves do Ó, Raquel Freire, João Viana ou Inês de Medeiros debatendo-se e procurando novos Caminhos para o Cinema Português.
O Centro de Estudos Cinematográficos/AAC mantém uma parceria de organização com a Caminhos do Cinema Português - Associação de Artes Cinematográficas de Coimbra, que já existe desde 2001. Esta parceria, quer continuar a imprimir uma marca de distinção ao projecto sendo no entanto fiel às suas origem e ao seu carácter único no panorama do cinema nacional. Estes longos e ricos Caminhos foram construídos por várias gerações de estudantes e cine-clubistas, que de forma totalmente voluntária, permitiram tornar Coimbra a Capital do Cinema Português. Do historial dos Caminhos, espera-se que se tracem novos Caminhos para o Cinema Português, continuando a afirmar a cidade de Coimbra como a Capital do Cinema Português, e que a anterior edição não seja a última do festival e do cinema português e, seja, sim, o início de uma nova época.
Prémio D. Quijote Prémio da Federação Internacional de Cineclubes


