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Carlos Barretto

Carlos António Barreto de Andrade Amaro, mais conhecido como Carlos Barretto, é um contrabaixista de jazz e artista plástico português.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Biografia

Imagem: rtppt · BY-NC-SA · Openverse

Nascido no Estoril, em 1957, Carlos Barretto teve contacto com a música desde cedo, através do pai, que tocava guitarra e harmónica cromática, além de ser frequente em sua casa a audição de discos de espetros musicais variados, desde os clássicos , aos mais modernos músicos de jazz da altura. Aos seis anos inicia a aprendizagem da guitarra, mas é aos dez nos que inicia o estudo no Conservatório Nacional de Lisboa (piano e solfejo) passando posteriormente para o Contrabaixo, por influência das sonoridades ouvidas no Festival de Jazz de Cascais, tendo então estudado com o professor Armando Crispim, com quem concluiu o curso de música do Conservatório Nacional de Lisboa. Nesta fase, e paralelamente, frequenta a escola de Jazz do Hot Club de Portugal, onde estabelece as bases da sua relação com o Jazz e faz as primeiras experiências regulares com músicos locais deste género musical. Mais tarde, em 1982, prosseguiu os estudos do Contrabaixo, com o conceituado instrumentista e professor Ludwig Streischer, na Academia Superior de Música de Viena, em Viena de Áustria, onde residiu entre 1982 e 1984. Nesta cidade teve oportunidade de prosseguir o seu envolvimento com o jazz, tocando com musicos como Fritz Pauer (músico regular de Art Farmer), Joris Dudli e Christian Radovan (ambos da Vienna Art Orchestra).

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Estilo

Imagem: rtppt · BY-NC-SA · Openverse

Estilisticamente Barretto passou de um Neo-Bop ou Post-Bob (claro nas primeiras fases), para um estilo mais próximo do jazz europeu contemporâneo, fases estas que se evidenciam nos seus espectáculos.[notas 1] Apresenta também um vertente experimentalista, quase avant-garde, que se manifesta, por exemplo, no grupo "Lokomotiv" em que a musica é mais intrincada e complexa principalmente pela interacção entre os três músicos. Quando em actuações a solo predomina um tom mais intimista e lirico, mas contra o que é usual nos baixistas de jazz, Barretto recorre frequentemente ao uso do arco, com mestria e desenvoltura, criando paisagens sonoras diversas das usuais no jazz main-stream.[notas 2][notas 3][notas 4]

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Fontes consultadas

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