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Casa de Bragança

A Sereníssima Casa de Bragança é uma dinastia de origem portuguesa, tendo sido uma das mais importantes e influentes na Europa e no mundo até ao início do século XX. Foi a última casa soberana do Reino de Portugal, do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, e do Império do Brasil.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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História

Era feudal

A Casa de Bragança teve origem com Afonso I, filho ilegítimo de João I de Portugal — fundador da Casa de Avis — e Inês Pires. Embora fosse um "bastardo real", Afonso gozava de grande prestígio na corte o que se comprova por seu casamento com Beatriz Pereira de Alvim, filha de Nuno Álvares Pereira, um dos mais poderosos generais lusitanos e amigo particular de João I. Além de ampliar seu prestígio social através do casamento com uma importante casa dinástica, Afonso também tornou-se o oitavo Conde de Barcelos, honra a ele concedida por seu sogro que havia sido feitado o sétimo conde pelo rei. Com o seu lugar recentemente consolidado na nobreza portuguesa, Afonso iniciou o que seria uma carreira política e social de grande sucesso. Em 1415, participou na Conquista de Ceuta ao lado do pai, dos irmãos e dos principais membros da nobreza e militares. À data da morte do pai, em 1433, Afonso tinha conquistado a simpatia do irmão, o rei Duarte I e do restante da alta sociedade portuguesa. Com a morte prematura de seu irmão em 1438, foi estabelecida uma regência para seu sobrinho Afonso V, de 6 anos, sob a liderança da rainha-mãe Leonor de Aragão e de Pedro, Duque de Coimbra. A regência do Duque de Coimbra, no entanto, logo se mostrou impopular e Afonso rapidamente se tornou o conselheiro preferido do rei. Em 30 de dezembro de 1442, o Duque de Coimbra nomeou Afonso como Duque de Bragança, num gesto de boa vontade e reconciliação entre os dois irmãos. A elevação de Afonso ao ducado, o mais alto título do pariato, marcou a fundação da história ducal da Casa de Bragança, que viria a tornar-se a mais proeminente dinastia da história portuguesa.

Renascença portuguesa

Durante a vida de Jaime I, o Ducado de Bragança passou por uma era de restauração e reconhecimento. Após o seu regresso a Portugal, Jaime tomou posse das propriedades anteriormente confiscadas pela Coroa e, visando estabelecer uma nova imagem de sua dinastia, iniciou a construção de uma nova sede ducal que viria a ser um dos mais suntuosos palácios Península Ibérica, o Paço Ducal de Vila Viçosa. A restauração aprofundou também com as relações dos Bragança com o rei, com Jaime I vindo a tornar-se o favorito de Manuel I e eventualmente seu herdeiro presuntivo. Por outro lado, Jaime I também foi condenado a financiar a conquista de Azamor por ter encomendado o assassinato de sua primeira esposa, Leonor Pérez de Guzmán.

Reinado em Portugal

Por volta de 1640, as sábias políticas de Filipe I em relação a Portugal já tinham passado. O país estava sobrecarregado, as colónias portuguesas ficaram desprotegidas e o rei Filipe III de Portugal não tinha mais a confiança ou o apoio da maioria da nobreza portuguesa, sendo especialmente rejeitado pela poderosa guilda de mercadores. Portugal, como os demais reinos sob Filipe III, vivia a iminência de uma rebelião. O oitavo Duque de Bragança, João II, havia herdado a pretensão de sua avó, Catarina de Bragança, e uma pretensão mais distante por meio de seu avô João I de Bragança. Por conta de suas várias reivindicações, a nobreza portuguesa descontente pediu a João II que liderasse o movimento de restauração como rei.

Reinado no Brasil

Em 1808, diante da iminente invasão napoleónica, os Bragança transferiram sua corte real para o Estado do Brasil, a maior colônia de Portugal. Em 1815, após a consolidação da corte na então colônia, um decreto régio alterou a condição do Brasil de colônia portuguesa à reino igualado a Portugal, formando o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Em 1821, o rei João VI regressou a Portugal. Em janeiro de 1822, Pedro, Príncipe Real de Portugal, Brasil e Algarves — filho mais velho de João VI e também regente no Brasil — aliou-se aos independentistas brasileiros na longa Guerra da Independência. Em setembro do mesmo ano, Pedro I foi aclamado Imperador do Brasil e reinou até 1831, quando abdicou do trono em favor de seu jovem filho Pedro de Alcântara e retornou a Portugal para liderar o processo de entronização de sua filha mais nova, Maria da Glória.

Ramificações

Em 1826, Pedro I do Brasil assumiu o trono português como Pedro IV a despeito do receio de elites políticas de que sua coroação trouxesse uma reunificação dos reinos de Portugal e Brasil. Em meio ao caos político, Pedro IV abdicou do trono português em favor de sua filha, a princesa Maria da Glória, então com sete anos. Seu irmão, Miguel, iria atuar como regente e casar-se com Maria quando ela atingisse a maioridade. Em 1828, no entanto, Miguel assumiu o trono e anulou a constituição liberal de 1826 tentando estabelecer uma monarquia absoluta. Após o exílio de Maria II, Pedro IV retornou a Portugal liderando uma campanha militar bem sucedida contra Miguel I. Em 1834, Pedro IV finalmente derrotou e exilou Miguel I após as extensas e complexas Guerras Liberais. Embora exilado e derrotado, Miguel I não abdicaria da pretensão ao trono e estabeleceria o ramo miguelista da Casa de Bragança. Os casamentos estratégicos dos seus filhos com as várias casas reais da Europa valeram-lhe a alcunha de "Avô da Europa".

Império do Brasil

Em 7 de setembro de 1822, Dom Pedro de Bragança, então Príncipe Real de Portugal, Brasil e Algarves e Regente do Reino do Brasil, declarou a independência do país. Em 12 de outubro, o príncipe foi aclamado Pedro I, primeiro Imperador do Brasil, que reinaria num sistema de monarquia constitucional. Em 1825, após a longa Guerra da Independência que se alastrou por todas as províncias do país e através do Tratado do Rio de Janeiro, João VI reconheceu a independência do novo país. Pedro I enfrentou uma série de crises durante seu reinado. Uma rebelião independentista na Província Cisplatina no início de 1825 e a tentativa subsequente das Províncias Unidas do Rio da Prata de anexar a região levaram o Império à fracassada Guerra Cisplatina. Em março de 1826, João VI morreu e Pedro I herdou a coroa portuguesa, tornando-se brevemente o rei Pedro IV de Portugal antes de abdicar em favor de sua filha mais velha, Maria II. A situação se degradou em 1828 quando a guerra no sul terminou com a perda da Cisplatina pelo Brasil, que se tornaria a república independente do Uruguai. No mesmo ano, em Lisboa, o trono de Maria II foi usurpado pelo príncipe Miguel, irmão mais novo de Pedro I.

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Casa Ducal

Os bens da Casa Ducal resultam das doações de D. João I de Portugal ao condestável D. Nuno Álvares Pereira (na sequência dos feitos militares deste nobre militar durante as guerras com Castela, entre 1383 e 1385) que, depois, passaram em dote e herança para a sua única filha, Beatriz Pereira de Alvim, que veio posteriormente a casar com o 8.º conde de Barcelos em Frielas, no dia 1 de novembro de 1401 (era de 1439). O segundo duque de Bragança, D. Fernando I, era filho segundo do primeiro duque, sucedendo no ducado por morte do seu irmão. Depois da referida doação de D. Nuno Álvares Pereira, por virtude de escambo realizado a 10 de novembro de 1424, entre o duque D. Fernando I e sua irmã D. Isabel, e seus descendentes, foram acrescentadas ao ducado as terras de Paiva, Tendais e Lousada, e tal foi confirmado a 9 de dezembro desse ano pelo rei D. Duarte.

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Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves

A Casa de Bragança governou o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves entre 1815 e 1822, desde a elevação do Brasil a Reino, pelo então Príncipe Regente, João de Bragança, que depois reinou como João VI, até a independência do Brasil, em 1822.

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Brasil

A Casa de Bragança governou o Império do Brasil entre 1822 e 1889, desde a Independência do Brasil pelo então Príncipe Real, Pedro de Alcântara de Bragança, que depois foi aclamado imperador como Pedro I do Brasil, até a deposição de Pedro II durante a Proclamação da República, em 1889.

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Casa de Bragança-Saxe-Coburgo-Gota

A Casa de Bragança-Saxe-Coburgo-Gota, também chamada Casa de Bragança-Coburgo e de Casa de Bragança-Wettin, foi a última casa real que reinou em Portugal, resultante de ramo dinástico germânico-português que teve a sua origem na união matrimonial da rainha D. Maria II de Portugal, da Casa de Bragança, com o príncipe D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota e Koháry, da Casa de Saxe-Coburgo-Gota — dinastia Wettin. No entanto, em Portugal, as mulheres sempre puderam ser herdeiras e ascender ao trono. Seguindo as leis hereditárias tradicionais portuguesas considera-se que a legitimidade dinástica dos Bragança passou para D. Maria II e para os seus herdeiros, continuando a existir a original Casa de Bragança e não um ramo dinástico separado. Sendo assim, a maioria dos historiadores portugueses não reconhece a existência de uma Casa de Bragança-Saxe-Coburgo e Gota, embora aos últimos Reis de Portugal, sucessores de D. Maria II, fosse recorrentemente dado o nome de Braganças-Coburgo ou Braganças-Wettin.

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