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Castelo Branco

Castelo Branco OC é uma cidade raiana portuguesa capital do Distrito de Castelo Branco, situando-se na sub-região da Beira Baixa da Região do Centro e tendo pertencido à antiga Província da Beira Baixa, com 33 772 habitantes (2021) no seu perímetro urbano.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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História

Castelo Branco terá tido a sua origem no local de um castro pré-romano. No início do séc XII existia uma povoação no cimo da Colina da Cardosa, em cuja encosta se desenvolveu o povoamento da vila. A 22 de Setembro de 1931 foi feita Membro Honorário da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo.

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Geografia

Localização

A cidade de Castelo Branco localiza-se no interior de Portugal a aproximadamente 50 km da fronteira com Espanha e dista cerca de 100 km da cidade da Guarda e 80 km da cidade de Portalegre, as capitais de distrito mais próximas.

Orografia e hidrografia

A cidade foi edificada inicialmente no topo e na encosta adjacente do Monte da Cardosa, mas cresceu e, nos dias de hoje, ergue-se principalmente nas zonas planas adjacentes. Ainda assim, a cidade encontra-se 384 metros acima do nível do mar e o castelo, a 490 metros. No extremo oposto, ergue-se o Monte de São Martinho, uma formação quartzítica que constitui um importante centro arqueológico. O solo é na sua maioria do tipo granítico, do qual é exemplo uma afloração rochosa conhecida por barrocal, a sul da cidade. A nível hidrográfico há dois rios que passam bem perto da cidade, o Rio Ponsul a este e o Rio Ocreza a oeste, no que desagua, por sua vez, a Ribeira da Líria. A área ocupada pelo município de Castelo Branco é parte integrante da bacia hidrográfica do Rio Tejo, que corre a sul, formando uma fronteira natural com Espanha. Tanto o Rio Ponsul como o Rio Ocreza são afluentes do Rio Tejo e, como tal, desaguam no mesmo.

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Cultura

Bordado de Castelo Branco

Um dos produtos típicos da região é o bordado de Castelo Branco — em colchas de linho bordadas com fio de seda natural, que se crê serem de inspiração oriental e que se tornaram conhecidas a partir de meados do século XVI. São evidentes as suas cores vivas e também os elementos que retratam, normalmente relacionados com a Natureza, destacando-se o frequente uso de árvores e pássaros. O bordado de Castelo Branco tem semelhanças com as colchas de Toledo e Guadalupe, na Espanha. Representaram, durante séculos, a dignidade do enxoval de qualquer noiva da região, quer fosse plebeia ou nobre. Alguns dos elementos desses bordados são o lar e a árvore da vida. Os desposados são representados por pássaros juntos; os cravos e as rosas representam o homem e a mulher, respetivamente; os lírios, a Virtude; os corações, o Amor; as gavinhas, a Amizade, entre outros.

Museus

O Museu Francisco Tavares Proença Júnior é o mais conhecido da cidade de Castelo Branco. Fundado em 1910, é já um museu centenário, embora nem sempre tenha estado aberto nesse período de tempo. Este museu guarda muitas peças identificativas da cidade e da região, como achados arqueológicos, tapeçarias do século XVI e arte primitiva portuguesa. O Solar dos Cavaleiros, edifício de meados do século XVIII, em pleno centro histórico, serve de instalação a uma parte do Museu Cargaleiro, onde é possível apreciar um notável conjunto de obras que integra o acervo da Fundação Manuel Cargaleiro: pintura, cerâmica, escultura, azulejaria, tapeçaria. O Museu foi inaugurado a 25 de Abril de 2004.

Teatro

Existem na cidade alguns grupos de teatro amador que realizam as suas peças em diversos espaços na cidade e por todo o município:

Bandas filarmónicas do município de Castelo Branco

Existem ao todo cinco bandas filarmónicas em atividade espalhadas por algumas freguesias do município. São elas:

Eventos

O feriado municipal, que se comemora no terceiro dia da Romaria da Nossa Senhora de Mércoles, tem sempre lugar na terceira terça-feira após a Páscoa.

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População

De acordo com os dados do INE o distrito de Castelo Branco registou em 2021 um decréscimo populacional na ordem dos 9.3% relativamente aos resultados do censo de 2011. No concelho de Castelo Branco esse decréscimo rondou os 6.8%. (Obs: De 1900 a 1950 os dados dos grupos etários referem-se à população "de facto", ou seja, aos habitantes que estavam presentes no município à data em que os censos se realizaram, mesmo que ali não tivessem residência oficial. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente) A população do município de Castelo Branco tem vindo a envelhecer ao longo das últimas décadas. Segundo o INE, cerca de 18% da população, o que corresponde a cerca de 6937 pessoas, tem 65 anos ou mais. Em contrapartida, apenas 15% da população se situa na faixa etária dos 0 aos 14 anos de idade. A corroborar este facto, o índice de envelhecimento localiza-se nos 168% o que, apesar de ser um dos valores mais baixos da Beira Interior, é elevado quando comparado com a média nacional (102%). Por outro lado, e não menos preocupante, é o facto da taxa de mortalidade superar a taxa de natalidade. Enquanto a primeira se situa nos 10,3 (óbitos por cada 1000 habitantes no espaço de um ano), a segunda atinge apenas os 8,8, o que se traduz num saldo populacional negativo.

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Património

Foi edificado no século XVI, juntamente com uma capela demolida no início do século XX e da qual não restam vestígios. É um cruzeiro manuelino, granítico com um Cristo Crucificado. Localiza-se no Largo de São João e é classificado como Monumento Nacional. Localizado na Praça Luís de Camões, este edifício data do século XVI tendo sido alvo de diversas reconstruções posteriores. Começou por acolher a Câmara Municipal, mas já funcionou como tribunal, cadeia e, mais recentemente, como biblioteca municipal. Castelo Branco é a cidade com maior número de portados quinhentistas em Portugal. São um legado do século XVI e constituem uma das mais genuínas expressões do património arquitetónico desse século. Em 1979, o Cónego Anacleto Pires Martins identificou 324 portados com características quinhentistas na zona histórica da cidade, dos quais 30 têm traços manuelinos. Os desenhos de Duarte de Armas revelam um facto curioso: ainda no século XIII, muito antes da construção da cerca da vila, a residência do bispo, que se encontrava fora do castelo, foi fortificada, formando uma pequena cidadela que se pode designar por cidadela do bispo (identifica-se nos desenhos de Duarte de Armas por ter muralhas mais altas que a cerca da vila). Situada em plena zona histórica, a Casa do Bispo ou do Arco do Bispo é a casa mais antiga de Castelo Branco. Construída em cima de um arco, é conhecido como arco do bispo, erradamente confundido com uma das portas da cerca da vila e que, atualmente, separa o largo Luís de Camões da Rua Arco do Bispo. Foi, em tempos, a entrada para um recinto amuralhado.

Estação Arquelógica do Monte de São Martinho

Aglomerado proto-urbano. Povoado da Idade do Bronze com anterior ocupação do sítio no Neolítico e posterior ocupação romana. Povoado fortificado. Permanência longa da ocupação do povoado. Identificação de numeroso espólio arqueológico.

Convento e Igreja da Graça

O Convento de Nossa Senhora das Graças, também conhecido por Convento da Graça, é um convento situado junto à saída norte da cidade de Castelo Branco. Até 1834, foi pertença da Ordem dos Ermitas de Santo Agostinho e atualmente é a sede da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco. A Igreja de Nossa Senhora das Graças, vulgarmente conhecida por Igreja da Graça, é uma parte integrante do Convento da Graça de Castelo Branco.

Castelo

O Castelo da cidade foi construído na Idade Média, entre 1214 e 1230. É um obra dos templários, pelo que é também conhecido com Castelo dos Templários. Posteriormente (uns 150 anos mais tarde), no reinado de D. Afonso IV, foi construída a cerca da vila, uma muralha e um conjunto de torres que rodeava a vila que, entretanto, crescera na encosta do monte da Cardosa. Em 1648, devido à Guerra da Restauração, sofreu bastantes danos causados pela ofensiva espanhola. Mais tarde, na Guerra Peninsular, voltou a ser assolado pelas tropas francesas lideradas por Jean-Andoche Junot. Na zona do Castelo existe ainda a Igreja de Santa Maria do Castelo, que foi classificada recentemente como Imóvel de Interesse Público e que contém diversos túmulos, entre eles o de João Roíz de Castelo Branco.

Azulejos do Jardim do Paço Episcopal

Os muros delimitadores do Jardim do Paço apresentam painéis de azulejo figurativo, monocromo, azul sobre fundo branco, representando várias vistas de Castelo Branco, da Antiga Quinta e Bosque, a Capela de São João e respetivo Cruzeiro; aparecem, ainda, painéis de azulejo retilíneos, com os ângulos curvos, emoldurados a cantaria e a faixa cerâmica, a representar os desenhos de Castelo Branco, efetuados por Duarte de Armas, no século XVI, bem como a representação do Bispo D. João de Mendonça.

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Turismo

Os estabelecimentos de alojamento e a restauração não têm apenas turistas como clientes. As sociedades desses ramos mais diretamente ligados ao turismo sediadas no município representavam pouco mais de 2% do volume de negócios do mesmo. Alguns dos locais a visitar são o Jardim do Paço Episcopal (1725), o Parque da Cidade, o castelo dos Templários e o Museu Francisco Tavares Proença Júnior, sediado no antigo Paço Episcopal rico em peças arqueológicas, tapeçarias, numismática e pintura quinhentista portuguesa. Note-se também o crescimento de diversas zonas de lazer, destinadas aos mais novos. O programa Pólis criou novas piscinas municipais, novos parques para a prática de desporto e renovou o Parque da Cidade. De especial importância é também a sua vida noturna. Perfeitamente integradas no centro cívico da cidade, a Devesa, estão as "Docas", um conjunto de novos bares e cafés, de ambiente calmo, para todas as idades, que proporcionam momentos únicos a quem as visita. Sendo maioritariamente frequentados pelos nativos, também frequentam-nas jovens da região de Portalegre, das zonas mais rurais do município e até de Lisboa e Porto.

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Economia

Ao todo, a Zona Industrial de Castelo Branco emprega 4000 pessoas, sendo o maior pólo económico da região, tem as suas principais atividades nos setores de refrigeração, agroalimentar, fabrico de componentes eletrónicos e de artigos de plástico, vestuário e confeção, estruturas metálicas, madeiras, transformação de vidro e pedras, serviços e distribuição. A cidade é sede da Centauro, uma empresa que produz permutadores de calor e equipamentos destinados à indústria de refrigeração e ar condicionado. Conjuntamente com outras empresas do setor sediadas na cidade, fazem de Castelo Branco uma referência nacional na indústria do frio. A filial portuguesa da Danone tem a sua fábrica em Castelo Branco, sendo umas das empresas mais antigas instaladas na zona industrial de Castelo Branco e também dos maiores empregadores com perto de duas centenas de trabalhadores, e onde são produzidos diariamente produtos da Danone para toda a Península Ibérica.

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Clima

O clima no município de Castelo Branco é temperado mediterrânico, influenciado pela continentalidade, logo apresenta pouca humidade ao longo do ano. A localização da cidade, numa zona transitória entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Atlântico, confere-lhe muitas das propriedades climatológicas que apresenta. A temperatura média do ar ronda os 15,5 °C, atingindo o seu mínimo em Janeiro (com temperaturas médias mínimas próximas de 4 °C) e com a média de 7,9 °C. O seu máximo ocorre em Julho (onde a temperatura se situa, em média, na casa dos 25 °C). A precipitação é mais abundante de Outubro a Janeiro, com queda de neve ocasional e com valores médios mensais acima dos 100mm. Em contrapartida, em Julho e Agosto, a precipitação é residual, sendo estes os meses mais secos que a cidade atravessa anualmente. No Inverno, em Janeiro, Castelo Branco tem temperaturas mínimas de -4 °C, mas há registos de -7 °C, por vezes com ocorrência de queda de neve (média de 8 cm).

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Acessos

Castelo Branco é servida por uma estação ferroviária da Linha da Beira Baixa. O município é servido por mais estações, predominantemente nas freguesias mais rurais. Em termos rodoviários, possui um terminal de camionagem, com carreiras para todos os pontos do País, nomeadamente Lisboa, Porto, Algarve e também para Espanha. A cidade é servida por uma auto-estrada, a A23 (Torres Novas - Guarda) tendo três saídas; saída sul, com acesso direto à zona industrial, a saída centro, com acesso mais dirigido à zona histórica e a saída norte, para as zonas mais habitacionais e também já para as zonas mais rurais. Há outras saídas para as freguesias mais rurais. De Lisboa: Pela A1 até ao nó de Torres Novas/A23 e nesta até uma das três saídas (Norte, Centro ou Sul) Do Porto: Pela A1 até Albergaria-a-Velha/A25, nesta até à Guarda/A23 e nesta até à saída mais conveniente. Do Algarve: Embora existam várias alternativas, a melhor é pela A22 até Faro/IP2, esta até à variante de Portalegre e depois A23.

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Fontes consultadas

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