Castelo de Neuschwanstein
O Castelo de Neuschwanstein é um palácio alemão construído na segunda metade do século XIX, perto das cidades de Schwangau e Füssen, no sudoeste da Baviera, a escassas dezenas de quilômetros da fronteira com a Áustria.
Concepção
A concepção do edifício foi esboçada por Luís II da Baviera numa carta a Richard Wagner, datada de 31 de maio de 1868; A primeira pedra do edifício foi colocada no dia 5 de setembro de 1869. O Neuschwanstein foi desenhado por Christian Jank, um desenhador de cenários teatrais, em vez de um arquitecto, o que mostra muito das intenções de Luís II, e explica grande parte da natureza fantástica do edifício resultante. A perícia arquitectónica, vital para um edifício colocado num lugar tão periclitante, foi providenciada inicialmente pelo arquitecto da Corte de Munique, Eduard Riedel, e mais tarde por Georg Dollman e Leo von Klenze. O castelo foi originalmente chamado de "Novo Castelo Hohenschwangau" até à morte do Rei, quando foi renomeado como Neuschwanstein, o Castelo do Cavaleiro Cisne, Lohengrin, da ópera de Wagner do mesmo nome. Originalmente, o castelo havia sido Schwanstein, a sede dos cavaleiros de Schwangau, cujo emblema era o cisne.
Cenário do castelo
O castelo compreende uma portaria, um caramanchão, a Casa dos Cavaleiros com uma torre quadrada e um Palas, ou cidadela, com duas torres no extremo oeste. O efeito do conjunto é altamente teatral, tanto no exterior como no interior. A influência do Rei é evidente por todo o lado, tendo este demonstrado um entusiástico interesse no desenho e decoração. Um exemplo disto pode ser visto nos seus comentários, ou ordens, face a um mural representando Lohengrin no Palas; "Sua Majestade deseja que (...) o navio seja colocado mais distante da costa, que o pescoço de Lohengrin seja menos inclinado, que a corrente do navio ao cisne seja de ouro e não de rosas e, finalmente, que o estilo do castelo seja mantido medieval".
Declaração de insanidade de Luís II
O Castelo de Neuschwanstein estava próximo da conclusão quando, em 1886, o Rei foi declarado insano pela Comissão de Estado liderada pelo Dr. von Gudden, e aprisionado no castelo. O Rei dificilmente se podia controlar quando perguntou ao Dr. von Gudden, "Como pode declarar-me insano? Ainda não me examinou!". Levado para Berg, foi encontrado, no dia 13 de junho de 1886, afogado em águas superficiais do Lago Starnberger, juntamente com von Gudden, o psiquiatra que o certificou. As circunstâncias exactas da sua morte permanecem inexplicadas.
Depois de Luís II
O castelo é propriedade do estado da Baviera, ao contrário do Castelo de Hohenschwangau que é pertença de Franz, Duque da Baviera. Este edifício inspirou a construção de um outro castelo da Casa de Wittelsbach, o Castelo de Ringberg. O Castelo de Neuschwanstein é contemporâneo do português Palácio da Pena, em Sintra, por vezes referido como "o Neuschwanstein português' (cerca de 1840). A vizinha Marienbrücke (Ponte de Maria) sobre o desfiladeiro Pöllat, assim chamada em homenagem a Maria da Prússia, providencia uma estupenda vista das fachadas do Castelo de Neuschwanstein. Está previsto que o Castelo de Neuschwanstein apareça nas moedas comemorativas de 2 euros da Série dos Estados Federados da Alemanha, em 2012. Em 2007, foi finalista na selecção das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.
A partir de 1886, o Castelo de Neuschwanstein conta com uma média de 1,3 milhões de visitantes anuais. Cada Verão, mais de 6.000 visitantes diários acumulam-se nas diferentes áreas que foram previstas para uma única pessoa. Contudo, o castelo tem igualmente inconvenientes, pois o estado livre da Baviera deve dispensar cerca de 11,2 milhões de euros por ano para a sua conservação e melhoramento dos serviços aos visitantes, mesmo que isso represente pouco face aos proveitos que o Castelo de Neuschwanstein gera.


