Escala de furacões de Saffir-Simpson
A Escala Saffir-Simpson, criada em 1969, classifica ciclones tropicais em cinco categorias baseadas na intensidade dos ventos. Essa ferramenta é essencial para prever os danos potenciais e orientar ações de segurança.
Pontos-chave
- A escala foi desenvolvida por Herbert Saffir e Robert Simpson para prever danos de furacões.
- Classifica furacões em 5 categorias, de 1 a 5, com base na velocidade dos ventos sustentados.
- Categorias 3 e acima são consideradas 'grandes furacões' pelo NHC.
- A escala não considera o tamanho da tempestade ou a quantidade de chuva.
- Existem propostas para categorias adicionais (6 e 7) devido a tempestades cada vez mais intensas.
A escala Saffir-Simpson surgiu da necessidade de uma forma simples de comunicar os potenciais danos causados por furacões. Herbert Saffir, engenheiro estrutural, iniciou o desenvolvimento em 1969, buscando correlacionar a velocidade do vento com danos esperados em estruturas. Robert Simpson, meteorologista e diretor do Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC), complementou a escala com os efeitos de tempestades e inundações. A escala foi apresentada ao público em 1973 e ganhou maior visibilidade após 1974.
A escala Saffir-Simpson divide os furacões em cinco categorias, cada uma associada a uma faixa de velocidade de ventos sustentados. A definição de 'ventos sustentados' pode variar ligeiramente entre agências, mas geralmente se refere à média de ventos medidos a uma altura de 10,1 metros por um período de 1 a 10 minutos. Furacões de Categoria 3 ou superior são classificados como 'grandes furacões' pelo US National Hurricane Center.
Categoria 1
Ventos de 119 a 153 km/h. Causa danos extensos, podendo danificar telhados mal fixados, derrubar casas móveis não ancoradas e árvores mais fracas. Inundações costeiras e danos em cais são comuns. Quedas de energia generalizadas podem durar dias. Mesmo sendo a categoria mais baixa, pode ser perigosa e causar riscos à vida.
Categoria 2
Ventos de 154 a 177 km/h. Danos significativos em telhados, portas e janelas. Muitas árvores são arrancadas ou quebradas. Casas móveis e fabricadas sofrem danos estruturais, podendo ser destruídas. Perda de energia quase total e de água potável é provável, durando vários dias.
Categoria 3
Ventos de 178 a 208 km/h. Considerada um 'grande furacão'. Causa danos estruturais a residências e edifícios, destruição de casas móveis e danos graves a casas fabricadas. Inundações costeiras destroem estruturas menores, e grandes estruturas são atingidas por detritos. Perda de energia e água potável por semanas é provável.
Categoria 4
Ventos de 209 a 251 km/h. Produz falhas estruturais extensas em residências, destruição quase completa de telhados de postos de gasolina e estruturas similares. Casas móveis e fabricadas são achatadas. Extensa erosão nas praias e inundações no interior. Perdas elétricas e hídricas totais e duradouras são esperadas, possivelmente por semanas.
Categoria 5
Ventos acima de 252 km/h. A categoria mais alta. Causa perdas de telhado em muitas residências e edifícios industriais, falhas em pequenos edifícios de utilidade e colapso de coberturas e paredes. Danos irreparáveis e destruição total para casas pré-fabricadas e armazéns. Apenas estruturas muito robustas, localizadas longe da costa e construídas com materiais resistentes, têm chance de sobreviver intactas.
A escala Saffir-Simpson tem sido criticada por sua simplicidade, pois não considera o tamanho físico da tempestade nem a quantidade de precipitação. Diferente da escala Richter, ela é quantizada em poucas categorias. Cientistas propuseram índices alternativos, como o Índice de Intensidade do Furacão e o Índice de Risco de Furacão, que são contínuos e baseados em outros fatores, mas ainda não foram amplamente adotados.
"Categorias 6 e 7"
Após eventos de furacões extremamente intensos, como na temporada de 2005 e com o furacão Patricia, surgiram sugestões para adicionar categorias 6 e 7. Essas novas categorias seriam para ventos acima de 280-290 km/h. A discussão foi reavivada após o furacão Irma em 2017. Apenas um número limitado de tempestades atingiu intensidades que justificariam essas categorias adicionais, muitas delas sendo tufões no Pacífico Ocidental. Cientistas como Jim Kossin sugerem que o aquecimento global pode aumentar a frequência de furacões mais intensos, reforçando a necessidade de reavaliar a escala.


