Pesquisa · Mapa mental

Organização Europeia para a Investigação Nuclear

A Organização Europeia para a Investigação Nuclear, conhecida como CERN é o maior laboratório de física de partículas do mundo, localizado em Meyrin, no cantão de Genebra, na fronteira Franco-Suíça. Criada em 1954 a organização tem 23 Estados-membros, incluindo Portugal que aderiu em 1986. Em 2010, contava com um efetivo de aproximadamente 2 400 funcionários a tempo integral, assim como mais de 11 mil cientistas e engenheiros.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 06/07/2026
01

História

Origem

Depois da Segunda Guerra Mundial, a ciência fundamental na Europa estava completamente antiquada e assim como o tinham feito as organizações internacionais, um grupo de cientistas e políticos visionários, idealizaram um laboratório europeu de pesquisa atómica. Um laboratório deste tipo permitiria, não só reunir os cientistas europeus dispersos pela Europa, com muitos deles fugitivos e mesmo receosos uns dos outros, como resolver o problema dos custos cada vez maiores na construção das instalações necessárias. A ideia de uma organização deste gênero foi exposta a François de Rose por um americano, Robert Oppenheimer, cientista que havia sido educado na aura da ciência europeia e lhe disse, em substância: "Não é normal que a Europa dependa dos Estados Unidos ou da URSS para fazer a pesquisa fundamental. Ela necessitará de grandes máquinas e vocês devem-se unir para as poderem construir."

02

Invenções

Várias vezes foi o CERN incubadora de grandes avanços técnicos que se tornaram públicos pelo simples facto da organização publicar sempre seus os trabalhos ou descobertas em domínio público, como foi o caso da invenção da World Wide Web. Além disso, certos avanços técnicos necessários e exigidos pelas experiências conduzidas, assim como novas técnicas desenvolvidas, acabam sempre em domínio público. A nível médico, e atendendo à colaboração cada vez mais desejada dos serviços hospitalares, foi criado em 2014 um Escritório para Aplicações Médicas, mas mesmo antes deste, o CERN e as suas experiências, detectores e desenvolvimento de píxeis, estavam na origem de conferências sobre física e saúde, e no desenvolvimento do TEP-TC. De facto foi em 1970, que se iniciou a primeira colaboração com um hospital, o Hospital de Genebra e a tecnologia emergente da tomografia por emissão de positrões (TEP) que hoje está na base dos scanners TEP-IRM que conjugam a tecnologia de cristais utilizados no LEP juntamente com desenvolvimentos próprios ao LHC.

03

Aceleradores e experiências

O CAC, sigla em inglês de CERN's Acelarators Complex, Complexo de aceleradores do CERN, é uma sucessão de aceleradores que podem atingir energias cada vez mais altas. Cada acelerador aumenta a velocidade do feixe de partículas antes de o injectar no seguinte. O complexo também incluí o AD, e ISOLDE e alimenta o projecto CNGS - CERN Neutrinos to Gran Sasso - Neutrinos do CERN para Gran Sasso, assim como CTF3 para CLIC Test Facility 3, e onde CLIC corresponde a Colisionador LInear Compacto. Para as suas experiências o CERN necessita, à partida, de hidrogénio e de chumbo, uma vez que os protões são produzidos a partir de átomos de hidrogénio de onde se extraem os electrões. Os protões começam o seu percurso num acelerador linear, o LINAC e são depois injectados sucessivamente no injector do sincrotão a protões do PS, o PSB sigla inglesa de 'PS Booster', no Super Sincrotão de Protões (SPS) antes de chegarem ao Grande Colisionador de Hadrões (LHC). Os iões de chumbo são produzidos a partir de chumbo vaporizado antes de serem enviados para LINAC 3. São em seguida acelerados no Low Energy Ion Ring (LEIR) e seguem o mesmo trajecto que os protões.

04

Estrutura

Controlo: CCC

O CCC, o Centro de Controlo do CERN - em inglês de CERN Control Centre - foi criado para reunir, num só local, todas as salas de controlo dos oito aceleradores que conta o laboratório, incluindo a gestão da criogenia e das infraestruturas técnicas. O LHC não é uma máquina isolada: ela é alimentada por uma sucessão de aceleradores interligados. Os protões serão assim acelerados e formados em feixes em quatro máquinas cada vez maiores - dos quais faz parte o Sincrotrão a Protões, o mais antigo acelerador em serviço no CERN com mais de 45 anos - antes de serem injectados com uma energia de 450 GeV no anel de 27 km de circunferência do LHC. A este conjunto chama-se o CAC- Complexo dos Aceleradores do CERN (ver Índice)

Computação: LCG

A LCG é a sigla em inglês de LHC Computing Grid (Grelha de cálculo LHC) que foi preparada para abarcar com a imensidade de dados que as experiências do LHC vão fornecer. A aquisição de dados de cada uma das grandes experiências do LHC poderiam encher 100 000 DVD de dupla camada de uma capacidade unitária de 8,5 GB por ano. Dezenas de milhares de computadores dispersos pelo mundo serão utilizados no quadro duma rede informatizada descentralizada chamada GRELHA. O objetivo disto é permitir que durante os próximos 15 anos, cerca de 7 000 físicos do mundo inteiro possam participar na análise desses dados.

05

Exposições e visitas

Existem dois locais públicos no CERN para exposições. Além destas exposições, todos os fins de semana se efectuam visitas guiadas, que chegam a terem mais de 25 000 pessoas por ano.

06

Estados membros

Membros fundadores

Os doze países fundadores do CERN em 1954 foram: Todos os membros fundadores estão até hoje (2008) no CERN, com excepção da Iugoslávia que deixou o grupo de membros em 1961 (e não existe mais desde 2003).

Membros posteriores

Desde a sua fundação, o CERN tem aceito, regularmente, novos membros. Todos os novos membros permanecem na organização continuamente desde a sua aceitação, excepto Espanha, que, aderindo em 1961, saiu oito anos mais tarde, e entrou novamente em 1983. Os atuais membros do CERN são:

Orçamento

Desde a criação do CERN, e devido às diferentes moedas então em circulação na Europa, o orçamento da organização foi e continua a ser calculado em francos suíços (CHF). As contribuições dos Estados-Membros do CERN para o ano de 2011 totalizaram 1 130 400 milhões de CHF, aos quais se vêm juntar uma contribuição especial de 19,6 MCHF da Suíça e a França. A Roménia contribuiu com 4,2 MCHF como candidata à adesão. Para 2011 os principais países financiadores foram: A contribuição de Portugal foi de 13 777 150 CHF, correspondendo a 1,25% do total. O orçamento completo de 2009: (Valores em Euros segundo a taxa de câmbio de 25 de maio de 2009: 1 CHF = 0,659 EUR)

Estatuto especial

Oito organizações internacionais e países possuem o estatuto especial, quer seja de observador quer como país associado - porque não membro da organização - como é o caso da: Existem ainda países não membros mas envolvidos em programas tais como: África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Argélia, Arménia, Austrália, Azerbaijão, Bielorrússia, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, China, Colômbia, Coreia do Sul, Croácia, Egito, Emirados Árabes Unidos, Equador, Eslovénia, Estónia, Geórgia, Irão, Irlanda, Jordânia, Lituânia, Macedônia do Norte, Malta, México, Montenegro, Marrocos, Nova Zelândia, Paquistão, Peru, Ucrânia e Vietnã. E existem países com os quais o CERN possui algum contato científico, tais como: Catar, Cuba, Filipinas, Gana, Irlanda, Letónia, Líbano, Madagáscar, Malásia, Moçambique, Palestina, Ruanda, Singapura, Sri Lanka, Tailândia, Taiwan, Tunísia, Uzbequistão, Venezuela.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando