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Cesar Maia

Cesar Epitácio Maia GCIH • ComMM é um economista e político brasileiro, filiado ao Partido Social Democrático (PSD). Foi prefeito do Rio de Janeiro, sendo um dos que permaneceu mais tempo no cargo, juntamente com Eduardo Paes, somando 12 anos de gestão.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Origens, formação e exílio

Cesar Epitácio Maia nasceu na cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 18 de junho de 1945, filho do engenheiro e ex-diretor da Casa da Moeda Felinto Epitácio Maia e de Dalila Maia. Pertence ao clã dos Maia, que tem como ancestral Francisco Alves Maia, português que emigrou para Pernambuco no início do século XVIII. É primo de José Agripino Maia, senador e ex-governador do Rio Grande do Norte. Estudou no Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro do primário ao ensino médio. Iniciou o curso de Engenharia na Universidade Federal de Ouro Preto, Minas Gerais, e, como militante de esquerda no movimento estudantil, além de pertencer ao Partido Comunista Brasileiro, foi preso depois do golpe de 64 e exilou-se no Chile em 1968, onde conheceu sua esposa, Mariangeles Ibarra, sendo pai de gêmeos. No exílio, estudou Economia na Universidade do Chile, junto com José Serra. Formou-se em Economia em 1972.

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Retorno ao Brasil e início da atividade política

Imagem: Quintinogf · BY-SA · Openverse

Retornou ao Brasil em 1973. Como havia processos pendentes na Justiça Militar, foi preso no aeroporto e levado para detenção no Batalhão de Guardas – onde hoje é a sede da Guarda Municipal da Prefeitura do Rio. Após 3 meses, o processo foi arquivado por falta de provas e retomou, gradativamente, a vida profissional e política. Ocupou vários cargos na Cerâmica Klabin, foi professor da Universidade Federal Fluminense e diretor do Sindicato dos Economistas. Em 1981, filia-se ao PDT e integra o grupo que apoiou Leonel Brizola nas eleições de 1982, cuja integridade do resultado foi garantida quando uma tentativa de fraude eleitoral conhecida como o "escândalo da Proconsult" foi descoberta. Foi convidado por Brizola para ser secretário da Fazenda. Foi também presidente do Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj) e da Distribuidora de Títulos e Valores Imobiliários do Estado do Rio de Janeiro (Diverj).[carece de fontes?]

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Atividade parlamentar

Imagem: Quintinogf · BY-SA · Openverse

Maia foi eleito deputado federal constituinte nas eleições de 1986 pelo PDT, sendo reeleito em 1990.

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Prefeitura do Rio de Janeiro

Em 1991, após divergências com Brizola, ingressa no PMDB. Concorreu ao cargo de prefeito do Rio no ano de 1992 e venceu as eleições municipais, derrotando a então deputada Benedita da Silva, (que se tornaria governadora por um ano em 2002) do Partido dos Trabalhadores. Sua primeira administração (1993-1996) foi marcada pela realização de várias obras das quais se destacam o Rio-Cidade, o Favela-Bairro e a Linha Amarela. Promoveu a descentralização administrativa, com a divisão da cidade nas subprefeituras e a subdivisão das regiões administrativas, a criação da Multirio (Empresa Municipal de Multimeios ligada a secretaria de Educação), da Rede Municipal de Teatros e dá início à criação das primeiras ciclovias do Brasil. Em 1995, Maia foi admitido pelo presidente Fernando Henrique Cardoso à Ordem do Mérito Militar no grau de Comendador especial. Em 1996, Cesar Maia, então no PFL, lança como candidato a sua sucessão o seu secretário de Urbanismo, o arquiteto Luiz Paulo Conde. Este vence o pleito municipal com apoio ostensivo de Maia. Em 1998, Cesar é derrotado por Anthony Garotinho na corrida para o governo estadual. Em 1999, Conde rompe com Cesar Maia. No ano seguinte, Maia disputa e conquista pela segunda vez a prefeitura carioca, desta vez pelo PTB, derrotando o seu ex-aliado Conde pelo PFL.

Pós-prefeitura

Nas eleições de 2008, Maia indicou Solange Amaral para a sucessão. No entanto, Solange somente conquistou um 6º lugar com apenas 3,9% dos votos. Em 2010, tentou concorrer a uma das duas vagas do Senado Federal, onde chegou ao 4º lugar com 11% dos votos. Em 2012, Cesar Maia se elegeu vereador, pelo partido Democratas (DEM) na cidade do Rio de Janeiro, sendo eleito para a Câmara de Vereadores. Em novembro de 2013, Cesar Maia foi condenado por improbidade administrativa pela 3ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça. Em setembro de 2014, uma liminar no STJ suspendeu a decisão do judiciário fluminense.

Críticas

César Maia é muito elogiado pelas realizações de seu primeiro mandato de 1993 a 1996, onde realizou grandes obras como a Linha Amarela e o Rio Cidade. Porém, nos outros 2 mandatos, entre 2001 e 2008, sofreu criticismos crescentes. Em 2007, o Ministério Público Estadual decidiu responsabilizar o município do Rio e o prefeito Cesar Maia por não ter barrado a favelização do Morro Dois Irmãos. Nos Jogos Pan-Americanos de 2007, várias obras atrasaram, sendo inauguradas a poucos dias dos Jogos ou mesmo sendo adiadas para depois do evento. Houve acusações de que as obras teriam sido atrasadas de propósito para que fossem dispensadas as licitações, o que facilitaria desvio de dinheiro público.

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Presença na internet

Imagem: Cesar Maia · BY-NC-SA · Openverse

Entre agosto e outubro de 2005, manteve um blog, em que dava suas opiniões sobre política interna e externa. Atualmente, mantém o chamado "Ex-Blog", um boletim eletrônico distribuído para e-mails que podem ser cadastrados no endereço do blog. Cesar Maia tem feito utilização extensiva de meios de comunicação digitais, sendo um dos pioneiros na política brasileira na utilização do twitter e o formspring como canais de comunicação. Em junho de 2024, César Maia apareceu em uma reunião virtual da Câmara Municipal do Rio de Janeiro sem calças, sentado no que parece ser um vaso sanitário.

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Controvérsias

Acusações de improbidade administrativa em obras

Em 2009, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) ajuizou uma ação de improbidade administrativa contra Cesar Maia, quatro outros agentes públicos e quatro empreiteiras. Na época, os promotores solicitavam a devolução de R$ 1 milhão por parte de Maia, além da cassação de seus direitos políticos por oito anos. A ação apura supostas irregularidades na construção da Cidade das Artes, situado no bairro carioca da Barra da Tijuca. A obra, que teve um orçamento inicial de R$ 80 milhões, teria custado no final R$ 490 milhões segundo o processo. Também em 2009, o relatório final de uma CPI na Câmara Municipal do Rio de Janeiro que apurou denúncias acerca de irregularidades no projeto da Cidade das Artes apontou que a falta de recursos orçamentários provocou diversos atrasos e paralisações nas obras do complexo, acarretando na necessidade de aditivos e de reajustes de preços. Segundo o relatório, pelo menos R$ 114 milhões foram gastos por consequência das várias paralisações ocorridas por falta de recursos.

Contratação de escritório de advocacia

Em 2013, o juiz Alexandre de Carvalho Mesquita, da 3ª Vara da Fazenda Pública do Rio de Janeiro, condenou Cesar Maia por improbidade administrativa. Maia foi considerado culpado por ter autorizado que a Prefeitura do Rio de Janeiro contratasse sem licitação por 27 vezes o escritório do advogado Paulo Eduardo de Araujo Saboya, seu cunhado, a fim de defendê-lo em ações populares e civis públicas. A ação acatada pela Vara havia sido movida pela 1ª Procuradoria de Justiça da Tutela Coletiva do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Em 25 de agosto de 2016, a Justiça do Rio de Janeiro confirmou a condenação de Cesar Maia por improbidade administrativa no processo referente à contratação do cunhado como advogado. De acordo com a decisão, Maia corre o risco de perder os direitos políticos por 5 anos e pagar uma multa. Segundo a defesa do político, existe uma jurisprudência no Superior Tribunal de Justiça (STJ) referente à dispensa de licitação para a contratação de escritórios de advocacia por políticos.

Aplicação de receitas em educação

Em setembro de 2018, a juíza Mirela Erbisti, da 3ª Vara de Fazenda Pública do Rio de Janeiro, condenou Cesar Maia por improbidade administrativa à suspensão dos direitos políticos por cinco anos. A juíza entendeu que, entre 2007 e 2008, quando era prefeito do Rio de Janeiro, Maia deixou de aplicar o percentual constitucional mínimo de 25% da receita de impostos em educação. A decisão é de primeira instância e cabe recurso em instâncias superiores. Cesar Maia alega que a estimativa do percentual de gastos em educação da Prefeitura do Rio de Janeiro, feita no Orçamento Municipal, poderia não ser o percentual exato diante da arrecadação, que é conhecida no ano seguinte. Em reportagem publicada na revista Veja, o político critica a vinculação de recursos para a manutenção do ensino público.

Aparição em banheiro durante sessão

Em junho de 2024, Cesar Maia ganhou destaque após uma sessão da Câmara Municipal do Rio. Durante a discussão sobre o projeto que torna o Mirante da Rocinha patrimônio cultural, vários parlamentares participaram online. Maia apareceu sentado no banheiro, no vaso sanitário, sem calças. O vereador Pablo Mello (Republicanos) pediu que ele desligasse a câmera, tentando conter o riso. A assessoria de Maia disse que ele estava presente na sessão, mas teve um mal-estar repentino que prejudicou sua percepção da câmera. O vídeo viralizou nas redes sociais.

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Vida pessoal

Imagem: Cesar Maia · BY-NC-SA · Openverse

Foi casado desde os anos 1970 com Mariangeles Ibarra Maia, considerada "uma mulher de personalidade forte, mas discreta e avessa a aparições". Chilena, se exilou no Brasil em 1973, devido a perseguições da ditadura militar chilena. Mariangeles foi responsável pela Obra Social, cargo tradicionalmente reservado aos cônjuges dos prefeitos. Faleceu em 5 de setembro de 2025, por complicações de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

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Fontes consultadas

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