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Computação em nuvem

Computação em nuvem é um termo coloquial para a disponibilidade sob demanda de recursos do sistema de computador, especialmente armazenamento de dados e capacidade de computação, sem o gerenciamento ativo direto do utilizador. O termo geralmente é usado para descrever centros de dados disponíveis para muitos utilizadores pela Internet. Nuvens em grande escala, predominantes hoje em dia, geralmente têm funções distribuídas em vários locais dos servidores centrais. Se a conexão com o utilizador for relativamente próxima, pode ser designado um servidor de borda.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/07/2026
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História

Imagem: fisldezesseis · BY-SA · Openverse

A metáfora da nuvem para representar redes de computadores e a internet surgiu na década de 1990, quando a empresa de tecnologia General Magic aplicou o conceito em um artigo para descrever uma rede de dispositivos interconectados e serviços digitais. O conceito começa a tomar mais forma pouco tempo depois, em 1996, quando executivos da Compaq utilizaram o termo em planos internos da empresa tratando do futuro da computação e consequente estratégia comercial da empresa. A visão da nuvem começou a se materializar de forma mais concreta nos anos 2000, impulsionada pela popularização da internet e pelo avanço das tecnologias de computação. A Amazon desponta como uma das primeiras a oferecer serviços web para desenvolvedores, sobretudo com o lançamento da Amazon Simple Storage Service (S3) e do Amazon Elastic Compute Cloud (EC2), em 2006. Nos anos seguintes, outras gigantes da tecnologia estabeleceram suas próprias plataformas de nuvem: Microsoft Azure (2008), Google Cloud (2012), IBM Cloud (2013), Oracle Cloud (2016).

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Modelos de serviço

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Atualmente, a computação em nuvem é dividida em dez tipos:

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Serviços oferecidos

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Os seguintes serviços atualmente são oferecidos por empresas:

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Característica de computação em nuvem

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A definição de computação em nuvem do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia identifica "cinco características essenciais":

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Modelo de implantação

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A adoção de sistemas Cloud Computing dependem das características tecnológicas e do modo como os utilizadores percebem a utilidade da Cloud. Por exemplo se os sistemas Cloud forem fáceis de usar e se acrescentarem utilidade aos utilizadores finais, estes tendem a usar sistemas Cloud. Para auxiliar na decisão do utilizador final na escolha do modelo Cloud, o utilizador deverá identificar a adequação da infraestrutura tecnológica, deverá mensurar os custos e o retorno desse investimento, bem como identificar as medidas de controle de integridade de informação, a usabilidade da informação e dos sistemas. Neste contexto, importa ainda identificar as medidas de confiabilidade e segurança e integridade dos sistemas da informação e dos dados. Dependemos das necessidades das aplicações que serão implementadas no modelo de implantação. A restrição ou abertura de acesso depende do processo de negócios, do tipo de informação e do nível de visão desejado. Percebemos que certas organizações não desejam que todos os utilizadores possam aceder e utilizar determinados recursos no seu ambiente de computação em nuvem. Segue abaixo a divisão dos diferentes tipos de implantação:

Nuvem privada

As nuvens privadas são aquelas construídas exclusivamente para um único utilizador (uma empresa, por exemplo). Diferentemente de um data center privado virtual, a infraestrutura utilizada pertence ao utilizador, e, portanto, ele possui total controle sobre como as aplicações são implementadas na nuvem. Uma nuvem privada é, em geral, construída sobre um data center privado. Segundo Veras, a nuvem privada é uma infraestrutura em nuvem operada exclusivamente para uma única organização, e quase sempre operada pela própria organização ou por terceiros e hospedada interna ou externamente. Realizar um projeto de nuvem privada requer engajamento significativo para virtualizar o ambiente de negócios e exige que a organização reavalie as decisões sobre os recursos existentes. Pode melhorar os negócios, mas cada etapa do projeto levanta questões de segurança que devem ser abordadas para evitar vulnerabilidades sérias.

Nuvem pública

Uma nuvem é chamada de "nuvem pública" quando os serviços são disponibilizados em uma rede aberta para uso público. Os serviços de nuvem pública podem ser gratuitos. Tecnicamente, pode haver pouca ou nenhuma diferença entre a arquitetura de nuvem pública e privada, entretanto, a consideração de segurança pode ser substancialmente diferente para serviços (aplicativos, armazenamento e outros recursos) disponibilizados por um provedor de serviços para uma base de usuários pública e quando a comunicação é efetuada através de uma rede não confiável. Geralmente, os provedores de serviços de nuvem pública, como o Amazon Web Services (AWS), a Oracle, a Microsoft e o Google, possuem e operam a infraestrutura em seu data center e o acesso é geralmente feito pela Internet. A AWS, Oracle, Microsoft e Google também oferecem serviços de conexão direta chamados "AWS Direct Connect", "Oracle FastConnect", "Azure ExpressRoute" e "Cloud Interconnect" respectivamente. Essas conexões exigem que os clientes comprem ou concedam uma conexão privada a um ponto de "peering" oferecido pelo provedor de nuvem.

Nuvem híbrida

Nas nuvens híbridas temos uma composição dos serviços disponibilizados por nuvens públicas, privadas e de terceiros com orquestração entre essas plataformas. Elas permitem que uma nuvem privada possa ter seus recursos acedidos a partir de uma reserva de recursos em uma nuvem pública. Essa característica possui a vantagem de manter os níveis de serviço mesmo que haja flutuações rápidas na necessidade dos recursos. A conexão entre as nuvens pública e privada pode ser usada até mesmo em tarefas periódicas que são mais facilmente implementadas nas nuvens públicas, por exemplo. O termo computação em ondas é, em geral, utilizado quando se refere às nuvens híbridas.

Outros

A nuvem comunitária é de uso exclusivo para específicas comunidades de consumidores de organizações com interesses compartilhados (Requerimentos de segurança, política, considerações de compliance, entre outros). Ela pode ser gerenciada por uma ou mais organizações na comunidade, por terceiros, ou por alguma combinação entre eles, e podem ser hospedadas tanto internamente ou externamente. Seu custo por utilizadores é maior a Nuvem pública (porém, menor do que na Nuvem privada), então apenas alguns recursos de menor custo da computação em nuvem podem ser aplicados. Nuvem HPC se refere ao uso dos serviços e infraestrutura da computação em nuvem para executar aplicações de alta performance (em inglês, High Performance Computing Cloud ou HPC Cloud). Essas aplicações consomem uma porção considerável de poder de computação e de memória, e são tradicionalmente aglomerados de computadores. Vários vendedores oferecem servidores que suportam a execução dessas aplicações. Em nuvem HPC, o modelo de implantação permite que todos os recursos de HPC estejam dentro da infraestrutura do provedor da nuvem ou em diferentes porções de recursos HPC a serem compartilhados entre o provedor e o cliente no local em que a infraestrutura se encontra. A implementação de nuvem para rodar aplicações de alta performance (HPC applications) começou majoritariamente para aplicações compostas de tarefas independentes, sem "Inter-process Communication" (IPC). Conforme os provedores de nuvens começaram a oferecer tecnologias de rede de alta velocidade, como a InfiniBand, aplicações com multiprocessamento totalmente acopladas começaram a se beneficiar dos serviços de nuvem também.

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Arquitetura

Imagem: Sam Johnston · BY-SA · Openverse

Arquitetura de Nuvem

Arquitetura de nuvem, os sistemas de arquitetura dos sistemas de software envolvidos na entrega da computação em nuvem, tipicamente envolvem múltiplos componentes de nuvem comunicando-se entre si através de um mecanismo de acoplamento solto, como uma fila de mensagens. O fornecimento elástico implica inteligência no uso de acoplamento rígido ou solto aplicado a mecanismos como esses e outros.

Engenharia de Nuvem

Engenharia de nuvem é a aplicação de disciplinas de engenharia à computação em nuvem. Tal acarreta uma abordagem sistemática para as preocupações de alto nível de comercialização, padronização e governança na concessão, desenvolvimento, operação e manutenção de sistemas de computação em nuvem. É um método multidisciplinar que engloba contribuições de diversas áreas, como sistemas, software, web, desempenho, informação, segurança, plataforma, risco e engenharia de qualidade.

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Vantagens

Imagem: Fórum Internacional Software Livre · BY-SA · Openverse

A maior vantagem da computação em nuvem é a possibilidade de utilizar softwares sem que estes estejam instalados no computador. Mas há outras vantagens:

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Desvantagens

Imagem: Fórum Internacional Software Livre · BY-SA · Openverse

A maior desvantagem da computação em nuvem vem fora do propósito desta, que é o acesso à internet. Caso você perca o acesso, comprometerá todos os sistemas embarcados.

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Gerenciamento da segurança da informação na nuvem

Sete princípios de segurança em uma rede em nuvem:

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Revelações da Vigilância pela NSA

Imagem: Fórum Internacional Software Livre · BY-SA · Openverse

Em outubro de 2013 a imprensa publicou, com base nos documentos revelados por Edward Snowden, que através do Programa MUSCULAR, o GCHQ britânico e a NSA secretamente invadiram os principais enlaces de comunicação dos centros de processamento de dados do Yahoo! e do Google ao redor do mundo, tendo acesso aos dados da nuvem de ambos. Um dos slides de uma apresentação da NSA sobre o programa mostra como este funciona e apresenta um rosto com um sorriso indicando o sucesso da NSA em invadir os sistemas alvo. Em palestra em abril de 2014, o jornalista Barton Gellman disse que quando os engenheiros do Google viram o slide, responderam furiosamente ao ataque ao sistema do Google. Foi também este slide um dos fatores importantes em convencer o jornal Washington Post da necessidade e importância de publicar os documentos revelados por Edward Snowden.

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