Fernão Pompêo de Camargo
Fernão Pompêo de Camargo foi um agricultor, político e dirigente associativo brasileiro, destacado na vida econômica e social de Campinas na primeira metade do século XX. Foi pioneiro na cultura do algodão em larga escala no estado de São Paulo, líder político local e primeiro presidente da Sociedade Hípica de Campinas e do Clube Campineiro de Regatas e Natação.
Fernão Pompêo de Camargo nasceu em Campinas em 15 de junho de 1877, filho de Antônio Pompêo de Camargo e de Maria Luíza Nogueira de Camargo, parte da tradicional família Pompêo de Camargo, de longa presença histórica no país, desde o período colonial. Foi sobrinho-neto do Visconde de Indaiatuba. Casou-se com Isaura de Queirós Teles (ou na grafia original: Queiroz Telles) em 12 de junho de 1907, em Santa Efigênia, São Paulo. Isaura era neta de Antônio de Queirós Teles, barão de Jundiaí, e sobrinha do homônimo do pai, Antônio de Queirós Teles, Conde de Parnaíba, de Joaquim Benedito de Queirós Teles, barão do Japi, e da segunda baronesa de Jundiaí, Ana Joaquina do Prado Fonseca. Segundo registros genealógicos foi afilhado de Vitalina Pompêo de Camargo de Souza Queiroz, sua irmã. Por meio de sua filha Isaura Pompêo de Camargo, tornou-se sogro de Heitor Teixeira Penteado Filho, filho de Heitor Teixeira Penteado.
Fernão Pompêo de Camargo destacou-se como grande lavrador de café e foi um dos pioneiros na introdução e expansão da cultura do algodão em larga escala no estado de São Paulo. Nos anos de 1933 e 1934, figurou entre os principais produtores do chamado “ouro branco”, em um momento de diversificação da economia agrícola paulista. Foi criador de cavalos de raça pura (ou puro-sangue). Proprietário da Fazenda Sete Quedas, que herdou de seu tio-avô, o Visconde de Indaiatuba, onde viveu por toda a sua vida, e que se tornou um importante espaço de recepção de autoridades e visitantes ilustres, sendo utilizada inclusive para acolhimento de personalidades nacionais e estrangeiras a pedido do governo estadual e municipal. A área da antiga Fazenda corresponde ao território atualmente ocupado pelo bairro planejado Swiss Park, em Campinas, o maior empreendimento urbanístico e residencial da região, que conta com Parque Botânico de 554 mil m2 de preservação da Mata Atlântica e preservou o Casarão-Sede original da Fazenda, o transformando atualmente em sede administrativa.
Atuou como liderança política em Campinas, tendo presidido o diretório local do Partido Republicano Paulista entre 1923 e 1945. Com a extinção dos partidos regionais pelo governo federal, passou a presidir o diretório municipal do Partido Social Democrático entre 1945 e 1947. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, exerceu papel de destaque como chefe civil do movimento em Campinas, sendo responsável pela coordenação de atividades locais, incluindo a organização da chamada “Casa do Soldado”. Foi vereador à Câmara Municipal de Campinas, onde apresentou projetos de interesse público voltados ao desenvolvimento local. Em ocasião do decreto de Lei que o homenageou com denominação de rua na cidade de Campinas, descreveu-se: Como entusiasta republicano, esteve à frente do diretório do Velho Partido Republicano Paulista em Campinas, como presidente desde 1923 até 1945, quando então, por decreto do governo da União se extinguiram os partidos regionais. De 1945 a 1947, presidiu o diretório local do Partido Social Democrático. Por ocasião da Revolução Constitucionalista de 1932, foi seu chefe civil em Campinas, onde dirigiu todo o movimento, inclusive a Casa do Soldado. Foi vereador à Câmara Municipal de Campinas, onde teve a oportunidade de apresentar projetos de interesse e repercussão.
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Fernão Pompêo de Camargo teve participação ativa na fundação e organização de importantes entidades da sociedade campineira. Foi o primeiro presidente da Sociedade Hípica de Campinas, fundada em 1948, instituição na qual deixou legado duradouro, sendo posteriormente homenageado com a denominação da Escola de Equitação do clube, a Escola de Equitação Fernão Pompêo de Camargo.. Uma reportagem do Correio Popular diz que o grupo de pioneiros que oficializou a criação da Hípica e mudança de logradouro para o atual, incluía Luiz Antônio Pompêo de Camargo, “representando o pai Fernão de Pompêo de Camargo”, e que o primeiro campeonato da entidade ocorreu em 1949, com vitória de Guilherme Herculano Pompêo de Camargo, sobrinho-neto de Fernão. Foi também o primeiro presidente do Clube Campineiro de Regatas e Natação, criado a partir de iniciativa do jornalista José Villagelin Júnior.
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Em reconhecimento à sua atuação na cidade, Fernão Pompêo de Camargo foi homenageado com a denominação de via pública em Campinas. A Rua Fernão Pompêo de Camargo foi oficializada pela Lei nº 1431, de 23 de dezembro de 1955, situando-se no bairro Jardim do Trevo. Seu nome também foi atribuído à Escola de Equitação da Sociedade Hípica de Campinas, tradicional instituição esportiva da cidade e um dos principais centros de treinamentos de hipismo do País.


