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Codeína

A codeína é um medicamento da classe dos opioides, derivado da papoula do ópio. Atua como pró-fármaco da morfina e é utilizada para aliviar dores leves a moderadas, controlar a diarreia e como antitussígeno. Embora eficaz, possui potencial de abuso e efeitos colaterais que exigem cautela em seu uso.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 11/10/2026

Pontos-chave

  • A codeína é um opioide usado para dor, tosse e diarreia.
  • É um pró-fármaco da morfina, convertida no fígado.
  • Pode ser combinada com paracetamol, aspirina ou ibuprofeno para maior eficácia.
  • Apresenta potencial de abuso e riscos de dependência e abstinência.
  • Seu uso em crianças e durante a amamentação requer extrema cautela.
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Equivalência de Dose

Imagem: Eric Mauricio Ruiz · BY · Openverse

Compara a potência da codeína com a morfina em diferentes vias de administração.

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História dos Opiáceos

Imagem: Eric Mauricio Ruiz · BY · Openverse

Explora a origem e o uso histórico dos opiáceos, incluindo a codeína.

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Aplicações Clínicas

Imagem: aritanadantas · BY · Openverse

Detalha os usos médicos da codeína para diferentes condições.

Tratamento da Dor

A codeína é indicada para o alívio de dores de intensidade leve a moderada, sendo frequentemente utilizada no manejo da dor pós-cirúrgica dentária. Embora haja evidências limitadas de sua utilidade na dor oncológica, o risco de efeitos adversos, como constipação, pode ser maior em comparação com outros opioides. A Academia Americana de Pediatria e a FDA desaconselham seu uso em crianças menores de 12 anos devido aos potenciais efeitos colaterais.

Supressão da Tosse

A codeína é empregada para reduzir a frequência da tosse. No entanto, as evidências científicas não sustentam seu uso para a tosse aguda em crianças. Na Europa, seu uso como antitussígeno em menores de 12 anos não é recomendado. Há indícios preliminares de que a codeína pode ser eficaz na redução da tosse crônica em adultos.

Controle da Diarreia

O medicamento é utilizado no tratamento de episódios de diarreia e na síndrome do intestino irritável com predomínio de diarreia. Contudo, outros medicamentos como a loperamida (disponível sem prescrição para diarreias mais leves), difenoxilato, paregórico ou mesmo o láudano são mais comumente empregados em casos de diarreia severa.

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Mecanismo de Ação

Imagem: Óscar Maif · PDM · Openverse

Explica como a codeína atua no organismo para produzir seus efeitos.

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Efeitos Terapêuticos

Descreve os benefícios clínicos da codeína.

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Reações Adversas

Lista os efeitos colaterais e riscos associados ao uso de codeína.

Efeitos Comuns e Raros

Os efeitos adversos mais comuns incluem sonolência e constipação. Menos frequentes são coceira, náuseas, vômitos, boca seca, miose (contração da pupila), hipotensão ortostática (queda de pressão ao se levantar), retenção urinária, euforia e disforia. Efeitos raros, mas graves, podem incluir anafilaxia, convulsões, pancreatite aguda e depressão respiratória. O uso prolongado pode levar à diminuição da libido, apatia e perda de memória. Reações alérgicas, como inchaço da pele e erupções cutâneas, também podem ocorrer. A tolerância aos efeitos da codeína, incluindo os terapêuticos, desenvolve-se com o uso contínuo, sendo que a tolerância aos efeitos constipantes se desenvolve mais lentamente. A depressão respiratória, relacionada à dose, é um risco sério em casos de sobredosagem. A passagem de morfina pelo leite materno pode ser fatal para bebês amamentados, levando à depressão respiratória. Em 2012, a FDA emitiu um alerta sobre mortes em crianças com menos de 6 anos após o uso de paracetamol com codeína, com um aviso de caixa preta adicionado em 2013.

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Farmacologia Detalhada

Aprofunda os aspectos farmacológicos da codeína, incluindo sua dinâmica e cinética.

Farmacodinâmica e Metabolismo

A codeína é um opioide não sintético e um agonista seletivo do receptor μ-opióide (MOR), embora sua afinidade intrínseca seja fraca. Sua ação terapêutica principal deriva de seus metabólitos ativos, morfina e codeína-6-glicuronídeo, que são agonistas de MOR muito mais potentes. A codeína também pode atuar como neurotransmissor ou neuromodulador no sistema nervoso central. Assim como a morfina, a codeína pode induzir sinalização TLR4, contribuindo para alodinia e hiperalgesia, sem necessidade de conversão em morfina para este efeito.

Mecanismo de Ação no SNC

Como opioide e agonista do receptor mu-opioide (MOR), a codeína atua no sistema nervoso central para produzir analgesia. No fígado, é metabolizada em morfina, que é cerca de dez vezes mais potente no receptor mu. Os receptores opioides são receptores acoplados à proteína G que regulam a transmissão sináptica. A ligação da codeína ou morfina ao MOR causa hiperpolarização neuronal, inibindo a liberação de neurotransmissores nociceptivos, resultando em analgesia e aumento da tolerância à dor pela redução da excitabilidade neuronal.

Farmacocinética e Variações Individuais

A conversão de codeína em morfina no fígado é catalisada pela enzima CYP2D6. Outras enzimas, como a CYP3A4, produzem norcodeína, e a UGT2B7 conjuga a codeína, norcodeína e morfina em seus glicuronídeos correspondentes. Acredita-se que a codeína-6-glicuronídeo seja responsável por uma parcela significativa da analgesia da codeína. Pacientes com metabolismo hepático alterado podem experimentar efeitos diferentes. Indivíduos classificados como 'metabolizadores extensivos' (0,5% a 2% da população) possuem múltiplas cópias do gene CYP2D6, levando a uma metabolização mais rápida e potencialmente a efeitos intensificados ou adversos.

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Aspectos Sociais e Culturais

Aborda o uso não médico e o contexto cultural da codeína.

Uso Recreativo e Produção Ilegal

A codeína pode ser utilizada por dependentes de opioides para evitar sintomas de abstinência quando sua droga de preferência não está disponível. Uma combinação popular para uso recreativo é o xarope de prometazina com codeína, conhecido como 'lean' ou 'purple drank', que ganhou notoriedade na cultura hip-hop, sendo associado à morte do rapper Pimp C por overdose. Em laboratórios clandestinos, a codeína é usada como precursor na produção de morfina.

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Fontes consultadas

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