Biodisponibilidade
A biodisponibilidade depende da absorção de um fármaco e da entrada na circulação geral na forma inalterada e subsequentes medidas do fármaco absorvido ou seus metabólitos bio transformados. O termo biodisponibilidade é usado para descrever a quantidade e a velocidade de absorção do fármaco a partir de uma forma farmacêutica. A biodisponibilidade é avaliada in vitro através de testes de dissolução/permeação e in vivo pela determinação de curvas de concentração do fármaco versus tempo em tecidos ou líquidos biológicos.
Parâmetros farmacocinéticos para avaliação ou comparação da biodisponibilidade, na avaliação comparativa de duas formulações diferentes, que possuem o mesmo princípio ativo: A concentração plasmática do fármaco aumenta com a extensão da absorção; a máxima (pico) é alcançada quando a taxa de eliminação do fármaco iguala-se à taxa de absorção. As determinações de biodisponibilidade com base na concentração plasmática máxima podem ser errôneas, porque a eliminação do fármaco inicia-se assim que este entra na corrente sanguínea. O tempo de pico (quando o fármaco atinge concentração plasmática máxima) constitui o índice geral mais utilizado para a avaliação da absorção; quanto mais lenta a absorção, mais tardio é o tempo de pico.
Antes dos ensaios in vivo, iniciam-se os estudos de biodisponibilidade in vitro através de testes de equivalência farmacêutica entre um determinado produto farmacêutico quando comparado a um medicamento referência (fixado pelo Ministério da Saúde). Os produtos são considerados equivalentes quando atendem aos parâmetros farmacopeicos e apresentam resultados dentro de um limite de variação específico em relação ao medicamento de referência.
A interpretação quantitativa dos valores obtidos nos ensaios de dissolução é facilitada pela utilização de uma equação genérica, que traduz matematicamente a curva de dissolução em função de alguns parâmetros relacionados com a forma farmacêutica.
Imagem: SomosMedicina · BY-NC-SA · Openverse
O volume de distribuição é um parâmetro farmacocinético que ilustra a distribuição de um fármaco no organismo. Uma droga altamente lipofílica mostra uma alta distribuição porque o fármaco pode passar as membranas lipofílicas em uma extensão elevada e vai principalmente para os compartimentos do tecido. Um medicamento com alta lipofilia entra nos tecidos em grande extensão, mas o tempo de retenção do fármaco no tecido depende do equilíbrio que se desenvolve entre o tecido e a circulação sistêmica. O volume de distribuição é, portanto, calculado pela razão entre a fração não ligada no plasma (fu) e no compartimento dos tecidos (fuT) e o volume do plasma.
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A meia-vida de eliminação sistêmica é um parâmetro importante que expressa o tempo necessário para reduzir a concentração de um fármaco na circulação sistêmica pela metade. É calculado a partir da depuração sistêmica e do volume de distribuição.
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Através da correlação da dissolução in vitro com a biodisponibilidade in vivo e reconhecendo que a dissolução do fármaco e a sua permeabilidade gastrointestinal são os parâmetros fundamentais que controlam a velocidade e a extensão da absorção do fármaco, Amidon e colaboradores (1995) propuseram recentemente o Sistema de Classificação Biofarmacêutica (SCB) dos fármacos. Baseada nas propriedades de solubilidade do fármaco no trato gastrointestinal (TGI). Classe I - Alta solubilidade - fármacos de alta permeabilidade: compostos com elevada solubilidade e permeabilidade, devem ser rapidamente solubilizados quando incluídos em formas farmacêuticas de liberação imediata e, também, ser rapidamente transportados através da parede do TGI. Portanto, espera-se que estes fármacos sejam bem absorvidos a menos que sejam instáveis, formem complexos insolúveis, sejam segregados diretamente a partir da parede do TGI, ou sofram metabolismo de primeira passagem. Portanto, os ensaios de dissolução para as formulações de liberação imediata de fármacos pertencentes à Classe I necessitam apenas da verificação de que o fármaco é de fato rapidamente liberado da sua forma farmacêutica num meio aquoso (Dressman et al., 1998; Dressman, Fleisher,1986).
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Biodisponibilidade é uma medida da extensão de uma droga terapeuticamente ativa que atinge a circulação sistêmica e está disponível no local de ação.


