Cool Hand Luke
Cool Hand Luke é um drama estadunidense de 1967 dirigido por Stuart Rosenberg. O roteiro de Donn Pearce e Frank Pierson adapta a novela homônima de autoria de Pearce. A trilha sonora do filme é de Lalo Schifrin.
Imagem: x-ray delta one · BY-NC-SA · Openverse
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Referências religiosas
Pierson havia incluído simbolismo religioso explícito no rascunho inicial do filme, que contém diversos temas cristãos, incluindo o conceito de São Lucas (Luke, no inglês), que conquista a simpatia das massas e é ultimamente sacrificado. O personagem de Newman é representado como uma figura semelhante a Jesus, no que tange sua redenção. Após ganhar a aposta dos 50 ovos, Luke se deita na mesa, exausto, na mesma posição em que Jesus fora crucificado. Após descobrir sobre a morte de sua mãe, Luke canta Plastic Jesus. Greg Garrett também compara Luke a Jesus, no sentido de que, como com ele, as ações Luke não representavam uma ameaça física à sociedade, e sua punição foi desproporcional.
Uso de sinais de trânsito
Sinais de trânsito são usados ao longo do filme, complementando as ações dos personagens durante as cenas. No início, quando Luke corta a cabeça dos parquímetros, a palavra "Violation" (violação, do inglês) aparece em uma placa. Placas de pare também podem ser vistas na cena. Outras instâncias incluem a cena da pavimentação de uma rua e a última cena do filme, em que a as estradas se encontram em uma interseção. Sinaleiras mudam do verde para o vermelho, ao fundo, quando Luke é preso, bem como quando ele é fatalmente machucado, na cena final.
"Failure to communicate"
What we've got here is... failure to communicate. Some men you just can't reach. So you get what we had here last week, which is the way he wants it... well, he gets it. I don't like it any more than you men. Após escrever a fala, Pierson preocupou-se com o fato de a expressão ser complexa demais para o diretor da prisão. Para explicar sua origem, criou uma história de fundo que foi incluída nas direções de cena. Pierson explicou que, para progredir no sistema prisional da Flórida, os agentes precisavam cursar disciplinas de criminologia e penologia na universidade estadual, o que explicaria como o diretor poderia conhecer tais termos. Strother Martin posteriormente esclareceu que considerava a frase o tipo de coisa que seu personagem provavelmente teria ouvido ou lido de alguns “intelectuais metidos a sabichões” que haviam começado a infiltrar-se no mundo de seu personagem sob a ideia geral de uma nova e esclarecida abordagem ao encarceramento. A citação foi classificada na 11.ª posição da lista do American Film Institute das 100 frases mais memoráveis do cinema. Um áudio de um trecho da frase aparece nas músicas "Civil War" e "Madagascar", da banda Guns N' Roses.
Trilha sonora
A trilha sonora foi criada por Lalo Schifrin, com um background em música popular e jazz. Enquanto algumas faixas utilizavam violões, banjos e harmônicas, outras incluíam trompetes, violinos, flautas e piano. Uma versão editada da faixa para a cena em que os detentos estão energeticamente pavimentando uma estrada foi usada como tema musical por estações de TV ao redor do mundo em seus telejornais, em especial os canais administrados pela ABC nos Estados Unidos. Apesar da música ter sido feita para o filme, ficou famosa principalmente pelo seu uso na televisão, devido parcialmente à melodia que lembra os sons de um telégrafo.
Imagem: Ada Be · BY-NC · Openverse
Cool Hand Luke venceu o Oscar de melhor ator coadjuvante (George Kennedy). Indicado para melhor ator (Paul Newman), melhor canção original e melhor roteiro adaptado. Em 2003, o AFI elegeu Luke Jackson como o trigésimo maior herói dos filmes americanos. Em 2007, o filme ficou em 71º na lista dos cem filmes mais inspiradores. Em 2005, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos selecionou o filme para preservação por sua importância cultural, histórica e estética.


