Corpo de Estado-Maior
O Corpo de Estado-Maior (CEM) constituía um serviço e um quadro do Exército Português, composto apenas por oficiais, criado em 1834 e extinto em 1974. Entre 1899 e 1938, teve a designação de Serviço do Estado-Maior (SEM). Considerado muito elitista, o CEM foi extinto a seguir à Revolução dos Cravos.
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Até 1834, o recrutamento de oficiais para o desempenho do serviço de estado-maior era realizado pelo Comandante-em-Chefe do Exército, que escolhia para esse fim oficiais das diversas armas, seguindo o que estava estabelecido para o serviço de estado-maior no Regulamento para a Organização do Exército, de 21 de fevereiro de 1816. Pelo Decreto de 18 de julho de 1834, foi criado e organizado o Corpo do Estado-Maior com um quadro de pessoal composto por 40 oficiais (dois coronéis, oito tenentes-coronéis ou majores, 16 capitães e 16 tenentes). Na sequência da reforma do ensino militar de 1837, foi criado um programa de formação para oficiais destinados ao CEM, dividido em dois ciclos. O primeiro ciclo era frequentado na Escola Politécnica de Lisboa e consistia no Curso Preparatório de Engenharia e Estado-Maior, com a duração de quatro anos. O segundo ciclo era frequentado na Escola do Exército e consistia no Curso de Estado-Maior, com a duração de dois anos. Concluído o Curso de Estado-Maior, os oficiais ingressavam diretamente no CEM sem antes pertencerem e prestarem serviço em outras armas.


