Crises do petróleo
A crise do petróleo aconteceu em quatro choques, todas depois da Segunda Guerra Mundial provocada pelo embargo dos países membros da OPEP e Golfo Pérsico de distribuição de petróleo para os Estados Unidos e países da Europa e África.
Primeiro choque
Aconteceu em 1973 em protesto pelo apoio prestado pelos Estados Unidos a Israel durante a Guerra do Yom Kippur, tendo os países árabes organizados na OPEP aumentando o preço do petróleo em mais de 400%. Em março de 1974, os preços nominais tinham subido de 3 para 12 dólares por barril (a preços atuais, de 14 a 58). No Brasil, o choque levou o governo a criar o Proálcool, programa que substituiu a gasolina por álcool etílico, o que gerou 10 milhões de automóveis a gasolina a menos rodando no Brasil, diminuindo a dependência do país ao petróleo importado.
Segundo choque
Ocorreu em 1979 durante a crise política no Irã e a consequente deposição de Xá Reza Pahlevi o que desorganizou todo o setor de produção no Irã, fazendo com que os preços aumentassem. Entre 1979 e 1981 o preço nominal do barril aumentou de 13 para 34 dólares (de 50 para 120 dólares a preços atuais). Na sequência da Revolução iraniana, travou-se a Guerra Irã-Iraque (1980-1988), na qual foram mortos mais de um milhão de soldados de ambos os países, tendo o preço disparado em face da súbita diminuição da produção de dois dos principais produtores mundiais.
Imagem: Vitor Oliveira from Torres Vedras, PORTUGAL · BY-SA · Openverse
A produção anual do mundo atinge cerca de 24 bilhões de barris, consome-se 23 bilhões e 1 bilhão ficam em depósitos. As reservas existentes no mundo são calculadas em aproximadamente 1 trilhão de barris de petróleo, 67% se encontram no Oriente Médio. Veja as estatísticas: Somente os membros da OPEP produzem 27,13%.


