Pesquisa · Mapa mental

Cristianismo primitivo

Cristianismo primitivo é uma etapa da história do cristianismo de aproximadamente três séculos, que se inicia após a Ressurreição de Jesus e termina em 325 com a celebração do Primeiro Concílio de Niceia. É tipicamente dividido em Era Apostólica e o Período Anteniceno. A mensagem inicial do Evangelho foi espalhada oralmente, provavelmente em aramaico. Os livros do Novo Testamento, Atos dos Apóstolos e Epístola aos Gálatas registram que a primeira comunidade da igreja cristã foi centrada em Jerusalém e tinha entre seus líderes Pedro, Tiago, João, e os apóstolos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 04/07/2026
01

Primeiros anos

Ressurreição

A ressurreição de Cristo é um dos fatos de maior importância para os primeiros anos do cristianismo e, ao mesmo tempo, o mais enigmático. Todos os evangelhos falam do evento da ressurreição de Cristo e da aparição do Messias diante dos discípulos três dias após sua crucificação. De acordo com o Evangelho segundo Lucas, Jesus teria aparecido para os seus apóstolos um pouco além de Jerusalém, em Emaús (Discípulos de Emaús). Mateus fala dum encontro de Jesus e seus discípulos ocorrido na Galileia. Em Mateus, Jesus teria aparecido para sua mãe e Maria Madalena (Mateus 28:9). Em João ele apareceu para Maria Madalena sozinha (João 20:14). Em Lucas, as mulheres não encontram Jesus (Lucas 24). Paulo, que não conheceu Jesus, fala na sua Primeira Epístola aos Coríntios de aparições a mais de quinhentas pessoas (I Coríntios 15:5–8) e não menciona o encontro do túmulo esvaziado.

Os Apóstolos

Os apóstolos, discípulos de Jesus, acreditavam que tinham recebido a missão divina de pregar seus ensinamentos. Além disso, eles acreditavam possuir a inspiração do Espírito Santo que, de acordo com o Evangelho segundo João, teria sido enviado por Jesus Cristo aos apóstolos. Nos Atos dos Apóstolos, contudo, livro atribuído a Lucas, os apóstolos recebem o Espírito Santo enviado diretamente por Deus após o Pentecostes. Não existem informações suficientes nos documentos históricos sobre como funcionava a condução das primeiras comunidades cristãs. Embora um oficio correspondente ao sacerdócio posterior possa ser identificado, é difícil estabelecer como se organizava e como funcionava, por exemplo, se era ou não hierarquizado. Os apóstolos, "enviados" em grego, eram certamente os líderes proeminentes nessas comunidades. Pedro foi, sem dúvida, o apóstolo mais influente nos primeiros tempos, mas Tiago, Paulo e João também tiveram um papel importante no estabelecimento do primeiro cristianismo.

Comunidades

De acordo com o livro dos Atos dos Apóstolos foram cerca de três mil fiéis que se reuniram em torno de Pedro após o Pentecostes. De acordo com Atos 2:43–47, todos os fiéis usufruíam de seus bens em conjunto e haviam coletivizado a posse das coisas. Os relatos não deixam dúvidas de que os primeiros cristãos se encontravam nos templos judaicos, e é provável que se reunissem para comer. As passagens de Atos responsáveis por caracterizar os primeiros cristãos influenciaram o surgimento de diversas irmandades religiosas na Idade Média, como os franciscanos. Em Jerusalém, as comunidades se expandiram rapidamente. O termo "igreja", que queria dizer reunião, era frequentemente empregado pelos primeiros cristãos. No começo, parece que Pedro liderou as decisões da igreja de Jerusalém. Atos nos fala da nomeação de uma comissão de sete, provavelmente os primeiros correspondentes dos posteriores presbíteros. O primeiro mártir cristão, Estêvão, morreu apedrejado, o que provavelmente culminou com a primeira dispersão dos fiéis a partir da Palestina para Damasco, Cesareia, Chipre e Antioquia. Uma perseguição levada a cabo por Herodes Agripa I (sucessor de Herodes, o Grande) por volta do ano 44 teve resultados semelhantes, contando inclusive com a dispersão dos apóstolos. Tiago, também conhecido como "Irmão do Senhor", se tornou líder da igreja em Jerusalém com a saída de Pedro, mas foi apedrejado cerca de 20 anos depois sob as ordens de Anás II, conforme nos relata Flávio Josefo. As Guerras Judaicas coroaram essa sucessão de dispersões dos cristãos pelo Império. Antioquia, capital da Síria, logo se tornou o principal foco cristão do Império.

Crenças

Os primeiros cristãos acreditavam na ressurreição de Cristo e no seu retorno ainda em sua geração, de acordo com o que dizia a passagem de Marcos 13:30. Paulo, por exemplo, acreditava que o retorno de Jesus Cristo aconteceria ainda durante sua vida, como indica uma passagem em I Tessalonicenses 4:16–18. Para os cristãos, Jesus era o Messias (por isso o chamam de Cristo). É importante lembrar que o cristianismo nasce primeiro como uma heresia dentro do judaísmo e seu desenvolvimento é inegavelmente ligado a ele: a crença no messias existia já na religião judaica e os livros proféticos como Isaías (e mesmo outros não proféticos, como Salmos) das Escrituras Sagradas foram associados ao advento de Cristo. Nesse sentido, os cristãos se viam como uma Israel renovada, e não abdicavam da promessa que Deus havia feito (Romanos 9:6–8) aos hebreus no Antigo Testamento.

Rituais

Dois rituais foram praticados com frequência pelos primeiros cristãos: o batismo e a eucaristia. As raízes do batismo podem ser encontradas na história de João Batista (João 3:22) e também em outras passagens evangélicas (Mateus 28:19). A Eucaristia, por sua vez, é uma repetição do ato realizado na Última Ceia, mencionada nos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas.

02

Debates e noções teológicas

As primeiras discordâncias entre os cristãos diziam respeito à questão dos cristãos hebreus e os cristãos helenistas. Com efeito, uma questão que se coloca após a morte de Cristo é se o gentio poderia ser diretamente convertido ao cristianismo ou se deveria antes se tornar judeu. Como sabemos pelos livros de Atos e pelas cartas de Paulo, além das fontes romanas, o cristianismo estava se difundindo rapidamente pelo território do Império Romano, o que significava que grandes somas de não cristãos estavam sendo convertidos nessa época. Por essa razão, o tema era de extrema importância para o proselitismo cristão. Ora, Pedro diz em Atos que Deus lhe havia demonstrado que o profano poderia se tornar sagrado e afirmou que a verdade poderia ser revelada aos romanos não judeus. Esse debate culminou com o Concílio de Jerusalém (c. 40), do qual participaram Paulo, Tiago, o Justo e Pedro, no qual se decidiu que os gentios não deveriam ser convertidos ao judaísmo antes de se tornarem cristãos. No entanto, nos escapa a verdadeira dimensão desse debate: a posição de Tiago, que parecia ser pró-judaísmo, ia radicalmente contra a de Paulo, que defendia a conversão direta do gentio. Paulo reserva grande parte de sua carta aos gálatas para discutir essa questão. Relatos parecem demonstrar que Pedro sofreu influência de Tiago, adotando mais tarde uma posição pró-judaísmo (vide Incidente em Antioquia).

Evangelhos e Cristo

O Evangelho segundo Marcos parece ter sido escrito entre 75 e 80 na cidade de Roma. Lucas e Mateus foram escritos provavelmente por volta da década de 90 na Síria, em Roma ou em Antioquia. O Evangelho segundo João foi escrito já no começo do século II, possivelmente em Éfeso. Todos foram baseados na tradição oral daqueles que presenciaram os fatos narrados, ou que ouviram de quem haviam sido testemunhas oculares dos fatos, nos casos de Marcos e Lucas. Os Evangelhos têm diferenças estéticas de escritas, por se dirigirem a grupos étnicos e culturais distintos, porém com precisa semelhança contextual e histórica. Mateus narra os acontecimentos a pessoas de língua Hebraica (ou Aramaica). Marcos para Judeus de Língua Grega. Lucas narra para pessoas cultas e distintas. E por fim, João narra estes acontecimentos aos Gentios, pessoas que não compreendiam nem tinham noção da cultura e religião judaica.

Docetismo

No Evangelho segundo João encontra-se uma passagem que tem sido interpretada muitas vezes como base da doutrina da Encarnação de Jesus (João 1:1–14). Essa era a teoria segundo a qual Jesus Cristo não teria sido simplesmente um ser humano, mas metafisicamente ligado a Deus. É provável que alguns dos primeiros cristãos tivessem radicalizado essa visão, a ponto de considerar Cristo como unicamente divino (partilhando apenas a substância divina) e com uma aparência humana. Essa crença foi chamada de docetismo. Um famoso docetista do século II foi Valentino.

03

Difusão e entrada no Império Romano

Paulo realizou diversas incursões em Roma, onde no ano 50 já existia uma importante comunidade religiosa cristã. Em outras partes do Império Romano o cristianismo se tornava cada vez mais popular.[carece de fontes?] O cristianismo passou a se diferenciar marcadamente do judaísmo quando, por volta do ano de 90, surgiu o judaísmo rabínico após a destruição do Segundo Templo. O termo "religião das catacumbas" foi utilizado para caracterizar a perseguição dos cristãos durante os impérios de Nero, Tito, Domiciano, etc. Pedro e Paulo provavelmente morreram durante as primeiras perseguições, mas pouco se sabe sobre isso (veja Papado (Cristianismo primitivo)). Durante essa época, símbolos cristãos foram desenvolvidos para comunicar secretamente as questões da fé. As conversões eram realizadas nas cidades, e o termo pagão, derivado do latim paganus ("camponês"), é provavelmente derivado do fato de que a maior parte dos não convertidos durante o auge da difusão cristã eram os camponeses.

Catecumenato

No Império Romano surgiram os catecúmenos (em grego, ensinamento oral), que recebiam o conhecimento cristão transmitido oralmente de geração em geração. Havia exigências para que um gentio pudesse ser batizado, como o jejum e a oração. O catecumenato só era aberto àqueles que não tinham profissões incompatíveis com a nova fé, como os comandantes militares, prostitutas e adivinhos. Havia manuscritos para o ensinamento de catecúmenos, que se baseavam em perguntas sobre a fé e orações. Era comum que o batismo fosse retardado. Essa prática tinha por base, possivelmente, os ensinamentos de Paulo (Romanos 6:3). Acreditava-se que a falta após o batismo não era perdoada, o que fazia com que todos preferissem se batizar já no fim da vida, visando se redimir dos pecados.

Sacerdotes e ritos

Não se sabe exatamente como eram ordenados os sacerdotes nos primeiros séculos cristãos dentro do Império Romano. No Novo Testamento ouvimos falar de "bispos" e "presbíteros", cuja tradução literal não esclarece muita coisa e cujas funções permanecem enigmáticas. Alguns Pais da Igreja, contudo, nos esclareceram o que entendiam pelo papel do bispo. O Didaquê, documento anônimo do século II, diz que o bispo era um sucessor dos apóstolos e líder da Igreja em cada cidade. O bispo também podia ministrar a eucaristia e o batismo, assim como os padres, com o requisito de que este poder lhes tivesse sido delegado pelo bispo. Inácio de Antioquia pensava na Igreja de acordo com as cidades nas quais havia comunidades, sendo que cada cidade deveria ter um bispo como líder proeminente.

Sexualidade

A atitude dos Pais da Igreja em relação às mulheres é similar às regras da lei judaica em relação ao papel das mulheres no culto, embora a igreja primitiva permitisse a participação das mulheres no culto — o que não era permitido na sinagoga (onde as mulheres ficavam restritas a uma área externa). A Primeira Epístola a Timóteo ensina que as mulheres devem permanecer em silêncio durante o culto público e não deveriam instruir os homens ou assumir autoridade sobre eles (veja Não permito à mulher). O Novo Testamento contém vários exemplos de mulheres líderes, incluindo a diaconisa Febe (Romanos 16:1–2), Priscila, missionária e mulher de Áquila (Romanos 16:3–5) e Lídia, responsável por uma casa-igreja na cidade de Tiatira (Atos 16:14-Atos 15:40). Embora não tenham sido nunca ordenadas essas mulheres eram muito influentes e são ainda hoje veneradas. A imagem de Maria, mãe de Jesus, foi tida sempre como a mulher ideal.

Mártires

Sabemos que Estêvão foi o primeiro de uma série de mártires cristãos. As perseguições aos cristãos levadas a cabo por líderes romanos foram essenciais para estabelecer no Cristianismo a tradição do culto aos mártires. Os cristãos perseguidos, torturados e mortos pelos romanos por terem professado a fé de Cristo eram respeitados como figuras sagradas. No século II, essa prática era extremamente popular, e era comum que se comemorasse o dia de morte de um mártir. Durante os primeiros anos do cristianismo se popularizaram as noções de santidade e as relíquia dos mártires. Em outras palavras, os mártires eram tidos como santos, que de acordo com o pai da igreja São Jerônimo "não calam quando mortos", mas "apenas dormem", e das partes de seus corpos se faziam relíquias, às quais eram creditados poderes mágicos. Os relatos das vidas e mortes de santos parecem ter começado nessa época, conhecidos por hagiografias.

Helenismo e Cristianismo

O mundo romano influenciou as ideias cristãs de várias maneiras. Em primeiro lugar, o neoplatonismo, ideia de que os elementos do mundo material seriam hierarquicamente inferiores aos do mundo espiritual, se integrou perfeitamente à filosofia cristã. O estoicismo foi outra filosofia (muitas vezes funcionando como religião) que influenciou o pensamento cristão. Os estoicos eram austeros, e acreditavam na virtude e na moral como elementos essenciais na vida. Suas crenças se fundam na indiferença e afastamento das coisas mundanas.

Pensamento teológico

Os Pais da Igreja foram importantes para fundar as bases do pensamento teológico cristão. Suas filosofias foram influenciadas pela filosofia e pelas religiões helenísticas. Justino, um importante fundador da teologia cristã helenística, argumentava sobre as questões religiosas com base no Logos, uma espécie de princípio ordenador do mundo já existente entre os estoicos. De acordo com Justino "Aprendemos que Cristo é o primogênito de Deus e que é o Logos, do qual participa todo o gênero humano" (Justino - Apol. Prima, 46). Inácio de Antioquia foi o primeiro a se valer da glossolalia. Em oposição aos docetistas, ele desenvolveu a ideia de que Cristo teria tido uma dimensão humana e outra divina. O Novo Testamento nunca explicitou qual seria a substância de Cristo, e parece que os primeiros cristãos preferiram se afastar desse tema, embora tenham sugerido inúmeras vezes a ligação íntima entre o messias e Deus. Inácio estava convencido, contudo, que Cristo partilhava da substância divina, ideia que posteriormente ajudaria a construir a noção de Trindade. Como escreveu Inácio, Cristo seria "Deus e Homem, em uma só essência".

04

Mariologia Primitiva

A primeira oração Mariana que temos é datada por volta de 250 até o final do século III e é chamada "Sub Tuum Presidium", uma prova clara do culto à Maria pré-Niceia. E Ainda no século II vemos um grande desenvolvimento de Mariologia. Inácio de Antioquia descreve a "estirpe de Jesus, Se referindo diretamente a Maria. "Depois vem [no mesmo século] Aristides de Atenas fala que Jesus foi gerado de uma mulher santa, Sem germe nem corrupção. Justino de Roma e Irineu de Lião professam que Maria é a "Nova Eva", as catacumbas pintam imagens de Maria com Cristo (a mais famosa é a imagem presente na catacumba de Santa Priscila, em Roma), e é escrito inclusive um "evangelho" (considerado apócrifo) relatando sobre sua natividade e vida antes do nascimento de Cristo (O nome deste evangelho apócrifo é Protoevangelho de Tiago). Esse apócrifo considerava Maria como a "Predileta de Deus" (cf. Protoevangelho de Tiago, XIII,2) e aceitava sua perpétua virgindade.

05

A Conversão de Constantino

Um dos fatos mais importantes da História do Cristianismo foi a conversão do Imperador Constantino no século IV ao cristianismo, e as implicações dessa conversão para o futuro do Império. Eusébio de Cesareia, biógrafo do imperador, nos legou uma história de sua vida, na qual afirmava que Constantino teria visto uma manifestação sagrada pouco antes de sua Batalha da Ponte Mílvia em 312 contra seu rival Magêncio. Esse fato, aliado à vitória contra Licínio, fez com que o César se convertesse à fé cristã. É inegável que a conversão de Constantino é um evento inesperado e de difícil explicação. Embora o cristianismo tenha se difundido imensamente em seus primeiros anos, ele não representava nenhuma porção significante do Império e, em Roma, pode-se dizer que havia cerca de apenas 30 mil cristãos. Além disso, Constantino não veio da parte Oriental do Império, onde o cristianismo tinha mais força.

Édito de Milão

O Édito de Milão foi uma lei promulgada pelo imperador Constantino, em fevereiro de 313, que garantia a liberdade de crença. Esse Édito garantia que todos os súditos do império teriam o direito de professar suas fés livremente mas, na prática, o imperador perseguiu muitas práticas religiosas não cristãs e não ortodoxas, como o judaísmo, o arianismo e até mesmo práticas pagãs. A sua promulgação está, indubitavelmente, associada à vitória do imperador sobre Magêncio no ano anterior.

Concílio de Niceia

O Primeiro Concílio de Niceia foi um concílio ecumênico da qual participaram importantes líderes da igreja da época, incluindo o imperador Constantino, visando debater temas importantes, principalmente o arianismo e a organização das igrejas. No concílio, a doutrina ensinada por Ário e seus seguidores foi condenada como herética, iniciando mais de um século da chamada controvérsia ariana. No Concílio de Niceia também se decidiu, pela primeira vez de forma clara, sobre a organização das igrejas de forma hierárquica, e sobre a ordenação dos padres e bispos.

06

A Igreja primitiva

O termo Igreja Primitiva é utilizado para se referir a um período histórico do cristianismo e da Igreja entre 33 - 325. O termo Igreja Primitiva refere-se a instituição e cristianismo primitivo às suas doutrinas. Neste período a Igreja estava engajada em diversas discussões acerca dos conceitos cristãos. Inicialmente cinco cidades surgiram como importantes centros da igreja: Roma, Jerusalém, Antioquia, Alexandria e Constantinopla. A expressão "Igreja" (com I maiúsculo), se refere à Igreja como um todo, "igreja" (com i minúsculo) se refere às comunidades de fé locais, essa distinção deve ser feita porque na Igreja Primitiva existia total unidade entre os cristãos como uma única Igreja Católica (que é Universal em grego), mas para se referir às comunidades cristãs locais se usa também o termo "igreja", como por exemplos as igrejas de Jerusalém, Roma e etc. A unidade da Igreja é comprovada já em Atos dos Apóstolos, no episódio do Concílio de Jerusalém, pois a igreja de Antioquia, de Corinto, de Éfeso mesmo estando separadas geograficamente, não são independentes, tendo de acatar a decisão do concílio como uma só Igreja (conciliarismo).

História da instituição

A Igreja Primitiva passou a se nomear Católica (que significa "Universal"), ainda no século I, o termo foi utilizado pela primeira vez pelo Bispo Inácio de Antioquia, discípulo do apóstolo João, que provavelmente foi ordenado pelo próprio Pedro, alguns historiadores sugerem que os próprios apóstolos poderiam ter utilizado o termo para descrever a Igreja. O termo Católica invoca o princípio de que desde o começo a Igreja foi universal, aberta aos gentios, em 200 o termo já era comumente utilizado. Em 64 ocorreria o Grande incêndio de Roma, o imperador romano Nero culparia os cristãos por este ato, e iniciaria a perseguição à Igreja, martirizando diversos cristãos notáveis tais como o Apóstolo Pedro.[carece de fontes?] A perseguição continuaria até 313 quando seria publicado o Édito de Milão pelos dois Augustos, o imperador ocidental Constantino, e Licínio, o imperador oriental. Este édito de tolerância permitiu aos cristãos ter completa liberdade para praticar sua religião sem ser molestado, iniciando-se a Paz na Igreja.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando