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Paulina de Anhalt-Bernburgo

Paulina Cristina Guilhermina de Anhalt-Bernburgo foi a esposa de Leopoldo I e a primeira Princesa Consorte de Lipa de 1796 até a morte do marido em 1802, além de regente durante a menoridade de seu filho Leopoldo II.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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Biografia

Paulina nasceu em Ballenstedt, filha de Frederico Alberto, Príncipe de Anhalt-Bernburgo e de sua esposa Luísa Albertina de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Plön. Poucos dias após seu nascimento, sua mãe faleceu de sarampo. Ela tinha um irmão mais velho, Aleixo Frederico Cristiano (1767–1834), que foi Duque de Anhalt-Bernburg a partir de 1807. Desde cedo, notou-se que Paulina possuía uma mente aguçada. Seu pai, o Príncipe Frederico Alberto, assumiu pessoalmente a educação de sua filha Paulina e de seu filho e herdeiro Aleixo. Ela era uma boa aluna e aprendeu francês, além de latim, história e política. Já aos treze anos de idade, ela auxiliava seu pai nos assuntos do governo. Primeiro, assumiu a correspondência em francês e, posteriormente, toda a correspondência entre a residência no Castelo de Ballenstedt e os escritórios do governo em Bernburg. Sua educação foi fortemente influenciada pela ética cristã e pelas ideias do Iluminismo. Já na fase adulta, Paulina seguiu praticando os princípios que absorvera na juventude, inspirada nos ensinamentos de Johann Heinrich Pestalozzi e Jean-Jacques Rousseau.

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Paulina e Napoleão

Há inúmeros indícios de que Paulina admirava Napoleão Bonaparte. Ela era grata por ele ter permitido que Lipa permanecesse independente. Sua opinião foi reforçada por sua correspondência com o diplomata altamente instruído Karl Friedrich Reinhard, que servia à França e era amigo de Goethe. Reinhard era um entusiasta da Revolução Francesa e atuava como embaixador na corte do Reino da Vestfália, em Cassel. Paulina continuou a acreditar que Napoleão venceria a guerra. Nem mesmo a notícia da derrota de Napoleão na Rússia foi capaz de abalar suas convicções. Ela se opôs à saída de Lipa da Confederação do Reno e defendeu que os soldados desertores do Exército Napoleônico fossem presos. O tenente prussiano Haxthausen, que trabalhava como diplomata russo, teria se comportado de maneira indevida com ela. Paulina reagiu mandando interná-lo em um hospício. Ele só foi libertado quando Lipa foi declarada inimiga após a Batalha de Leipzig e ocupada por tropas prussianas. O comandante prussiano, coronel von der Marwitz, relatou o episódio em uma carta à esposa e escreveu sobre Paulina: A Princesa Regente é uma canalha, e sempre foi fiel a Napoleão [...].

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Legado

O historiador Hans Kiewning escreveu uma biografia de Paulina na década de 1930, intitulada Fürstin Pauline zur Lippe, 1769–1820. Esta biografia é considerada a mais influente entre as positivas até hoje. Kiewning expressou sua admiração por Paulina com as seguintes palavras: Além disso, não há muita dúvida de que Paulina superou de longe todos os governantes de Lipa que a precederam ou sucederam, e fez mais nome para si mesma fora das fronteiras de seu país durante sua vida do que qualquer um deles. A personalidade, a política e as reformas de Paulina têm sido objeto de diversos estudos e publicações. A bibliografia de Lipa atualmente lista cerca de 170 títulos focados na vida pessoal da princesa. No entanto, a pesquisa histórica na segunda metade do século XX começou a questionar a visão acrítica sobre Paulina. Elizabeth Stolle, em sua contribuição para Lippischen Mitteilungen aus Geschichte und Landeskunde, 1969, levantou questões sobre a postura religiosa de Paulina, buscando uma compreensão mais profunda de seus interesses diaconais (suas ações de assistência aos pobres e caridade).

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Fontes consultadas

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