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Cumbi-Salé

Cumbi-Salé ou Cumbi Salé é o sítio duma cidade medieval arruinada ao sudeste da Mauritânia que pode ter sido a capital do Império do Gana. Desde o século IX, os autores árabes fazem menção ao Império do Gana em conexão com o comércio transaariano de ouro. Albacri, escrevendo no século XI, descreveu a capital do Gana como consistindo de duas cidades, com seis milhas de distância uma da outra, onde em uma habitavam os mercadores muçulmanos e na outra o rei do Gana.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/10/2026
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Fontes árabes e capital do Império do Gana

O autor mais antigo a mencionar Gana é o astrônomo persa Ibraim Alfazari que, escrevendo no final do século VIII, refere-se ao "território de Gana, a terra do ouro". O Império do Gana situava-se na região do Sael ao norte dos campos de ouro do Sudão Ocidental e foi capaz de enriquecer mediante o controle do comércio transaariano de ouro. A história precoce de Gana é desconhecida, mas há evidências de que o Norte da África começou a importar ouro da África Ocidental antes da conquista árabe em meados do século VII. Nas fontes árabes medievais a palavra "Gana" pode referir-se ao título real, o nome duma capital ou um reino. A referência mais antiga de Gana como cidade está na obra de Alcuarismi, que faleceu cerca de 846. Dois séculos depois uma descrição detalhada da cidade é fornecida por Albacri em seu Livro das Rotas e Reinos que ele concluiu em torno de 1068. Albacri nunca visitou a região, mas obteve sua informação de escritores mais antigos e de informantes que encontrou no Alandalus:

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Sítio arqueológico

Suas extensas ruínas foram relatadas pela primeira vez por Albert Bonnel de Mézières em 1914. Começando com Bonnel em 1914, o sítio foi escavado por grupos sucessivos de arqueólogos franceses. Paul Thomassey e Raymond Mauny escavaram entre 1949 e 1951, Serge Robert durante 1975-76 e Sophie Berthier durante 1980-81. Ele localiza-se na região do Sael a sul da Mauritânia, 30 quilômetros ao norte da fronteira do Mali, 57 quilômetros a sul-sudeste de Timbédra e 98 quilômetros da cidade de Nara no Mali. A vegetação é de gramíneas baixas com matagal espinhoso e ocasionais árvores acácias. Na estação úmida (julho-setembro), a chuva limitada preenche algumas depressões, mas para o resto do ano não há chuva e nenhuma superfície com água. Sua principal seção está sobre uma pequena colina que atualmente ascende aproximados 15 metros acima da planície circundante. A colina teria originalmente sido mais baixa e sua atual altura é resultado do acúmulo de ruínas. As casas eram feitas com pedra local (xisto) usando adobe em vez de argamassa e devido a grande quantidade de escombros presentes é possível afirmar que alguns dos edifícios tinham mais que um andar. As salas internas foram bastante estreitas, provavelmente devido a ausência de grandes árvores para produção de longas vigas para apoiar os telhados.

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Estatuto de Patrimônio Mundial

O sítio arqueológico foi adicionado à Lista Indicativa do Patrimônio Mundial da UNESCO em 14 de junho de 2001 na categoria cultural.

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Fontes consultadas

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