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Décima sétima cúpula do BRICS

A Cúpula do BRICS de 2025 foi a décima sétima cúpula anual do BRICS, realizada entre os dias 6 e 7 de julho no Rio de Janeiro, Brasil.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 02/09/2026
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Organização

A Prefeitura do Rio criou o Comitê Rio Brics, que foi responsável pela elaboração do "Calendário Brics Rio", que reuniu as iniciativas e atividades do grupo. O comitê também previu a participação de fóruns e comissões organizados por diversas esferas nacionais e internacionais, abordando questões do bloco emergente.

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Assuntos discutidos

Sob a presidência do Brasil, diversos assuntos foram tratados durante o evento. Um dos pontos mais importantes da cúpula foi a questão da reforma da governança global, que se centra na defesa do multilateralismo e projetos de aprofundamento da cooperação Sul-Sul e que inclui, ainda, a demanda por uma restruturação do Conselho de Segurança da ONU. A guerra Israel-Hamas em curso, classificada pelo presidente Lula como um genocídio, também foi objeto de discussões. O grupo reiterou o apoio à solução de dois Estados e manifestou repúdio aos ataques de Israel contra o Irã, membro do grupo. Quanto a questões ambientais, os BRICS reafirmaram o compromisso com o Acordo de Paris e exigiram que os países mais desenvolvidos financiem a transição energética e medidas de mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, a partir do entendimento de que há impacto desigual entre Norte e Sul global. Nesse contexto, a presidência do Brasil anunciou a criação do Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (Tropical Forests Forever Facility ou TFFF), que recebeu apoio significativo de outros membros, sobretudo da China e dos Emirados Árabes.

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Controvérsias

Taxa aplicada pelos Estados Unidos

A reunião ocorreu durante um período de tensão com os Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump. Em 30 de janeiro, o então presidente americano afirmou que os países do BRICS poderiam sofrer uma taxa de no mínimo 100% caso busquem moeda alternativa ao Dólar dos Estados Unidos. Trump já havia feito a ameaça antes de tomar posse, depois do bloco sinalizar que discutiria a possibilidade de substituir o dólar por outra moeda nas transações entre os países.

Participação de Vladimir Putin

Vladimir Putin, atual presidente da Rússia, não compareceu presencialmente a reunião mais uma vez, repetindo a ação de 2023, durante a Décima quinta cúpula do BRICS, devido ao mandado de prisão emitido em março de 2023 pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra durante a invasão russa da Ucrânia. O Brasil, por ser signatário do Estatuto de Roma, seria obrigado a prender o líder russo no momento em que ele chegasse ao país. Por isso, Putin participou remotamente da reunião.

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Fontes consultadas

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